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	<title>Marcos Morita - Educação Corporativa &#187; Consumidor</title>
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	<description>Site para apresentacão e discussão de teorias sobre estratégias empresariais aplicadas ao dia-a-dia das empresas. Dirigido a empresários, executivos e estudantes.</description>
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		<title>Classe C ganha espaço no setor de aviação</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 13:08:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os aeroportos voltaram a ser manchete nos principais jornais do país. Como de costume, filas intermináveis, frustração e impotência. Uma das justificativas utilizadas foi a volta às aulas. Controladores de vôo, sistema de reservas e férias já serviram como álibis. Por ironia do destino, juizados especiais foram criados há poucas semanas, com o objetivo de atender passageiros com problemas de extravios de bagagens, cancelamentos e atrasos.


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			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p style="text-align: justify;">Os aeroportos voltaram a ser  manchete nos principais jornais do país. Como de costume, filas intermináveis,  frustração e impotência. Uma das justificativas utilizadas foi a volta às aulas.  Controladores de vôo, sistema de reservas e férias já serviram como álibis. Por  ironia do destino, juizados especiais foram criados há poucas semanas, com o  objetivo de atender passageiros com problemas de extravios de bagagens,  cancelamentos e atrasos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não obstante as más notícias, a TAM  anunciou alguns produtos e serviços dirigidos às emergentes classes C e D. Será  possível comprar passagens em até doze vezes, com valores mínimos de vinte  reais. Uma parceria foi firmada com a Casas Bahia, cujos vendedores conhecem de  longa data os clientes cobiçados pela empresa aérea. Compartilharão o mesmo  crediário, eletrodomésticos, móveis e agora  viagens.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O que está em jogo é um mercado  bilionário, composto por centenas de milhares de pessoas, as quais pela primeira  vez tirarão fotos dentro da aeronave, brigarão por um lugar na janela, prestarão  atenção aos procedimentos de segurança apregoados pelas aeromoças e degustarão  as refeições padronizadas servidas a bordo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Para poder penetrar nestes novos  mercados, as corporações têm diversificado seus negócios, através de fusões e  aquisições, lançamento de novas marcas ou reposicionamento de produtos. A  tradicional construtora Gafisa, conhecida pelos edifícios de alto padrão,  adquiriu a mineira Tenda, especializada em prédios residenciais para a baixa  renda.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A octogenária Kopenhagen, famosa  pelas delícias Nhá Benta, Chumbinho e tantas outras guloseimas, apostou na  criação de uma segunda marca. A Cacau Brasil tem como foco a base da pirâmide,  hoje adoçada pela concorrente Cacau Show.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Pesquisas e análises são necessárias  visando-se adequar o mix de marketing &#8211; produto, preço, promoção e ponto de  venda &#8211; às necessidades e desejos do novo público. Diminuir os preços atuais  reduzindo a qualidade dos produtos e serviços agregados pode não ser a melhor  estratégia a ser adotada. Apesar da renda baixa, estes consumidores desejam uma  boa relação entre custo e benefício.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Marcas e reputação são os principais  ativos de uma empresa. Para construí-las, dedicação e tempo são os principais  pilares. Como numa receita de sucesso, mudar os ingredientes pode afetar o  resultado final.  O caso da mudança no sabor da Coca-Cola em meados dos anos  oitenta é emblemático. Apesar da aceitação inicial em testes, consumidores em  fúria exigiram a volta da fórmula original assim que o produto desembarcou nas  gôndolas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vale salientar que os clientes fiéis  são também os mais lucrativos e menos suscetíveis a preços, promoções e ataques  da concorrência. Neste sentido, as empresas devem estar atentas ao eventual  <em>trade off</em>, trocando o certo pelo  duvidoso, apesar do tamanho da oportunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Os fatos acima corroboram a decisão  das empresas em preservarem suas marcas e clientes originais, criando novos  produtos e serviços adaptados a nova demanda. Sob este prisma, podemos dizer que  a estratégia da TAM &#8211; cujo posicionamento sempre esteve ligado à diferenciação e  atendimento &#8211; pode causar estranheza a alguns clientes habituais, para os quais  as condições dos aeroportos são as informações mais importantes da manhã.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Enquanto  isso, a previsão do tempo para os viajantes está sujeita a nuvens e trovoadas,  com chuvas a qualquer momento. Saguões superlotados, péssimas condições nos  armazéns de carga, pistas em estados precários de conservação, projetos de  reforma e ampliação que não saem do papel, Copa e Olimpíada no radar. Emoções  garantidas para os habituais clientes e a nova classe média, a qual deve ter  sonhado com a boa e velha rodoviária em mais uma semana de caos nos  aeroportos.</p>


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		<title>Brasileiros na Argentina: os novos sonhos de consumo</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 13:44:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Buenos Aires nunca esteve tão verde e amarela. Brasileiros em profusão descobrem as delícias do nosso maior vizinho. Bifes de chorizo, doces de leite, alfajores, empanadas e sorvetes não deixam saudades da dupla arroz e feijão. A combinação entre Real forte e Peso fraco enche as sacolas de suéteres e casacos de couro, comprados nas adjacências da Calle Florida. O crédito farto possibilita viagens parceladas a perder de vista. Torna-se irresistível neste cenário, cruzar as fronteiras do país pela primeira vez.


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<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/os-novos-rumos-do-sistema-educacional-brasileiro/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Os novos rumos do sistema educacional brasileiro'>Os novos rumos do sistema educacional brasileiro</a></li>
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<p style="text-align: justify;">Buenos Aires nunca esteve tão verde  e amarela. Brasileiros em profusão descobrem as delícias do nosso maior vizinho.  Bifes de chorizo, doces de leite, alfajores, empanadas e sorvetes não deixam  saudades da dupla arroz e feijão. A combinação entre Real forte e Peso fraco  enche as sacolas de suéteres e casacos de couro, comprados nas adjacências da  Calle Florida. O crédito farto possibilita viagens parceladas a perder de vista.  Torna-se irresistível neste cenário, cruzar as fronteiras do país pela primeira  vez.</p>
<p style="text-align: justify;">Grande parte dos novos viajantes  pertence à nova classe média, composta de trabalhadores que até pouco tempo  contentavam-se com excursões de um dia &#8211; a maior agência de viagens das Américas  surgiu neste nada glorioso nicho de mercado. Sociólogos, economistas e  cientistas políticos debatem as consequências e reflexos na sociedade, economia  e política.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Profissionais de marketing por sua  vez analisam mercados e tendências, as quais possam se traduzir em oportunidades.  Uma ferramenta bastante conhecida, utilizada para categorizar  os desejos dos consumidores é a pirâmide de Maslow, psicólogo americano nascido  no século passado e criador da hierarquia das necessidades humanas. Conforme o  autor, as aspirações dos indivíduos obedecem a uma escala de valores, cuja  complexidade aumenta à medida que avançamos na pirâmide. Em cinco passos, ajudam  a compreender as atitudes e comportamentos da nova classe média.  Vejamos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Necessidades  fisiológicas:</em> ligadas à sobrevivência e  preservação da espécie. A explosão na venda de iogurtes e bebidas lácteas, logo  após a introdução do plano Real, é um recente exemplo de necessidade básica não  atendida.  Quinze anos foram suficientes para inverter a lógica entre classe  social e obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Necessidades de  segurança:</em> uma vez satisfeitos os desejos  fisiológicos, há uma busca pela proteção e abrigo. As vendas de materiais de  construção &#8211; cimento, tijolos, caixas de água, janelas e pisos &#8211; cresceram  fortemente nos últimos anos. Casas são construídas, reformadas e ampliadas,  disparando o número de puxadinhos e meias-águas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Necessidades  sociais:</em> associação, participação e  aceitação. As igrejas evangélicas souberam aproveitar esta lacuna, inserindo-se  nas comunidades de forma pioneira, antes mesmo da explosão do consumo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Necessidades de  status e autoestima</em>: talvez o pilar mais beneficiado  pelo crescimento da nova classe média. Geladeiras, freezers, televisores de tela  plana, computadores e aparelhos de som foram as primeiras aquisições. Algumas  garagens já exibem carros usados ou zeros de baixa potência, adquiridos com a  redução do IPI. Viagens nacionais ao Nordeste e agora internacionais à Casa  Rosada são os novos sonhos de consumo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Necessidades de  autorrealização</em>: desenvolvimento pessoal e  atualização. Cursos tecnológicos, educação à distância e graduação de curta  duração, são algumas opções disponíveis e de baixo custo. Em geral jovens de  classe baixa, cujo desejo dos pais é que possam começar num degrau mais alto, na  escala de hierarquia das necessidades humanas.</p>
<p style="text-align: justify;">A teoria de Maslow demonstra grande  aderência entre os comportamentos, atitudes e padrões de consumo da nova classe  média. Apesar do forte crescimento nos últimos anos, há ainda muitas  oportunidades, haja vista as famílias não evoluem de maneira homogênea.</p>
<p style="text-align: justify;">A despeito da Copa, julho será o mês  dos brasileiros em solo portenho. Apesar da rivalidade e fracassos de ambos, os  emergentes brasileiros se livraram de ver Maradona realizando sua necessidade de  autorrealização em pleno obelisco. Situação que nem os argentinos  merecem.</p>


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		<title>O futebol sob a ótica da administração</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 18:51:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Copa do Mundo - É patente o crescente interesse comercial e político na competição, dirigida e controlada pela FIFA - Federação Internacional de Futebol. Para analisá-lo sob o ponto de vista estratégico, utilizarei o modelo das cinco forças de Michael Porter, o qual avalia a atratividade de uma indústria com base no poder de barganha dos seus integrantes. Começarei pelos fornecedores, literalmente os donos da bola.


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<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/cultura-organizacional-dos-campos-as-empresas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Cultura organizacional: dos campos às empresas'>Cultura organizacional: dos campos às empresas</a></li>
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		</div>
<p style="text-align: justify;">Dizer que a Copa do Mundo é um dos  maiores eventos mundiais, talvez não seja nenhuma novidade, a não ser que você  esteja na Coréia do Norte. Em nosso país, jogo da seleção é dia de festa,  celebração com amigos, folga no trabalho, ruas vazias, camisas amarelas e  cerveja gelada. Entre a paixão brasileira e o desconhecimento coreano, cinco  continentes nos quais centenas de países e milhões de pessoas acompanham de  perto o desenrolar dos jogos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É patente o crescente interesse  comercial e político na competição, dirigida e controlada pela FIFA &#8211; Federação  Internacional de Futebol. Para analisá-lo sob o ponto de vista estratégico,  utilizarei o modelo das cinco forças de Michael Porter, o qual avalia a  atratividade de uma indústria com base no poder de barganha dos seus  integrantes. Começarei pelos fornecedores, literalmente os donos da  bola.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Fornecedores  -</em> É de supor que nos idos dos anos  trinta, quando o futebol era ainda um esporte amador, as próprias seleções eram  responsáveis por seus uniformes. Hoje muita coisa mudou. As cifras para  patrocinar uma equipe, ultrapassam com facilidade a casa das dezenas de milhões  de dólares. Nesta briga de gigantes, tem destaque a americana Nike e a alemã  Adidas. Inglaterra, Brasil, Portugal e Holanda são parceiros da primeira,  enquanto Alemanha, Espanha, Argentina e a anfitriã África do Sul, vestem os  uniformes das três listras. Vinte e duas seleções utilizando uma ou outra marca  e trinta e duas com a controversa Jabulani, reverenciada no início de cada  partida. Devido à concentração, é uma força que deve ser monitorada para que não  aumente ainda mais sua influência e poder de barganha.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Concorrentes  -</em> Ainda que trinta e duas seleções  estejam na disputa do tão famigerado título, poucas na verdade tem condições  reais de levá-lo para casa. A menos que uma grande zebra ocorra, a final deverá  ser disputada entre uma das sete seleções que já levantaram o caneco. Brasil,  Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra. Estas últimas já  desclassificadas ou com sérias dificuldades de seguirem adiante. A despeito da  hegemonia brasileira, a alternância é bastante grande. Esperamos vinte e quatro  anos na fila, período semelhante ao grupo dirigido por Maradona. A possibilidade  de uma ou mais seleções concentrarem os títulos é bastante baixa. Mercados  monopolistas ou oligopolistas tendem a diminuir a competitividade num  determinado setor.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Clientes  -</em> Conforme levantamento da FIFA, a  última edição da Copa na Alemanha foi transmitida para 214 países e territórios  por um contingente de 376 canais. A audiência acumulada durante o evento  ultrapassou a casa dos 26 bilhões de telespectadores, com 700 milhões durante a  final entre Itália e França. Basta olhar ao redor em dia de jogo para verificar  a heterogeneidade da audiência. Brancos, negros, pardos, amarelos, ricos,  pobres, homens, mulheres, adultos e crianças. Fanáticos, apreciadores e  simpatizantes, os quais muitas vezes não sabem a relação entre bandeirinha e  impedimento. Poucos os negócios que podem contar com um público tão cativo e  fiel. Cabe aos dirigentes mantê-la longe de interesses políticos, antiesportivos  ou excessivamente comerciais, tais como realizá-la a cada dois anos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Novos entrantes  -</em> O interesse em participar da  competição pode ser medido pela popularidade das eliminatórias. Nada menos que  duzentas seleções disputaram o torneio de qualificação, envolvendo 5.622  jogadores e 275 técnicos das mais diversas nacionalidades. Quase meia centena de  franceses, holandeses, brasileiros e alemães, repassando os conhecimentos de  escolas consagradas. Dinamarca, Coréia do Sul, Japão e Estados Unidos são alguns  exemplos de equipes em  ascensão. Alguns riscos para a competição estariam no  desbalanceamento das vagas por continente ou no inchaço do torneio, como já  vimos em terras tupiniquins.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Produtos  substitutos -</em> Apesar da paixão dos sul-africanos  pelo rúgbi, franceses pelo ciclismo, indianos pelo críquete e ianques pelas  ligas de basquete e beisebol &#8211; o futebol ou soccer  é o único produto com apelo  global, capaz de competir com marcas locais fortes. Em uma sociedade cada vez  mais sem fronteiras, não tardará o dia em que o mundo usará chuteiras. Sob este  aspecto, a Copa do Mundo não terá produtos substitutos a médio ou longo  prazo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A análise demonstrou um relativo  equilíbrio entre as cinco forças, necessário e imprescindível para a manutenção  do torneio que tanto nos seduz. Em diversas indústrias, o poder de decisão está  nas mãos dos governos e governantes, os quais com suas leis e medidas podem  auxiliar ou até mesmo atrapalhar seu desenvolvimento. No país da bola, este  poder está com a FIFA e seus dirigentes. Desta maneira, sugiro que os  brasileiros apaixonados por futebol acendam duas velas a partir de hoje. Uma  para o hexa e outro para a lucidez de Joseph Blatter, presidente da  entidade.</p>


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		<title>Fim da patente do Viagra: novos rumos para o setor farmacêutico</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 17:04:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre o fim da patente do medicamento para disfunção erétil, o popular Viagra, movimentou o setor farmacêutico na última semana. O desejado comprimido azul terá concorrentes verdes e amarelos, disponíveis nas gôndolas de farmácias e drogarias. Produzido por empresas brasileiras, terá como principal apelo mercadológico o preço [...]


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<p style="text-align: justify;">A decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre o fim da patente do medicamento para disfunção erétil, o popular Viagra, movimentou o setor farmacêutico na última semana. O desejado comprimido azul terá concorrentes verdes e amarelos, disponíveis nas gôndolas de farmácias e drogarias. Produzido por empresas brasileiras, terá como principal apelo mercadológico o preço mais acessível, característica dos genéricos. Apesar do questionamento da americana Pfizer, detentora da patente, é bem provável que tenhamos as pílulas azuis nas mais variadas tonalidades, disponíveis já na festa de São João, uma vez que a patente expirará em 20 de junho próximo.</p>
<p style="text-align: justify;">Creio que antes de julgarmos a posição do laboratório ianque, seria oportuno analisarmos a evolução deste mercado. A lei dos genéricos, publicada no final dos anos noventa, subverteu a lógica vigente na época. Poucas empresas transnacionais disputavam um mercado fechado, com baixo nível de concorrência e preços tabelados. Especializadas, atuavam em nichos específicos, evitando o conflito direto. A inexistência de substitutos diminuía consideravelmente as possibilidades de negociação dos consumidores, os quais precisavam se contentar com pouca oferta e altos preços. Ervas, chás e mandingas eram as únicas alternativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os hoje pujantes laboratórios brasileiros eram outrora praticamente desconhecidos, com raras e poucas exceções. Para entrar no jogo cartelizado, centenas de milhões de dólares no desenvolvimento de princípios ativos e estudos clínicos, sem garantia de retornos financeiros. Como era de se esperar, pouca ou nenhuma inovação em terras tupiniquins.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Compare o cenário apresentado aos dias atuais. A entrada das empresas nacionais oferecendo produtos substitutos, fez despencar os valores dos medicamentos e as margens das multinacionais, acostumadas ao período de vacas gordas. Os clientes por sua vez tinham à disposição melhores preços e produtos confiáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não obstante, as mudanças trazidas pelos genéricos e a euforia dos laboratórios nacionais com esta nova oportunidade de negócios &#8211; vale salientar que somos ainda meros copiadores de fórmulas &#8211; atuando nas fases finais da cadeia produtiva, as quais apresentam menores margens e valor agregado &#8211; a produção e comercialização. Pouco é investido nas fases iniciais &#8211; pesquisa e desenvolvimento para a produção de novas moléculas, princípios ativos e fármacos, etapas nas quais os lucros e riscos são bem mais elevados.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Um alento as empresas nacionais está no crescente mercado mundial dos fitoterápicos, medicamentos cujos princípios ativos são obtidos através de plantas medicinais e não de moléculas sintéticas. O maior conhecimento e a proximidade dos recursos naturais podem significar uma vantagem competitiva e uma oportunidade de integração para trás na cadeia produtiva.</p>
<p style="text-align: justify;">Inovação, reconhecimento mundial e desenvolvimento de novos produtos seriam algumas das consequências positivas. Gingko biloba, hypericum perforatum e isoflavonas de soja já são utilizadas para problemas vasculares, depressão e menopausa. Talvez chegue o dia em que empresários brasileiros defendam suas próprias patentes, não apenas esperando, excitados, a possibilidade de produzirem em larga escala a tão sonhada pílula da felicidade masculina.</p>


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		<title>O IR na era digital</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 18:10:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A transmissão ao Leão é mais uma modalidade do comércio eletrônico, cujo surgimento data de aproximadamente trinta anos, restrito às empresas. Os cartões de crédito e débito, os caixas eletrônicos, a internet e o avanço dos protocolos de segurança digital foram os maiores responsáveis por sua popularização.


Não há artigos relacionados.]]></description>
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Para milhões de brasileiros, a  próxima sexta-feira será bastante diferente. Em vez da boa e velha mesa do bar,  computador, recibos, extratos e informes de rendimento. Como ocorre há décadas,  os últimos dias do mês de abril são dedicados a acertar as contas com o  implacável fisco. Não obstante, a maioria dos brasileiros reserva o feriado de  Tiradentes para começar a pensar no assunto. Só para exemplificar, cerca de doze  milhões de declarações ainda precisam ser  entregues.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Apesar da lentidão nos servidores da  receita, comum nos derradeiros minutos, vale à pena relembrar que sua entrega  até alguns anos atrás era feita nas agências bancárias, as quais estendiam seus  horários para poderem recebê-las. A cena era bastante comum nos escritórios:  executivos desesperados, gravando disquetes e preenchendo formulários para  levá-los ao banco mais próximo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A transmissão ao Leão é mais uma  modalidade do comércio eletrônico, cujo surgimento data de aproximadamente  trinta anos, restrito às empresas. Os cartões de crédito e débito, os caixas  eletrônicos, a internet e o avanço dos protocolos de segurança digital foram os  maiores responsáveis por sua popularização. O e-commerce, todavia, não se  restringe as vendas do varejo aos consumidores, sua face mais visível. Seu  escopo é bem mais amplo, englobando as modalidades: B2B, B2C, C2C, G2B e G2C.  Vejamos cada sigla em detalhes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">B2B (Business to Business) &#8211; O que  começou com uma simples transmissão de ordens de compra e venda entre empresas é  hoje utilizado como ferramenta para redução de custos e aumento de  produtividade. As trocas de arquivos permitem o gerenciamento da cadeia de  suprimentos, a gestão das atividades de manufatura e o desenvolvimento de  produtos. Em alguns casos, estoques são repostos de maneira automática pelo  fornecedor, sem necessidade de cotações ou pedidos de compras. Embora sua  utilização seja crescente, é ainda bastante restrito as empresas de grande  porte.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">B2C (Business to Consumer) &#8211; As  vendas do varejo alcançaram em 2009 mais de 10 bilhões de reais, conforme a  empresa de auditoria digital e-bit. As vantagens podem ser encontradas nos dois  lados do balcão: maior variedade de itens, menor custo de estoque, preços mais  baixos, compras 24 horas, disponibilidade de informações e entregas nos mais  longínquos rincões. A despeito do crescimento acelerado dos últimos anos, vale  salientar que a nova classe C começa a dar seus primeiros cliques, ou seja,  muita coisa ainda deve acontecer.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">C2C (Consumer to Consumer) &#8211; A troca  de produtos entre consumidores, também conhecida como escambo, é uma das formas  de comércio mais antigas da humanidade. Encontrar compradores e vendedores  interessados pelo mesmo produto era tarefa para os classificados de domingo ou  jornais específicos como primeira mão. O surgimento da web trouxe um novo modelo  de negócio, os infomediários, junção de informação e intermediários. Com eles  maior agilidade, menores custos, melhor capilaridade e exposição dos produtos.  Mercado livre, Imovelweb e Webmotors são alguns dos melhores  representantes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">G2B (Government to Business) &#8211; Somos  um país famoso pelo nosso futebol, carnaval e carga tributária elevada. O  governo federal e os estados têm criado formas inteligentes para aumentar a  arrecadação. A implantação do SPED &#8211; sistema público de escrituração digital e  as notas fiscais eletrônicas são alguns exemplos. Com a transmissão das  informações por meio eletrônico há uma diminuição nas brechas para sonegação  fiscal. Apesar da redução na competitividade das empresas, a competição se dará  em bases mais justas e equitativas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">G2C (Government do Citizen) &#8211; Embora  a burocracia seja uma das mazelas a serem corrigidas no serviço público, muito  se avançou no que tange ao atendimento ao cidadão. Tirar um documento novo ou  solicitar uma segunda via é hoje mais rápido e menos penoso que há algum tempo,  quando tínhamos que enfrentar filas, desorganização e mal humor.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Conforme  apresentado, o comércio eletrônico tem facilitado, melhorado e revolucionado a  maneira pela qual os negócios são feitos. Agora, caso você se encaixe nos 12  milhões de contribuintes que ainda não transmitiram sua declaração, corra!  Diferentemente da época dos bancos, servidores não estendem horários nem fazem  diferenciação entre contribuintes &#8211; pelo menos até o recebimento da  declaração.</p>


<p>Não há artigos relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Páscoa: A sazonalidade dos negócios</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 14:04:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Apesar das críticas, as datas comemorativas ajudam o comércio e a indústria a cumprirem suas metas de vendas, gerando contratações e empregos temporários. No mundo dos negócios há diversos segmentos em que grande parte do faturamento se concentra em determinadas estações do ano ou em dias específicos. Além do chocolate, panetone no natal e sorvetes nas férias de verão.


Não há artigos relacionados.]]></description>
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		</div>
<p style="text-align: justify;">Estamos a  menos de uma semana da páscoa. Época de comer bacalhau, almoçar em família e  esconder ovos das crianças. Porém, diferente do passado, quando se lambuzavam de  chocolate, as crianças de hoje se divertem brincando com pequenas quinquilharias  <em>made in china</em> encontradas em ovos  temáticos. Hello Kitty, Ben 10, Barbie, Moranguinho e High School estão entre os  mais desejados.</p>
<p style="text-align: justify;">Ovos são  abertos em disparada pelo público mirim no afã de encontrar seus objetos de  desejo. Sorte dos crescidinhos, os quais podem se deliciar saboreando o que  restou: o chocolate. Apesar da demanda por peixes e principalmente bacalhau, a  grande sensação foi e continua a ser o lépido coelho da páscoa. Nas versões  lisas, brancas, recheadas, crocantes, ao leite, diet e até light.</p>
<p style="text-align: justify;">Os tetos  forrados dos supermercados servirão de campo de batalha, à medida que o domingo  se aproxima. Segunda-feira pela manhã é dia de desmontar as estruturas de  madeira e recolher os ovos quebrados. Enquanto o varejo e a indústria comemoram  os resultados, mulheres arrependidas queimam as calorias malhando na academia.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar das  críticas, as datas comemorativas ajudam o comércio e a indústria a cumprirem  suas metas de vendas, gerando contratações e empregos temporários. No mundo dos  negócios há diversos segmentos em que grande parte do faturamento se concentra  em determinadas estações do ano ou em dias específicos. Além do chocolate,  panetone no natal e sorvetes nas férias de verão.</p>
<p style="text-align: justify;">Para  enfrentar a sazonalidade diversificam com produtos e marcas relacionadas.  Panetones viram Colomba Pascal e mini bolos. Chocolates dão lugar a biscoitos  recheados e confeitos. Marcas conhecidas de chocolate viram sorvetes e  vice-versa.</p>
<p style="text-align: justify;">Produtos  sazonais requerem uma dose extra de planejamento às empresas. Chegar com  antecedência às gôndolas é apenas parte do processo. Perecíveis, perdem  rapidamente seu valor logo após a passagem da data, apesar de próprios ao  consumo. Sua falta levará à compra do produto  concorrente.</p>
<p style="text-align: justify;">Manter um  caixa equilibrado é também função desafiadora a este tipo de negócio. Imagine a  pousada na praia que durante mais da metade do ano luta para cobrir seus custos  fixos. A receita extra, ganha na temporada, deverá ser utilizada para pagar  salários e investimentos para o próximo ano. Eventos corporativos, esportes  radicais e grupos é uma boa saída.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos  empreendedores de plantão, verifiquem não apenas o valor investido e o período  de retorno. Investimentos e índices a princípio interessantes podem ser  aniquilados pelo efeito da sazonalidade. Vejamos algumas  dicas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<ul>
<li>- Faça um  fluxo de caixa mensal com entradas e saídas. Números consolidados podem esconder  necessidades de capital inesperadas.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li>- Analise a  possibilidade de expandir seu negócio para atividades correlatas, seja ele um produto ou  serviço. Ser refém de datas ou estações específicas não é uma boa  estratégia.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li> &#8211; Avalie seu  perfil empreendedor. Trabalhar dia e noite enquanto todos descansam, e descansar  por longos períodos enquanto todos trabalham, exige preparação e compreensão  por parte da família e amigos.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Um alento  aos empreendedores que mesmo assim insistirem em algo sazonal.  Apesar do avanço  das tecnologias, o imaginário das crianças é ainda habitado por personagens da  época em que a graça do ovo estava no chocolate.</p>


<p>Não há artigos relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Liberdade no celular</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 12:34:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Será  publicada nos próximos dias a decisão da Anatel referente ao desbloqueio de  celular. As operadoras estarão obrigadas a fazê-lo assim que solicitadas pelo  cliente. Um celular poderá utilizar qualquer chip, independentemente da  operadora. Em suma, maior liberdade aos consumidores, os quais poderão se  aproveitar das promoções oferecidas por outras empresas.</p>
<p style="text-align: justify;">É papel da  Anatel &#8211; agência regulatória do setor &#8211; criar condições que estimulem a  concorrência, beneficiando os cidadãos com maior poder de escolha. A mudança na  lei geral das telecomunicações, viabilizando a compra da Brasil Telecom pela Oi,  a portabilidade numérica e agora o desbloqueio são ações que corroboram este  objetivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do  descontentamento de algumas empresas, a decisão também provoca polêmica quanto  aos clientes que possuem contratos com cláusula de fidelidade, assinados em  troca do aparelho. Apesar do imbróglio, especialistas entendem que o contrato  com a operadora limita-se somente ao serviço. O que não extingue a obrigação do  assinante em cumpri-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas  estratégias utilizadas pelas operadoras para atrair consumidores, pode ser  explicada através do conceito de subsídios cruzados. Chris Anderson, editor  chefe da revista Wired, explora-o com maestria em seu livro “Grátis: o futuro  dos preços”. Vejamos como são aplicadas no mercado de  telefonia.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem já não  se sentiu confuso, tentando entender as promoções oferecidas pelas operadoras?  Um sem fim de planos, promoções e tarifas. Vamos considerar que cada empresa  tenha cinco planos com dez itens em cada. Um consumidor teria duzentas opções  para análise ao final do dia. Creio que nem a Anatel esperava por tanta  liberdade de escolha. Qualquer semelhança é mera coincidência.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar dos  inúmeros pacotes personalizados, o foco se encontra na oferta de minutos  adicionais. Ligue para quem você gosta, para perto, para longe, para mais longe  ainda. Válido hoje, nos finais de semana, até o fim do ano, para sempre. Para a  mesma operadora ou se preferir, para todas. Telefones fixos, celulares ou ambos.  Pague um real, cinquenta centavos ou nada. Ganhe um minuto a cada um que você  falar. Ganhe cinco, ganhe dez, ganhe cinquenta, ganhe quanto quiser ou  puder.</p>
<p style="text-align: justify;">Num país em  que mais de 80% dos celulares pertence à modalidade pré-paga, a disputa só  poderia estar na oferta de minutos. Neste cenário, ganhará quem conseguir  oferecer mais por menos. Com o desbloqueio a tendência é que esta guerra fique  ainda mais acirrada. O cenário que se avizinha parece bastante próximo ao  ocorrido com a internet.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltemos a  um passado recente, quando tínhamos que pagar por um endereço de e-mail.   Assinaturas eram cobradas por um espaço que hoje mal comportaria um vídeo.  Chegaram os concorrentes, ampliou-se a disponibilidade de banda larga, caíram os  custos dos microprocessadores. Cenário atual. Armazenagem quase infinita e o  melhor, de graça. Apagar e-mails para liberar espaço é coisa do passado. Chegará  em breve o dia em que ligações serão gratuitas.</p>
<p style="text-align: justify;">Está  enganado quem pensa que as empresas o fazem por respeito ao consumidor. Estas  são as novas regras do jogo, para as quais as operadoras estão adaptando seus  modelos de negócios. Vale aqui o ditado que não existe almoço grátis. Alguém  sempre pagará pelos serviços gratuitos, seja o próprio ou outras pessoas que  desejarem algo diferenciado. Acesso a internet de alta velocidade, caixa postal,  envio de SMS e aparelhos modernos são todos bem cobrados a quem interessar.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos  outros exemplos. O ar que você coloca nos seus pneus será pago pelo combustível,  a oferta arrasa-quarteirão do supermercado por um carrinho cheio de outros  produtos, um ingresso grátis para seu filho pelo ingresso dos pais, a passagem  de baixo custo pelo despacho das bagagens, o refrigerante grátis pelo almoço bem  pago. Grátis, subsidiado ou pago. Cabe a você avaliar suas necessidades e seu  bolso. Consciente você agora está.</p>


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</ol></p>]]></content:encoded>
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		<title>Produção automobilística na era global</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 13:47:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os últimos doze meses foram talvez os campeões em recall envolvendo automóveis. Na última semana foram os proprietários do Stilo da FIAT, cuja roda pode se soltar em movimento. Vale salientar que a montadora, acionada pelo DENATRAN e multada em R$ 3 milhões, mantêm a posição de que não há nada de errado com seu veículo. Enquanto isso, cubos de roda são importados da Europa.


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<p style="text-align: justify;">Os últimos doze  meses foram talvez os campeões em recall envolvendo automóveis. Na última semana  foram os proprietários do Stilo da FIAT, cuja roda pode se soltar em movimento.  Vale salientar que a montadora, acionada pelo DENATRAN e multada em R$ 3  milhões, mantêm a posição de que não há nada de errado com seu veículo. Enquanto  isso, cubos de roda são importados da Europa.</p>
<p style="text-align: justify;">Como professor de  estratégia e marketing, sou sempre questionado sobre as razões do aumento no  número de recalls. Tecnologia, controle estatístico de processos, robótica,  qualidade assegurada e certificações ISO, deveriam se não extingui-los,  diminuí-los de maneira considerável. Tenho pesquisado e consultado opiniões de  especialistas sobre diversos prismas, cujas hipóteses são abaixo  apresentadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito tempo se  passou desde o final da era Henry Ford e seu modelo T. Espartano, preto, porém  robusto, criou o conceito de produção em massa. Numa época em que inexistiam  grandes parques industriais, a produção era totalmente verticalizada.  Praticamente todos os itens que o compunham eram produzidos internamente. Hoje a  situação é bastante diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">As montadoras  terceirizam conjuntos inteiros a fornecedores. Estes por sua vez o fazem  novamente com outras empresas. Apesar dos processos de certificação de  fornecedores, a probabilidade de ocorrência de problemas aumenta à medida que  novas variáveis são adicionadas ao processo. É também mais difícil encontrar os  responsáveis quando surgem os defeitos, eletrônicos em  especial.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembro do tempo em  que acompanhava meu pai e sua possante Variant a oficina. Seu motor traseiro  fazia um ruído ensurdecedor, o qual parecia música aos ouvidos do mecânico. Era  o tempo em que problemas eram descobertos apenas pelo barulho, como um clínico  geral que ausculta seus pacientes. Com a eletrônica foram-se os mecânicos de  bairro e a simplicidade da caixa de ferramentas.</p>
<p style="text-align: justify;">Como todo garoto  conhecia as marcas e modelos de carro, o que, diga-se de passagem, não era lá  grande coisa. Tivemos uns dez carros durante minha infância e adolescência.  Brancos e com duas portas, enferrujavam com freqüência. Os anos se passavam e os  modelos eram sempre os mesmos. Apenas pequenas alterações na cor do estofamento  ou no desenho dos faróis.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje um garoto  teria muito mais dificuldades em guardar os modelos existentes, apesar de seus  cérebros estarem conectados todo o tempo. Cores sólidas ou metálicas,  importados, nacionais, duas, três ou quatro portas, conversíveis, 1.0, 1.3, 1.4,  1.6, 1.8, 2.0, álcool, gasolina, gás, elétrico, com ou sem chave, charmosos,  seguros e bonitos. As novidades parecem não ter fim.</p>
<p style="text-align: justify;">As geladeiras da  vovó que duravam toda uma vida, hoje não passam de alguns anos. Sinal dos  tempos, afinal quem gostaria de ter um trambolho na cozinha. Imagine então na  garagem. Com o ciclo de vida cada vez mais curto, as empresas são compelidas a  aumentar o ritmo de lançamentos. Produtos maduros e consolidados têm menores  chances de apresentarem defeitos. Os taxistas em geral se enquadram nesta  categoria.</p>
<p style="text-align: justify;">A globalização  trouxe o conceito de mundo conectado. Vivemos numa aldeia global, não mais  local. Acompanhamos e desejamos em tempo real tudo que ocorre na América e no  Velho Mundo. Bom para os consumidores, ruim para as empresas, as quais não podem  utilizar os países em desenvolvimento para desovar seus produtos antigos. Neste  novo cenário, carros são construídos em escala global, compartilhando  plataformas e componentes visando economias de escala. O que poderia ser  positivo torna-se uma dor de cabeça global. Akio Toyoda sabe do que estou  falando.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, adicione  as redes sociais, blogs e twitter. O que era para ser um caso isolado torna-se  público em poucos instantes, através do marketing viral. As montadoras parecem  encurraladas. Concorrência crescente, pressão para redução de custos,  consumidores cada vez mais conscientes e conectados, órgãos do governo aplicando  multas históricas. Quiçá Henry Ford estivesse correto em suas teorias.</p>


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		<title>Marketing feminino</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:24:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com o crescimento do poder de compra, as mulheres não mais influenciam as decisões nas unidades familiares. Preferem ir direto ao consumo. Carros e apartamentos substituíram roupas, compras de supermercado e educação dos filhos. Perdidas estão as empresas e profissionais de marketing que ainda tratam as mulheres como um mercado em ascensão. Hoje elas são o mercado.


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<p style="text-align: justify;">Dia 8 de março pode ser representado por uma mulher emancipada, independente,  realizada e madura, completando 35 anos de vida. A data, instituída em 1975 pela  ONU, teve como objetivo lembrar ao mundo suas lutas contra a violência e a  discriminação. Apesar do avanço inegável, alguns países parecem ainda estar em  1857, ano em que uma fábrica de tecidos norte-americana foi incendiada para  calar a voz de mais de 130 tecelãs que reivindicavam melhores condições de  trabalho e equiparação de salário com os homens.</p>
<p style="text-align: justify;">Felizmente  não pertencemos mais a este grupo, assim como as discussões entre as diferenças  dos sexos já não são tão acaloradas. Sabemos que os homens das cavernas partiam  para caça, enquanto as mulheres guardavam e zelavam a cria e o lar. Mesmo assim,  protegemos e falamos de maneira mais carinhosa com bebês vestidos de  cor-de-rosa. Criamos filhos e filhas com enfoques  diferenciados.</p>
<p style="text-align: justify;">Homens têm  cromossomos <strong>x</strong> e mulheres <strong>y</strong>. Competitividade, excesso de confiança e  espírito de aventura no primeiro caso. Proteção, abrigo e nutrição no segundo.  Talvez por isso meninos tenham brincadeiras agressivas e competitivas, gostem de  filmes de aventura e vídeo games de ação, enquanto meninas brincam de papai e  mamãe, adoram bonecas e se deliciam com filmes  românticos.</p>
<p style="text-align: justify;">A mulher  utiliza os dois lados do cérebro ao invés do direito apenas. Há também mais  conexões através dos dendritos, possibilitando maior capacidade de pensar  holisticamente e expressar suas emoções. Tente discutir com sua esposa ou  namorada e comprove o número de palavras por minuto, as histórias resgatadas do  fundo do baú e a facilidade em transformar sentimentos em  lágrimas.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o  crescimento do poder de compra, as mulheres não mais influenciam as decisões nas  unidades familiares. Preferem ir direto ao consumo. Carros e apartamentos  substituíram roupas, compras de supermercado e educação dos filhos. Perdidas  estão as empresas e profissionais de marketing que ainda tratam as mulheres como  um mercado em ascensão.  Hoje elas são o mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Há ainda  alguns nichos que podem ser explorados. O advento da internet, a queda brutal  nos custos das comunicações e a globalização, possibilitaram que grupos  anteriormente excluídos pelas empresas pudessem se tornar comercialmente  interessantes. O pesquisador americano Mark Penn utilizou o termo  microtendências para defini-los.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo  Penn, microtendências são pequenas forças imperceptíveis que podem envolver até  1% da população, moldando a sociedade de forma irreversível. Considerando uma  população de aproximadamente 100 milhões de brasileiras, teríamos um mercado  nada desprezível de um milhão de consumidoras esperando para terem suas  necessidades atendidas. Vejamos algumas.</p>
<p style="text-align: justify;">Solteiras  demais: creio que já tenha discutido com sua esposa ou família, o fato de alguma  prima ou conhecida ter ficado para a titia. Inteligentes, bonitas e com bons  empregos, seriam partidões caso tivessem nascidos com outro cromossomo. O  comportamento agressivo na juventude e os casais homossexuais em maior número  pendem a balança para o lado das mulheres.</p>
<p style="text-align: justify;">Tigresas:  apesar do ar de reprovação de algumas pessoas, é fato que o número de mulheres  mais velhas namorando homens mais jovens vem aumentando. Artistas e socialites  cujas vidas são escarafunchadas são os exemplos mais visíveis. A independência  financeira e sexual conquistada pelas gerações anteriores tem feito que mulheres  maduras optem pelo divórcio.</p>
<p style="text-align: justify;">Mulheres  prolixas: as mulheres têm demonstrado aptidão em áreas que exigem o uso da  palavra escrita ou oral. Algumas profissões estão se tornando redutos femininos.  Cursos de jornalismo, direito e propaganda são bons exemplos. Apresentadoras,  advogadas, juízas, deputadas, prefeitas, governadoras e quem sabe até a próxima  presidenta, comprovam o sucesso feminino quando o assunto são palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">Utilizaria o  termo oportunidade caso tivesse que resumir esta data em apenas uma palavra. Os  especialistas em mulheres e seus comportamentos de compra têm hoje apenas uma  foto do presente e a história escrita do passado. As microtendências provam que  ainda há muito a avançar neste intrincado terreno que é o cérebro feminino. Mãos  à obra, homens!</p>


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		<title>A revolução das mídias digitais e TVs por assinatura</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 14:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O avanço das mídias digitais - internet e TV por assinatura - trazem um novo panorama a TV aberta, acostumada com índices de audiências nas alturas. Os consumidores, com mais opções, começam a abandonar a comunicação de massa - mesma mensagem para todos - para a comunicação de nicho. As empresas e os publicitários devem estar atentos a este novo fenômeno, avaliando as melhores estratégias de investimento em publicidade.


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<p style="text-align: justify;">Foi publicado no site da ANATEL &#8211;  Agência Nacional de Telecomunicações &#8211; estatísticas sobre o mercado de TVs por  assinatura, e os números são bastante consideráveis. Em janeiro de 2010, mais de  7,5 milhões de domicílios contavam com o serviço. O crescimento observado  representa uma evolução de 18,24% em 2009. As regiões Norte e Nordeste foram as  que apresentaram maiores taxas de crescimento, respectivamente 33,94% e  24,85%.</p>
<p style="text-align: justify;">Trago também outra informação  relevante. Pesquisa realizada pela Nielsen indica um crescimento mundial de 82%  no tempo gasto pelos internautas em redes sociais &#8211; Twitter, Orkut e Facebook. O  tempo médio mensal saltou de 2 horas e 10 minutos em 2007 para 5 horas e 35  minutos em 2009. Impressiona também o número de internautas conectados, mais de  307 milhões no mundo todo.</p>
<p style="text-align: justify;">A mesma pesquisa aponta um  contingente de 31 milhões de brasileiros navegando nas redes sociais, o que nos  coloca bem atrás de Estados Unidos e Japão, com 142 e 47 milhões de usuários  respectivamente. Considerando o número de horas, estamos bem acima da média  mundial com 4 horas e 33 minutos, porém atrás da Austrália com 7 horas, Estados  Unidos, Inglaterra, Itália e Espanha.</p>
<p style="text-align: justify;">Os números crescentes da TV por  assinatura e das redes sociais confirmam a tendência de queda da TV aberta. Em  meu ponto de vista, inexorável. Conforme pesquisa de audiência do IBOPE, a média  de aparelhos ligados no horário nobre &#8211; aquele das novelas e noticiários &#8211; caiu  56% em novembro na Grande São Paulo, um dos maiores recordes  negativos.</p>
<p style="text-align: justify;">Bons tempos aqueles em que os  índices de audiência batiam nas alturas. Irmãos Coragem, Roque Santeiro, Vale  Tudo e Senhora do Destino eram vistos em milhões de lares. O capítulo final era  o grande ápice. Como numa final de Copa do Mundo verde e amarela, éramos milhões  torcendo contra as vilãs. Odete Roitman e Nazaré, interpretadas com maestria por  Beatriz Segall e Renata Sorrah.</p>
<p style="text-align: justify;">Vivíamos a cultura do bebedouro,  conforme apregoa Chris Andersen, jornalista do portal Wired, destinado aos  amantes da tecnologia. O assunto nas segundas-feiras estava sempre relacionado à  programação exibida na TV aberta. Nada surpreendente, considerando as vastas  opções existentes. Cultura, SBT, Globo, Record, Gazeta e Bandeirantes era tudo o  que tínhamos.</p>
<p style="text-align: justify;">As empresas e gerentes de marketing  tinham como trabalho definir o público-alvo, selecionar os canais e programas  que melhor se enquadravam no perfil definido e acompanhar os índices de  audiência. Com quase toda certeza seu consumidor estaria de olho na telinha no  horário marcado. Hoje o trabalho é bem maior. Seu cliente pode continuar o  mesmo, mas encontrá-lo está bem mais difícil.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste novo cenário, definir o plano  de investimentos em publicidade tornou-se fundamental. Segundo estudo do jornal  Meio &amp; Mensagem, o faturamento publicitário na</p>
<p style="text-align: justify;">Internet cresceu mais de 44% em  2008, fechando 2009 em aproximadamente 1 bilhão de reais, conforme estimativa da  IAB Brasil &#8211; Interactive Advertising Bureau.</p>
<p style="text-align: justify;">Este valor corresponde a pouco mais  de 4% do total investido em publicidade no país. A TV aberta ainda reina  absoluta com 60,71%. Não me espantaria se a verba publicitária digital  ultrapassasse as revistas, hoje na terceira colocação com 7,64%. Banda larga,  smartphones, venda recorde de computadores e notebooks, proliferação de LAN  Houses e programas de inclusão digital corroboram a hipótese.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta mudança nos meios publicitários  e na maneira como os consumidores consomem conteúdo, trouxeram oportunidades  incríveis aos pequenos e médios empresários. Excluídos do mercado publicitário  nos tempos de TV aberta, hoje podem competir pela atenção dos consumidores  através de ferramentas como links patrocinados, banners, estratégias de SEO e  propagandas em TVs por assinatura.</p>
<p style="text-align: justify;">A época da  cultura de massa está com seus dias contados. Encontrar pessoas que leram as  mesmas revistas ou assistiram aos mesmos programas é tarefa cada vez mais  difícil na hora do café. Que se cuidem Jornal Nacional e as novelas arrasa  quarteirões das nove.</p>


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<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/08/redes-sociais-as-relacoes-humanas-ao-longo-tempo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Redes sociais: as relações humanas ao longo tempo'>Redes sociais: as relações humanas ao longo tempo</a></li>
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