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	<title>Marcos Morita - Educação Corporativa &#187; Brasil</title>
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	<description>Site para apresentacão e discussão de teorias sobre estratégias empresariais aplicadas ao dia-a-dia das empresas. Dirigido a empresários, executivos e estudantes.</description>
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		<title>Classe C ganha espaço no setor de aviação</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 13:08:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os aeroportos voltaram a ser manchete nos principais jornais do país. Como de costume, filas intermináveis, frustração e impotência. Uma das justificativas utilizadas foi a volta às aulas. Controladores de vôo, sistema de reservas e férias já serviram como álibis. Por ironia do destino, juizados especiais foram criados há poucas semanas, com o objetivo de atender passageiros com problemas de extravios de bagagens, cancelamentos e atrasos.


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			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Os aeroportos voltaram a ser  manchete nos principais jornais do país. Como de costume, filas intermináveis,  frustração e impotência. Uma das justificativas utilizadas foi a volta às aulas.  Controladores de vôo, sistema de reservas e férias já serviram como álibis. Por  ironia do destino, juizados especiais foram criados há poucas semanas, com o  objetivo de atender passageiros com problemas de extravios de bagagens,  cancelamentos e atrasos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não obstante as más notícias, a TAM  anunciou alguns produtos e serviços dirigidos às emergentes classes C e D. Será  possível comprar passagens em até doze vezes, com valores mínimos de vinte  reais. Uma parceria foi firmada com a Casas Bahia, cujos vendedores conhecem de  longa data os clientes cobiçados pela empresa aérea. Compartilharão o mesmo  crediário, eletrodomésticos, móveis e agora  viagens.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O que está em jogo é um mercado  bilionário, composto por centenas de milhares de pessoas, as quais pela primeira  vez tirarão fotos dentro da aeronave, brigarão por um lugar na janela, prestarão  atenção aos procedimentos de segurança apregoados pelas aeromoças e degustarão  as refeições padronizadas servidas a bordo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Para poder penetrar nestes novos  mercados, as corporações têm diversificado seus negócios, através de fusões e  aquisições, lançamento de novas marcas ou reposicionamento de produtos. A  tradicional construtora Gafisa, conhecida pelos edifícios de alto padrão,  adquiriu a mineira Tenda, especializada em prédios residenciais para a baixa  renda.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A octogenária Kopenhagen, famosa  pelas delícias Nhá Benta, Chumbinho e tantas outras guloseimas, apostou na  criação de uma segunda marca. A Cacau Brasil tem como foco a base da pirâmide,  hoje adoçada pela concorrente Cacau Show.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Pesquisas e análises são necessárias  visando-se adequar o mix de marketing &#8211; produto, preço, promoção e ponto de  venda &#8211; às necessidades e desejos do novo público. Diminuir os preços atuais  reduzindo a qualidade dos produtos e serviços agregados pode não ser a melhor  estratégia a ser adotada. Apesar da renda baixa, estes consumidores desejam uma  boa relação entre custo e benefício.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Marcas e reputação são os principais  ativos de uma empresa. Para construí-las, dedicação e tempo são os principais  pilares. Como numa receita de sucesso, mudar os ingredientes pode afetar o  resultado final.  O caso da mudança no sabor da Coca-Cola em meados dos anos  oitenta é emblemático. Apesar da aceitação inicial em testes, consumidores em  fúria exigiram a volta da fórmula original assim que o produto desembarcou nas  gôndolas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vale salientar que os clientes fiéis  são também os mais lucrativos e menos suscetíveis a preços, promoções e ataques  da concorrência. Neste sentido, as empresas devem estar atentas ao eventual  <em>trade off</em>, trocando o certo pelo  duvidoso, apesar do tamanho da oportunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Os fatos acima corroboram a decisão  das empresas em preservarem suas marcas e clientes originais, criando novos  produtos e serviços adaptados a nova demanda. Sob este prisma, podemos dizer que  a estratégia da TAM &#8211; cujo posicionamento sempre esteve ligado à diferenciação e  atendimento &#8211; pode causar estranheza a alguns clientes habituais, para os quais  as condições dos aeroportos são as informações mais importantes da manhã.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Enquanto  isso, a previsão do tempo para os viajantes está sujeita a nuvens e trovoadas,  com chuvas a qualquer momento. Saguões superlotados, péssimas condições nos  armazéns de carga, pistas em estados precários de conservação, projetos de  reforma e ampliação que não saem do papel, Copa e Olimpíada no radar. Emoções  garantidas para os habituais clientes e a nova classe média, a qual deve ter  sonhado com a boa e velha rodoviária em mais uma semana de caos nos  aeroportos.</p>


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		<title>Os deveres de um correntista</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 17:40:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A concentração dos bancos brasileiros acontece a passos largos. A série de fusões, aquisições e alianças criaram gigantes, cujo poderio aumenta nas mesmas proporções. Compartilhamento de sites, consolidação de agências, aumento da cobertura geográfica e reposicionamento de marcas são algumas das consequências visíveis, divulgadas através de campanhas na mídia.


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<p style="text-align: justify;">A concentração dos bancos  brasileiros acontece a passos largos. A série de fusões, aquisições e alianças  criaram gigantes, cujo poderio aumenta nas mesmas proporções. Compartilhamento  de sites, consolidação de agências, aumento da cobertura geográfica e  reposicionamento de marcas são algumas das consequências visíveis, divulgadas  através de campanhas na mídia.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar dos benefícios apregoados  em horário nobre, o número de instituições diminui e, consequentemente, as  opções e o poder de barganha dos consumidores também. Um passeio mais demorado  pelas ruas do Centro Antigo comprova a redução das  marcas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vale salientar que os bancos exercem  papel vital na economia, apesar dos críticos de plantão. Sua atuação não se  restringe à guarda remunerada de nossas economias, mas na intermediação e gestão  destes valores, financiando compra de carros, casas e investimentos  produtivos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Aparecem também com frequência em  listas de órgãos de defesa do consumidor. Um estudo recente demonstra um aumento  significativo com relação a taxas e valores cobrados indevidamente. Apesar da  luta inglória entre Davi e Golias, o consumidor pode se proteger. Basta seguir  alguns conselhos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Seja disciplinado: confira seu  extrato periodicamente, questionando taxas e tarifas não usuais. Faça uso dos  diversos canais de comunicação existentes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esteja atento: leia o contrato antes  de assiná-lo, em especial os parágrafos sobre pacotes, taxas e tarifas. Guarde-o  e consulte-o sempre que necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Planeje: escolha um período e  levante o número de extratos e saques em caixas eletrônicos, transferências e  folhas de cheques, antes de escolher um pacote de benefícios. Com planejamento,  você verá que há possibilidades de redução ou novas formas para se  obtê-los.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Negocie: gerentes de agência são  medidos pelo número de novas contas e percentual de desertores. Saiba também que  clientes antigos custam menos às empresas de serviços. Avalie sua situação e  sente-se à mesa para negociar.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Concentre: evite manter vínculos em  diversos bancos e instituições financeiras. Além da maior dificuldade de  controle, dispersar recursos reduz o poder de  barganha.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Compare: mantenha o hábito de  pesquisar taxas e tarifas em alguns bancos, cuja base pode ser trocada  periodicamente. É prática comum a publicação de estudos em órgãos de proteção ao  consumidor.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Com o  crescimento da economia e o ingresso de milhões de novos correntistas &#8211;  trabalhadores informais agora com carteira de trabalho &#8211; as chances são de que  instituições bancárias continuem no topo da lista de reclamações. Tarifas  máximas e mínimas poderiam ser regulamentadas, ao menos a esta nova massa de  clientes, cujo ganho adicional poderá ser corroído por taxas e valores  indevidos.</p>


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		<title>O futebol sob a ótica da administração</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 18:51:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Copa do Mundo - É patente o crescente interesse comercial e político na competição, dirigida e controlada pela FIFA - Federação Internacional de Futebol. Para analisá-lo sob o ponto de vista estratégico, utilizarei o modelo das cinco forças de Michael Porter, o qual avalia a atratividade de uma indústria com base no poder de barganha dos seus integrantes. Começarei pelos fornecedores, literalmente os donos da bola.


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<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/cultura-organizacional-dos-campos-as-empresas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Cultura organizacional: dos campos às empresas'>Cultura organizacional: dos campos às empresas</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Dizer que a Copa do Mundo é um dos  maiores eventos mundiais, talvez não seja nenhuma novidade, a não ser que você  esteja na Coréia do Norte. Em nosso país, jogo da seleção é dia de festa,  celebração com amigos, folga no trabalho, ruas vazias, camisas amarelas e  cerveja gelada. Entre a paixão brasileira e o desconhecimento coreano, cinco  continentes nos quais centenas de países e milhões de pessoas acompanham de  perto o desenrolar dos jogos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É patente o crescente interesse  comercial e político na competição, dirigida e controlada pela FIFA &#8211; Federação  Internacional de Futebol. Para analisá-lo sob o ponto de vista estratégico,  utilizarei o modelo das cinco forças de Michael Porter, o qual avalia a  atratividade de uma indústria com base no poder de barganha dos seus  integrantes. Começarei pelos fornecedores, literalmente os donos da  bola.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Fornecedores  -</em> É de supor que nos idos dos anos  trinta, quando o futebol era ainda um esporte amador, as próprias seleções eram  responsáveis por seus uniformes. Hoje muita coisa mudou. As cifras para  patrocinar uma equipe, ultrapassam com facilidade a casa das dezenas de milhões  de dólares. Nesta briga de gigantes, tem destaque a americana Nike e a alemã  Adidas. Inglaterra, Brasil, Portugal e Holanda são parceiros da primeira,  enquanto Alemanha, Espanha, Argentina e a anfitriã África do Sul, vestem os  uniformes das três listras. Vinte e duas seleções utilizando uma ou outra marca  e trinta e duas com a controversa Jabulani, reverenciada no início de cada  partida. Devido à concentração, é uma força que deve ser monitorada para que não  aumente ainda mais sua influência e poder de barganha.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Concorrentes  -</em> Ainda que trinta e duas seleções  estejam na disputa do tão famigerado título, poucas na verdade tem condições  reais de levá-lo para casa. A menos que uma grande zebra ocorra, a final deverá  ser disputada entre uma das sete seleções que já levantaram o caneco. Brasil,  Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra. Estas últimas já  desclassificadas ou com sérias dificuldades de seguirem adiante. A despeito da  hegemonia brasileira, a alternância é bastante grande. Esperamos vinte e quatro  anos na fila, período semelhante ao grupo dirigido por Maradona. A possibilidade  de uma ou mais seleções concentrarem os títulos é bastante baixa. Mercados  monopolistas ou oligopolistas tendem a diminuir a competitividade num  determinado setor.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Clientes  -</em> Conforme levantamento da FIFA, a  última edição da Copa na Alemanha foi transmitida para 214 países e territórios  por um contingente de 376 canais. A audiência acumulada durante o evento  ultrapassou a casa dos 26 bilhões de telespectadores, com 700 milhões durante a  final entre Itália e França. Basta olhar ao redor em dia de jogo para verificar  a heterogeneidade da audiência. Brancos, negros, pardos, amarelos, ricos,  pobres, homens, mulheres, adultos e crianças. Fanáticos, apreciadores e  simpatizantes, os quais muitas vezes não sabem a relação entre bandeirinha e  impedimento. Poucos os negócios que podem contar com um público tão cativo e  fiel. Cabe aos dirigentes mantê-la longe de interesses políticos, antiesportivos  ou excessivamente comerciais, tais como realizá-la a cada dois anos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Novos entrantes  -</em> O interesse em participar da  competição pode ser medido pela popularidade das eliminatórias. Nada menos que  duzentas seleções disputaram o torneio de qualificação, envolvendo 5.622  jogadores e 275 técnicos das mais diversas nacionalidades. Quase meia centena de  franceses, holandeses, brasileiros e alemães, repassando os conhecimentos de  escolas consagradas. Dinamarca, Coréia do Sul, Japão e Estados Unidos são alguns  exemplos de equipes em  ascensão. Alguns riscos para a competição estariam no  desbalanceamento das vagas por continente ou no inchaço do torneio, como já  vimos em terras tupiniquins.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Produtos  substitutos -</em> Apesar da paixão dos sul-africanos  pelo rúgbi, franceses pelo ciclismo, indianos pelo críquete e ianques pelas  ligas de basquete e beisebol &#8211; o futebol ou soccer  é o único produto com apelo  global, capaz de competir com marcas locais fortes. Em uma sociedade cada vez  mais sem fronteiras, não tardará o dia em que o mundo usará chuteiras. Sob este  aspecto, a Copa do Mundo não terá produtos substitutos a médio ou longo  prazo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A análise demonstrou um relativo  equilíbrio entre as cinco forças, necessário e imprescindível para a manutenção  do torneio que tanto nos seduz. Em diversas indústrias, o poder de decisão está  nas mãos dos governos e governantes, os quais com suas leis e medidas podem  auxiliar ou até mesmo atrapalhar seu desenvolvimento. No país da bola, este  poder está com a FIFA e seus dirigentes. Desta maneira, sugiro que os  brasileiros apaixonados por futebol acendam duas velas a partir de hoje. Uma  para o hexa e outro para a lucidez de Joseph Blatter, presidente da  entidade.</p>


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		<item>
		<title>2014: O superaquecimento no mercado de construção</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 17:34:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<category><![CDATA[2014]]></category>
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		<description><![CDATA[A Copa da África do Sul mal esquentou, mas não paramos de pensar em 2014, quando o mundial estará em terras brasileiras. Os estádios sul-africanos não impressionam tanto quanto os de Pequim, todavia, apesar das dificuldades econômicas e diferenças sociais encontradas no país, eles demonstram que a lição de casa foi bem feita. Coisa que ainda não vemos por aqui.


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		</div>
<p style="text-align: justify;">A Copa da África do Sul mal esquentou,  mas não paramos de pensar em 2014, quando o mundial estará em terras  brasileiras. Os estádios sul-africanos não impressionam tanto quanto os de  Pequim, todavia, apesar das dificuldades econômicas e diferenças sociais  encontradas no país, eles demonstram que a lição de casa foi bem feita. Coisa  que ainda não vemos por aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">As obras de infra-estrutura para 2014  estão muito aquém do planejado. A adequação de estádios, rodovias, aeroportos e  demais instalações para receber turistas são complexas e demoradas. Não é  possível deixar tudo para a última hora, contando com a sorte ou com o popular  jeitinho brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Outra preocupação se refere ao novo  presidente da república, o qual assumirá o mandato em primeiro de janeiro do  próximo ano. A julgar pela história e pesquisas eleitorais recentes, as obras  terão que aguardar um pouco mais até que o novo presidente saia da inércia  inicial &#8211; característica dos primeiros meses de mandato.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Seja qual for o resultado das urnas, o  fato é que o setor de construção civil vem crescendo a passos largos e  consistentes nos últimos tempos. Com exceção do PAC, as recentes iniciativas do  governo &#8211; programa Minha Casa Minha Vida, redução do IPI para compra de  materiais de construção e o aumento das linhas de crédito para financiamento da  casa própria &#8211; tiveram como alvo o mercado residencial de baixo padrão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A emergente classe C, equipada com os  sonhos de consumo das linhas branca e marrom, pode agora pensar em reformar sua  residência ou sair do aluguel. Considerando-se o tamanho deste mercado e o  imenso déficit habitacional, podemos assegurar que o impacto na economia será  alto, assim como o horizonte de tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Já os eventos esportivos terão um grande  impacto nos segmentos comerciais e de infraestrutura. Ampliação, construção e  reforma de aeroportos, metrôs, trens, rodovias e principalmente estádios,  estarão na agenda dos próximos anos. Em seu entorno, edifícios comerciais,  hotéis, centros de convenções e shoppings centers, alavancados por diversos  fundos internacionais que por aqui aportaram parte do seu patrimônio. O impacto  econômico será alto e poderá ter seu horizonte estendido, caso os benefícios em  sediar estes eventos sejam duradouros.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quanto à cadeia produtiva, a construção  civil é caracterizada por possuir muitos elos: fornecedores de matéria-prima,  fabricantes de materiais de construção e equipamentos, escritórios de engenharia  e arquitetura, incorporadores, empreiteiros, construtoras, empresas de  corretagem e seguros. Setores com esta característica são conhecidos pela  capacidade de geração de empregos diretos e indiretos, mesmo que muitas vezes  com baixa qualificação.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Creio que mudanças estruturais ocorrerão  nos segmentos residenciais e comerciais. Fusões, aquisições, parcerias, <em>joint ventures</em> e alianças com empresas  de outros países serão cada vez mais comuns. Há ainda muito espaço para  consolidação, considerando o perfil das empresas do setor. Como resultado  esperado, um salto de qualidade em materiais e técnicas construtivas, maior  capacitação e menor desperdício nos canteiros.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Que as empresas do setor estejam  preparadas para os desafios que lhe serão impostos. Criatividade,  profissionalismo e determinação são ingredientes fundamentais para negócios de  sucesso e também para conquistas esportivas. Que a construção civil, o governo e  a seleção não nos desapontem.</p>


<p>Não há artigos relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Cigarra ou formiga? A postura das empresas diante da Copa do Mundo</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 17:19:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os dias para o início da copa do mundo na África do Sul podem agora ser contados em horas. Apesar da expectativa, no cenário empresarial brasileiro nem todos têm motivos para celebrar ou estarem otimistas. Analisando de forma estratégica, as empresas, com raras exceções, estão comemorando essa paralisação nacional.


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<p style="text-align: justify;">Os dias  para o início da copa do mundo na África do Sul podem agora ser contados  em horas.  Apesar da expectativa, no cenário empresarial brasileiro nem  todos têm motivos para celebrar ou estarem otimistas. Analisando de forma  estratégica, as empresas, com raras exceções, estão comemorando essa paralisação  nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Eufóricos estão os  proprietários de bares, restaurantes, fabricantes de cerveja e badulaques, assim  como os vendedores ambulantes, fantasiados de verde e amarelo. Também comemoram  por antecedência fabricantes de projetores, televisores, materiais esportivos e  álbum de figurinhas &#8211; diga-se de passagem, o grande viral do torneio até o  momento. Para estes, o ano já terminou, uma vez que as metas anuais já foram em  grande parte atingidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, para  grande parte dos empresários e executivos, o período é de vendas em baixa e  colaboradores concentrados no hexacampeonato. No país do futebol, mês de copa é  sinônimo de falta de concentração, dias parados e olho na telinha, embora sempre  haja mal-humorados de plantão, os quais praguejam a cada quatro anos sobre os  absurdos dos horários reduzidos em repartições públicas, empresas e  bancos.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar das discussões  filosóficas, o fato é que o Brasil irá parar durante noventa minutos, pelo  menos. Adicione mais noventa nas grandes capitais para o trânsito pré-jogo e  cento e vinte após o apito final em caso de vitória. Feitas as contas, estes  dias estarão literalmente perdidos. O que espero, aconteça apenas com o  expediente.</p>
<p style="text-align: justify;">A previsibilidade  deste cenário é tão certa quanto à pasmaceira na quarta-feira de cinzas, os  plantões entre o Natal e o Ano Novo e as secretárias eletrônicas atuantes nos  primeiros dias de janeiro. Neste ambiente, as empresas podem ser divididas em  dois grupos: formigas ou cigarras, como na velha  fábula.</p>
<p style="text-align: justify;">As empresas do tipo  formiga &#8211; creio a minoria &#8211; planejam com antecedência, aproveitando a temática  da copa. Ofertas e ações promocionais envolvendo clientes, parceiros,  fornecedores e colaboradores internos, as quais bem montadas e arquitetadas,  compensam eventuais perdas com os dias de bola rolando, em última análise o  objetivo de tais investimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Precavidas, adéquam  também seus estoques ao menor giro de vendas, antecipam faturamentos a  distribuidores e clientes, renegociam entregas com fornecedores e compensam as  horas dos jogos no calendário anual &#8211; dois jogos para os pessimistas e cinco  para os mais otimistas, excluindo-se os finais de  semana.</p>
<p style="text-align: justify;">O desespero irá tomar  conta &#8211; à medida que a copa se aproxime &#8211; das empresas do tipo cigarra, as quais  despreocupadas cantarolaram durante o outono. Infelizmente há pouco o que se  fazer para melhorar sua situação. Aviso que as condições climáticas podem ser  bastante desfavoráveis nas próximas semanas: estoques altos, contas a pagar e  pedidos a receber. Junte agora faturamento em queda. Nestas situações talvez  o melhor seja aguardar o inverno passar.</p>
<p style="text-align: justify;">Caso decida  renegociar, sugiro que verifique o perfil dos seus parceiros &#8211; fornecedores,  clientes &#8211; e também concorrentes. Tome cuidado caso se enquadrem na categoria  formiga. Além de atrapalhá-los na hora do jogo, sua pressa e afobação em fazer  negócios de última hora podem demonstrar falta de organização e  controle.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, nem tudo está  perdido. Assuma os prejuízos de sua postura cigarra em seu fluxo de caixa,  agregando sua equipe em torno de um objetivo comum. Crie uma campanha interna,  disponibilize telões nos dias dos jogos no período matutino e dispense seus  funcionários nas partidas vespertinas.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez seja visto como  um empresário ou executivo do tipo formiga &#8211; pelo menos por seus colaboradores.  E que a lição não seja esquecida daqui a quatro anos, quando a copa será  disputada em solo brasileiro. Isto é, se os governantes tupiniquins não  continuarem a adotar a postura avestruz &#8211; escondendo a cabeça como se nada  estivesse acontecendo &#8211; apresentada até o momento. O que estará em jogo neste  caso será a imagem do país, a qual estará eternamente comprometida, caso o  estilo cigarra prevaleça.</p>


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		<title>Star Alliance: em vez de concorrentes, aliados</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 16:57:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A TAM comemorou em grande estilo sua entrada na Star Alliance, aliança composta por vinte e sete empresas aéreas. Fundada em 1997, teve como primeiros parceiros Air Canada, Lufthansa, Scandinavian Airlines System (SAS), Thai Airways International e United Airlines.


Não há artigos relacionados.]]></description>
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<p style="text-align: justify;">A TAM comemorou em grande estilo sua  entrada na Star Alliance, aliança composta por vinte e sete empresas aéreas.  Fundada em 1997, teve como primeiros parceiros Air Canada, Lufthansa,  Scandinavian Airlines System (SAS), Thai Airways International e United  Airlines.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O motivo de tamanha cobiça pode ser  expresso em números.  Mais de mil aeroportos, quatro mil aeronaves e meio bilhão de  passageiros transportados anualmente, atendendo quase duas centenas de países.  Empresas concorrentes fundaram a One World e Sky Team, as quais em conjunto têm  aproximadamente o mesmo número de aeronaves da  pioneira.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A empresa brasileira espera obter  uma receita adicional de U$ 60 milhões no primeiro ano, fruto dos acordos de  cooperação ou <em>codeshare</em>, através  dos quais transportará passageiros cujos bilhetes tenham sido emitidos por  membros da aliança e vice-versa. Múltiplos destinos, passageiros adicionais e  visibilidade são alguns dos benefícios. Importante mencionar o caráter regional,  haja vista será a única companhia da América Latina, após a saída da Mexicana em  2004 e da gloriosa Varig em 2007.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Num mundo cada vez mais globalizado  e competitivo, inúmeras empresas têm optado por estratégias de cooperação para  poderem crescer, reduzirem riscos e penetrarem em novos mercados. Os autores  Adam Bradenburger e Barry Nalebuff exploraram o tema em seu livro,  sugestivamente chamado de <em>Coopetiton:  A Revolution Mindset That Combines Competition and Cooperation</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Há três tipos de alianças: (i) sem  participação acionária, (ii) estratégica acionária e (iii) <em>joint ventures</em>, as quais possuem  diferentes graus de comprometimento por parte dos parceiros. O primeiro modelo  prevê acordos contratuais, porém sem compartilhamento do capital social. Sócios  com diferentes percentuais na empresa são característicos do segundo tipo. A  abertura de uma nova firma independente, combinado partes dos ativos dos  envolvidos é característica das <em>joint  ventures</em>. O acordo assinado pela TAM se enquadra no primeiro  tipo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Diversas razões podem impulsionar  empresas à cooperação. Acessar um mercado restrito, aumentar o poder de  negociação, reunir recursos para grandes projetos, aprender novas técnicas de  gestão, acelerar o desenvolvimento de novos produtos, manterem a liderança de  mercado, formar um padrão tecnológico e compartilhar incertezas em mercados de  ciclo rápido são alguns exemplos. Empresas brasileiras têm utilizado estas  modalidades em suas estratégias de internacionalização, compartilhando despesas  e reduzindo incertezas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">As alianças de Sky Team, One World e  Star Alliance podem ser categorizadas como estratégias cooperativas em rede:  ações postas em prática por um grupo de firmas inter-relacionadas e comparáveis  para servir aos interesses de todos os sócios. Para que uma rede possa ter  sucesso, algumas questões devem ser analisadas em profundidade: (a) números de  participantes, (b) abordagens para minimizar conflitos, (c) administração e (d)  intenção estratégica, evitando-se o risco tentador dos acordos implícitos ou  colusões tácitas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Sem embargo, alianças estratégicas  podem ser maléficas aos consumidores nos casos de acordos ou colusões, quando  diversas firmas de uma indústria cooperam para reduzir a produção industrial  abaixo do nível competitivo potencial, aumentando os preços. Esta estratégia é  bastante comum no caso dos produtores de petróleo e em fusões e aquisições de  mercados concentrados.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Festa com direito a astronauta da  Apollo 11 e <em>Flying to the Moon</em>,  de Frank Sinatra, além de duas aeronaves pintadas com a identidade visual da  aliança (uma estrela de cinco pontas) representando os fundadores. Talvez um  pouco exagerado, mas considerando-se as oportunidades vindouras em 2014 e 2016,  fazer parte deste acordo é motivo de celebração. Que este não seja apenas o  prenúncio de uma nova estrela brasileira no céu azul, anunciando de norte a sul.</p>


<p>Não há artigos relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Novo Fiat Mille: as estratégias das montadoras</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 12:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Fiat acaba de apresentar sua nova versão do já desgastado Uno Mille. Barato e econômico como todo Uno deve ser, terá design moderno e arredondado, aposentando o velho aspecto de bota ortopédica. 


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</ol>]]></description>
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<p style="text-align: justify;">A Fiat acaba de apresentar sua nova  versão do já desgastado Uno Mille. Barato e econômico como todo Uno deve ser,  terá design moderno e arredondado, aposentando o velho aspecto de bota  ortopédica. Assistimos também nas últimas semanas, o relançamento do persistente  Corsa Classic, adorado por taxistas e policiais militares de todo país. Antigos  e ultrapassados, porém confiáveis e bastante rentáveis às montadoras.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos pilares que sustenta esta  estratégia da indústria automobilística está relacionado ao ciclo de vida do  produto. O conceito, bastante utilizado pelos profissionais de marketing,  apregoa que todo produto apresenta quatro fases durante sua vida útil: (a)  introdução, (b) crescimento, (c) maturidade e (d) declínio. Creio que já tenha  posicionado mentalmente os veículos supra mencionados. Vejamos as  particularidades da introdução.</p>
<p style="text-align: justify;">As inovações são suas principais  características. Quebras de paradigmas, abertura de novos mercados e  oportunidades. Acompanhe as mudanças na forma de escutar suas músicas  preferidas. Antigas lojas de discos substituídas por conexões de banda larga e  arquivos digitais. Novos formatos, concorrentes e modelos de negócio. São  peculiares nesta fase retornos financeiros negativos, consequência dos altos  investimentos em publicidade e baixos níveis de vendas. Não obstante, essenciais  para a criação de vantagens competitivas  sustentáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O próximo estágio, conhecido como  crescimento, apresenta curvas de vendas acentuadas, resultado direto da  divulgação e disponibilidade dos produtos e serviços nos pontos de venda. Uma  das tentações que deve ser evitada nesta etapa é a diminuição dos gastos  em marketing.  Atitude equivocada. Seria como cortar o combustível de um avião  em plena decolagem. A despeito do maior fluxo de entradas, a posição de caixa em  geral é neutra, para desespero dos gerentes  financeiros.</p>
<p style="text-align: justify;">A maturidade é reservada aos  produtos e serviços que conseguiram ultrapassar as fases anteriores, haja vista  muitos morrem pelo caminho. Vendas recorrentes, clientes cativos e mercados  consolidados se unem à eficiência e baixos custos &#8211; resultado de equipamentos e  linhas de produção amortizadas e curvas de aprendizagem estáveis. Patamares  importantes de faturamento e lucratividade, aliados a despesas decrescentes em  divulgação criam verdadeiras vacas leiteiras &#8211; produtos maduros com alta  rentabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A fase derradeira ou declínio pode  ocorrer por inúmeras razões. Queda do mercado, desinteresse dos usuários ou  obsolescência dos produtos. As empresas podem optar por tirá-los de seu  portfólio ou renová-los &#8211; acrescentando novas características, mudanças  estéticas ou funcionais &#8211; prolongando sua maturidade e esticando seu ciclo de  vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Os queridos velhinhos e suas  incontáveis gerações comprovam a preferência das montadoras aqui instaladas pela  segunda opção. Creio que também teria dificuldades em matar minha vaca leiteira,  caso tivesse que tomar esta difícil decisão. Porém, utilizaria parte destas  receitas adicionais para lançar produtos inovadores, diferentes, provocantes e  diferenciados, não apenas mudanças sutis de versões, tamanhos e preços,  oferecendo sempre mais do mesmo.</p>


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		<title>Fim da patente do Viagra: novos rumos para o setor farmacêutico</title>
		<link>http://www.marcosmorita.com.br/2010/05/fim-da-patente-do-viagra-novos-rumos-para-o-setor-farmaceutico/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 17:04:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre o fim da patente do medicamento para disfunção erétil, o popular Viagra, movimentou o setor farmacêutico na última semana. O desejado comprimido azul terá concorrentes verdes e amarelos, disponíveis nas gôndolas de farmácias e drogarias. Produzido por empresas brasileiras, terá como principal apelo mercadológico o preço [...]


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<p style="text-align: justify;">A decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre o fim da patente do medicamento para disfunção erétil, o popular Viagra, movimentou o setor farmacêutico na última semana. O desejado comprimido azul terá concorrentes verdes e amarelos, disponíveis nas gôndolas de farmácias e drogarias. Produzido por empresas brasileiras, terá como principal apelo mercadológico o preço mais acessível, característica dos genéricos. Apesar do questionamento da americana Pfizer, detentora da patente, é bem provável que tenhamos as pílulas azuis nas mais variadas tonalidades, disponíveis já na festa de São João, uma vez que a patente expirará em 20 de junho próximo.</p>
<p style="text-align: justify;">Creio que antes de julgarmos a posição do laboratório ianque, seria oportuno analisarmos a evolução deste mercado. A lei dos genéricos, publicada no final dos anos noventa, subverteu a lógica vigente na época. Poucas empresas transnacionais disputavam um mercado fechado, com baixo nível de concorrência e preços tabelados. Especializadas, atuavam em nichos específicos, evitando o conflito direto. A inexistência de substitutos diminuía consideravelmente as possibilidades de negociação dos consumidores, os quais precisavam se contentar com pouca oferta e altos preços. Ervas, chás e mandingas eram as únicas alternativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os hoje pujantes laboratórios brasileiros eram outrora praticamente desconhecidos, com raras e poucas exceções. Para entrar no jogo cartelizado, centenas de milhões de dólares no desenvolvimento de princípios ativos e estudos clínicos, sem garantia de retornos financeiros. Como era de se esperar, pouca ou nenhuma inovação em terras tupiniquins.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Compare o cenário apresentado aos dias atuais. A entrada das empresas nacionais oferecendo produtos substitutos, fez despencar os valores dos medicamentos e as margens das multinacionais, acostumadas ao período de vacas gordas. Os clientes por sua vez tinham à disposição melhores preços e produtos confiáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não obstante, as mudanças trazidas pelos genéricos e a euforia dos laboratórios nacionais com esta nova oportunidade de negócios &#8211; vale salientar que somos ainda meros copiadores de fórmulas &#8211; atuando nas fases finais da cadeia produtiva, as quais apresentam menores margens e valor agregado &#8211; a produção e comercialização. Pouco é investido nas fases iniciais &#8211; pesquisa e desenvolvimento para a produção de novas moléculas, princípios ativos e fármacos, etapas nas quais os lucros e riscos são bem mais elevados.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Um alento as empresas nacionais está no crescente mercado mundial dos fitoterápicos, medicamentos cujos princípios ativos são obtidos através de plantas medicinais e não de moléculas sintéticas. O maior conhecimento e a proximidade dos recursos naturais podem significar uma vantagem competitiva e uma oportunidade de integração para trás na cadeia produtiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Inovação, reconhecimento mundial e desenvolvimento de novos produtos seriam algumas das consequências positivas. Gingko biloba, hypericum perforatum e isoflavonas de soja já são utilizadas para problemas vasculares, depressão e menopausa. Talvez chegue o dia em que empresários brasileiros defendam suas próprias patentes, não apenas esperando, excitados, a possibilidade de produzirem em larga escala a tão sonhada pílula da felicidade masculina.</p>


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		<title>Pão de Açúcar e Casas Bahia: os bastidores de uma fusão</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 17:41:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A última semana foi marcada pela incerteza no setor de varejo. O gigante formado em dezembro entre Pão de Açúcar e Casas Bahia pode estar com seus dias contados. A queda de braço da família Klein, insatisfeita com as condições da carta de intenção, colocam em xeque o empresário Abílio Diniz. Perda de credibilidade junto aos sócios franceses e queda no preço das ações do grupo são as consequências mais previsíveis.


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<p style="text-align: justify;">A última semana foi marcada pela  incerteza no setor de varejo. O gigante formado em dezembro entre Pão de Açúcar  e Casas Bahia pode estar com seus dias contados. A queda de braço da família  Klein, insatisfeita com as condições da carta de intenção, colocam em xeque o  empresário Abílio Diniz. Perda de credibilidade junto aos sócios franceses e  queda no preço das ações do grupo são as consequências mais  previsíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O impasse  demonstra um ângulo pouco divulgado das fusões e aquisições, a conturbada fase  pós compra &#8211; responsável em grande parte pelo fracasso dos novos conglomerados.  Jornais e revistas preferem apresentar em suas manchetes a face mais glamorosa.  Investimentos e valores envolvidos, perfil dos empreendedores, novas fortunas e  bastidores da negociação. Interessantes, geram curiosidade e vendas adicionais  aos veículos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os  profissionais mais experientes &#8211; aqueles cuja foto da carteira de trabalho é uma  vaga lembrança &#8211; sabem que uma empresa nunca é igual à outra. As combinações são  quase infinitas. Utilizemos as classificações por tamanho, nacionalidade e  estrutura societária. Grandes ou pequenas, brasileiras ou multinacionais,  familiares ou abertas. Tentar decifrá-las é tarefa que só se consegue após algum  tempo, convivendo dia após dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas têm  estruturas mais orgânicas. Ambientes abertos, sem salas fechadas ou formalidades  entre os colaboradores. Linguajar coloquial e roupas mais despojadas,  refeitórios compartilhados entre diretores e estagiários e decisões  compartilhadas. Horários flexíveis, políticas de <em>home office</em> e modernas ferramentas de  trabalho a disposição, como notebooks e smartphones.</p>
<p style="text-align: justify;">Outras, por  sua vez, têm estruturas que mais se assemelham às forças armadas. Promoções por  tempo de serviço, respeito aos cargos e a hierarquia, vocabulário formal e  respeitoso. Terno e gravata, <em>tailleur</em> e salto alto são os padrões  vigentes. Horários pré-determinados, salas fechadas e divisões físicas entre a  alta hierarquia e os subordinados.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar das  diferenças, não existe relação entre tipos de estruturas e resultados obtidos  pelas organizações.  Assim como não há empresas iguais, existem profissionais  que melhor se adaptam a descrições de cargo mais rígidas, enquanto outros  preferem liberdade e autonomia. Encontrar esta identificação é meio caminho para  o sucesso profissional.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o passar  dos anos, a cultura da empresa permeia o indivíduo, criando uma relação de  simbiose entre ambos. Vestimenta, perfil, linguajar e comportamento enviam  pistas sobre a empresa contratante, antes mesmo de visualizarmos seu crachá.</p>
<p style="text-align: justify;">Coloque  agora num mesmo caldeirão empresas com estruturas orgânicas e hierárquicas,  resultantes de fusões e aquisições. A dicotomia entre informalidade e  formalidade, respeito à hierarquia e valor as competências, horários flexíveis e  cartões de ponto, qualidade de vida e cumprimento de metas de curtíssimo prazo  traz insegurança, desmotivação e resistência por parte dos envolvidos. Sonegação  de informações, boicotes e formação de feudos são algumas das consequências.</p>
<p style="text-align: justify;">Incerto  ainda são os próximos capítulos da trama Pão de Açúcar e Casas Bahia, os quais  ocorrerão nos bastidores em  São Caetano do Sul ou na Avenida Brigadeiro Luis Antônio,  em São Paulo.  Prever seu resultado é incerto e prematuro. Todavia afirmo que  em caso de final feliz, o trabalho para a consolidação do novo gigante terá  apenas começado, apesar dos apertos de mão, sorrisos e discursos publicados pela  mídia.</p>


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		<title>Insinuante e Ricardo Eletro: a nova ordem do varejo brasileiro</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 12:46:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A associação entre Insinuante e Ricardo Eletro, ocorrida na semana passada, cria mais um gigante nas linhas branca e marrom. O novo grupo será uma pedra no sapato de Abílio Diniz, presente em regiões ainda pouco exploradas pelo conglomerado paulista. O movimento estratégico era algo esperado, num setor em que a concentração tem se tornado regra.


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<p style="text-align: justify;">A associação entre Insinuante e  Ricardo Eletro, ocorrida na semana passada, cria mais um gigante nas linhas  branca e marrom. O novo grupo será uma pedra no sapato de Abílio Diniz, presente  em regiões ainda pouco exploradas pelo conglomerado paulista. O movimento  estratégico era algo esperado, num setor em que a concentração tem se tornado  regra.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Os próximos  capítulos serão lugar comum. Compartilhamento de depósitos, frotas de caminhões,  agências de publicidade e sistemas, consolidação de lojas próximas, redesenho  organizacional. Tudo em prol da economia de escopo. Em linhas gerais, mais  trabalho e responsabilidade para quem continua &#8211; pelo mesmo salário.</p>
<p style="text-align: justify;">Em paralelo,  compradores pressionarão fornecedores de produtos e serviços por menores preços  e melhores condições comerciais. Maiores e mais poderosos, utilizarão o poder de  barganha proporcionado por sua escala como instrumento de negociação. Não estar  presente nas gôndolas destas corporações é algo impensável, por pior que sejam  as condições.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ponto  ainda pouco discutido se refere à revolução que estes megavarejistas têm causado  aos canais de distribuição. O modelo aprendido em sala de aula e constante dos  livros didáticos: fabricante » atacadista » varejista » consumidor final, têm  sido cada vez mais subvertido através de estratégias híbridas para atender o  mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Na abordagem  convencional era o fabricante quem ditava as regras e políticas comerciais. O  poder estava à jusante da cadeia. Grandes fabricantes vendiam para médios  atacadistas que vendiam para pequenos comerciantes a montante. Ainda presente em  alguns setores, inexiste no varejo brasileiro, o qual tem replicado o modelo  criado por Sam Walton, fundador do Walmart.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a  divisão do poder a jusante e a montante, os atacadistas, distribuidores e  revendedores foram pressionados a reduzir seu campo de atuação. Mercados  concentrados tornaram possível aos fabricantes pular um passo na cadeia,  vendendo diretamente aos exigentes clientes a montante, única forma de preservar  suas margens.</p>
<p style="text-align: justify;">Empreendedores têm mudado o foco de  suas atividades do comércio para a prestação de serviços. Com maior poder de  barganha e capital de giro, os grandes varejistas oferecem preços e prazos de  pagamento inexequíveis a pequena e a média empresa.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar das  ameaças, o novo cenário traz algumas oportunidades aos empresários que souberem  construir e explorar parcerias.</p>
<p style="text-align: justify;">Diversos  produtos comercializados nestas redes necessitam de instalação, manutenção e  assistência técnica, prestados em geral por empresas locais de pequeno e médio  porte. As vendas online por sua vez ampliaram ainda mais as fronteiras de Abílio  e Ricardo. Para entregar dentro do prazo, item fundamental nesta modalidade,  necessitam de parceiros logísticos com experiência e conhecimento em  distribuição.</p>
<p style="text-align: justify;">O mercado é  crescente e promissor. Coloque na mesma cesta o poder de compra da nova classe  média, a concentração no varejo, o comércio online e os novos lançamentos dos  fabricantes.  Apesar de magoado por não ter sido convidado para o jantar, chegar  para a sobremesa não é assim tão ruim.  Como tudo na vida, o importante é ser  flexível e ter jogo de cintura.</p>


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