<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Marcos Morita - Educação Corporativa &#187; Empresas</title>
	<atom:link href="http://www.marcosmorita.com.br/category/artigos/empresas-artigos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.marcosmorita.com.br</link>
	<description>Site para apresentacão e discussão de teorias sobre estratégias empresariais aplicadas ao dia-a-dia das empresas. Dirigido a empresários, executivos e estudantes.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 31 Aug 2010 16:37:03 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Os novos rumos do sistema educacional brasileiro</title>
		<link>http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/os-novos-rumos-do-sistema-educacional-brasileiro/</link>
		<comments>http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/os-novos-rumos-do-sistema-educacional-brasileiro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 12:36:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[coc]]></category>
		<category><![CDATA[negociação]]></category>
		<category><![CDATA[novos negócios]]></category>
		<category><![CDATA[pearson]]></category>
		<category><![CDATA[sistema de ensino]]></category>
		<category><![CDATA[venda]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcosmorita.com.br/?p=749</guid>
		<description><![CDATA[O setor educacional presenciou nas últimas semanas algo já bastante comum em outros mercados. O grupo SEB, nascido em Ribeirão Preto e proprietário das marcas COC, Pueri Domus, Dom Bosco e Name, foi adquirido pela Pearson, empresa inglesa controladora do conglomerado americano Financial Times. O fato ocorre uma semana após a negociação perdida para a editora Abril, relativa à compra do paulistano Anglo.


Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/05/fim-da-patente-do-viagra-novos-rumos-para-o-setor-farmaceutico/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Fim da patente do Viagra: novos rumos para o setor farmacêutico'>Fim da patente do Viagra: novos rumos para o setor farmacêutico</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/12/pao-de-acucar-e-casas-bahia-mudancas-no-cenario-brasileiro/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Pão de Açúcar e Casas Bahia: mudanças no cenário brasileiro'>Pão de Açúcar e Casas Bahia: mudanças no cenário brasileiro</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/02/os-novos-tempos-das-farmacias/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Os novos tempos das farmácias'>Os novos tempos das farmácias</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F07%2Fos-novos-rumos-do-sistema-educacional-brasileiro%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F07%2Fos-novos-rumos-do-sistema-educacional-brasileiro%2F&amp;source=MarcosMorita&amp;style=normal&amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">O setor educacional presenciou nas  últimas semanas algo já bastante comum em outros mercados. O grupo SEB, nascido  em Ribeirão  Preto e proprietário das marcas COC, Pueri Domus, Dom Bosco e  Name, foi adquirido pela Pearson, empresa inglesa controladora do conglomerado  americano Financial Times. O fato ocorre uma semana após a negociação perdida  para a editora Abril, relativa à compra do paulistano Anglo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tal interesse se justifica pelo  tamanho do mercado e por uma modalidade de negócios tipicamente brasileira &#8211; os  sistemas de ensino &#8211; baseados no tripé assessoria de ensino, economia de escala  e material didático, em geral escrito, editado e impresso em gráficas próprias.  Semelhante a uma franquia, os grupos repassam a metodologia de ensino e os  materiais de apoio às milhares de escolas parceiras espalhadas pelo  país.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O método prosperou à medida que o  ensino público se deteriorava, resultado de décadas de descaso e falta de  investimentos. Num país com milhões de estudantes semi-analfabetos, estratégias  de massa tiveram que ser adotadas para cobrir o déficit crônico de conhecimento.  O que era um calvário aos governantes, tornou-se um eldorado para muitos  empresários. Como em qualquer segmento, as oportunidades crescem à medida que  aumentam as necessidades não atendidas. Só o grupo Pearson pretende dobrar o  número de estudantes, atingindo um milhão nos próximos  anos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É comum à medida que uma indústria  torna-se mais competitiva, o surgimento de novos concorrentes, interessados nos  lucros proporcionados por mercados em crescimento. Grandes  grupos nacionais e multinacionais fazem parte do novo cenário, investindo  milhões em infraestrutura e aquisições de grupos locais de pequeno e médio  porte. Apesar da pulverização do setor, dominado por milhares de pequenas e  médias escolas, a consolidação será a tônica para os próximos  anos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Creio que ocorrerá fenômeno similar  ao ensino superior, através das estratégias genéricas de preço e diferenciação.  A base para o primeiro grupo está na economia de escala &#8211; o que se traduz em  muitos alunos &#8211; para poder diluir seus custos fixos e manter baixas as  mensalidades, seu principal atrativo. O segundo é composto em geral por  universidades mais antigas e reconhecidas, as quais buscam com dificuldade,  manter o equilíbrio entre preço e diferenciação.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Profissionais competentes serão cada  vez mais demandados, estejam eles dentro ou fora da sala de aula. Especialistas  do setor estão em alta, assim como executivos de outras áreas, caçados e  seduzidos pelo desafio. Com a profissionalização da gestão, práticas hoje comuns  em outros mercados estarão cada vez mais incorporadas à educação. Ao lado de  critérios como evasão e produção científica &#8211; metas de produtividade, satisfação  e retenção de alunos. Desempenho, criatividade, inovação, capacidade  empreendedora e de realização serão itens cada vez mais procurados e desejados.  Ótimas perspectivas a quem se especializar e se adequar aos novos tempos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O caminho para o ensino privado é  irreversível, ao menos no que tange às estratégias e técnicas de gestão. Quanto  ao ensino público há ainda algumas tarefas a serem feitas, sendo bastante  otimista. Capacitar, valorizar e motivar os professores, profissionalizar a  gestão, desburocratizar o sistema, incluir e melhorar a qualidade do ensino,  construir, reformar e aparelhar escolas e salas de aula, aumentar a produção  científica internacional, reduzir a evasão escolar, atrair e reter talentos hoje  perdidos para a iniciativa privada.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Um longo e  árduo caminho, o qual infelizmente não será resolvido no próximo governo, seja  ele petista ou tucano. Há, aliás, uma clara dicotomia entre os discursos.  Políticas de quotas em contraposição a pagamento por desempenho, criticado em  verso e prosa por sindicatos e sindicalistas. Neste cenário, creio que a única  semelhança entre os candidatos esteja no fato de que puderam frequentar escolas  de qualidade, numa época em que o uso de uniformes, a disciplina e o respeito  faziam companhia ao giz e ao quadro negro. A despeito da importância das  reformas fiscais e tributárias, principal assunto até o momento, é importante  mencionar que o crescimento sustentável de um país só é possível com educação de  qualidade, independentemente do modelo de negócios  adotado.</p>


<p>Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/05/fim-da-patente-do-viagra-novos-rumos-para-o-setor-farmaceutico/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Fim da patente do Viagra: novos rumos para o setor farmacêutico'>Fim da patente do Viagra: novos rumos para o setor farmacêutico</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/12/pao-de-acucar-e-casas-bahia-mudancas-no-cenario-brasileiro/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Pão de Açúcar e Casas Bahia: mudanças no cenário brasileiro'>Pão de Açúcar e Casas Bahia: mudanças no cenário brasileiro</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/02/os-novos-tempos-das-farmacias/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Os novos tempos das farmácias'>Os novos tempos das farmácias</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/os-novos-rumos-do-sistema-educacional-brasileiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Os deveres de um correntista</title>
		<link>http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/os-deveres-de-um-correntista/</link>
		<comments>http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/os-deveres-de-um-correntista/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 17:40:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[aumento]]></category>
		<category><![CDATA[bancos]]></category>
		<category><![CDATA[cobertura geografica]]></category>
		<category><![CDATA[correntista]]></category>
		<category><![CDATA[divulgação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcosmorita.com.br/?p=741</guid>
		<description><![CDATA[A concentração dos bancos brasileiros acontece a passos largos. A série de fusões, aquisições e alianças criaram gigantes, cujo poderio aumenta nas mesmas proporções. Compartilhamento de sites, consolidação de agências, aumento da cobertura geográfica e reposicionamento de marcas são algumas das consequências visíveis, divulgadas através de campanhas na mídia.


Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/03/liberdade-no-celular/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Liberdade no celular'>Liberdade no celular</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/02/os-erros-e-acertos-das-companhias-aereas-brasileiras/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Os erros e acertos das companhias aéreas brasileiras'>Os erros e acertos das companhias aéreas brasileiras</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F07%2Fos-deveres-de-um-correntista%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F07%2Fos-deveres-de-um-correntista%2F&amp;source=MarcosMorita&amp;style=normal&amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">A concentração dos bancos  brasileiros acontece a passos largos. A série de fusões, aquisições e alianças  criaram gigantes, cujo poderio aumenta nas mesmas proporções. Compartilhamento  de sites, consolidação de agências, aumento da cobertura geográfica e  reposicionamento de marcas são algumas das consequências visíveis, divulgadas  através de campanhas na mídia.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar dos benefícios apregoados  em horário nobre, o número de instituições diminui e, consequentemente, as  opções e o poder de barganha dos consumidores também. Um passeio mais demorado  pelas ruas do Centro Antigo comprova a redução das  marcas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vale salientar que os bancos exercem  papel vital na economia, apesar dos críticos de plantão. Sua atuação não se  restringe à guarda remunerada de nossas economias, mas na intermediação e gestão  destes valores, financiando compra de carros, casas e investimentos  produtivos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Aparecem também com frequência em  listas de órgãos de defesa do consumidor. Um estudo recente demonstra um aumento  significativo com relação a taxas e valores cobrados indevidamente. Apesar da  luta inglória entre Davi e Golias, o consumidor pode se proteger. Basta seguir  alguns conselhos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Seja disciplinado: confira seu  extrato periodicamente, questionando taxas e tarifas não usuais. Faça uso dos  diversos canais de comunicação existentes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esteja atento: leia o contrato antes  de assiná-lo, em especial os parágrafos sobre pacotes, taxas e tarifas. Guarde-o  e consulte-o sempre que necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Planeje: escolha um período e  levante o número de extratos e saques em caixas eletrônicos, transferências e  folhas de cheques, antes de escolher um pacote de benefícios. Com planejamento,  você verá que há possibilidades de redução ou novas formas para se  obtê-los.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Negocie: gerentes de agência são  medidos pelo número de novas contas e percentual de desertores. Saiba também que  clientes antigos custam menos às empresas de serviços. Avalie sua situação e  sente-se à mesa para negociar.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Concentre: evite manter vínculos em  diversos bancos e instituições financeiras. Além da maior dificuldade de  controle, dispersar recursos reduz o poder de  barganha.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Compare: mantenha o hábito de  pesquisar taxas e tarifas em alguns bancos, cuja base pode ser trocada  periodicamente. É prática comum a publicação de estudos em órgãos de proteção ao  consumidor.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Com o  crescimento da economia e o ingresso de milhões de novos correntistas &#8211;  trabalhadores informais agora com carteira de trabalho &#8211; as chances são de que  instituições bancárias continuem no topo da lista de reclamações. Tarifas  máximas e mínimas poderiam ser regulamentadas, ao menos a esta nova massa de  clientes, cujo ganho adicional poderá ser corroído por taxas e valores  indevidos.</p>


<p>Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/03/liberdade-no-celular/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Liberdade no celular'>Liberdade no celular</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/02/os-erros-e-acertos-das-companhias-aereas-brasileiras/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Os erros e acertos das companhias aéreas brasileiras'>Os erros e acertos das companhias aéreas brasileiras</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/os-deveres-de-um-correntista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cultura organizacional: dos campos às empresas</title>
		<link>http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/cultura-organizacional-dos-campos-as-empresas/</link>
		<comments>http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/cultura-organizacional-dos-campos-as-empresas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 15:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[administração]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[direção]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[metodologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcosmorita.com.br/?p=724</guid>
		<description><![CDATA[Creio que você, assim como eu, já esteja cansado das análises de locutores, comentaristas, jornalistas, jornaleiros, padeiros, pedreiros, colegas de trabalho, parentes, amigos, inimigos, conhecidos e desconhecidos sobre a desclassificação do Brasil na Copa. Hora de caça às bruxas, jogadores e comissão técnica. Os culpados desta vez não foram à falta de concentração, os treinos abertos, os contatos e entrevistas com fãs e imprensa, o assédio aos craques e o clima descontraído.


Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/06/cigarra-ou-formiga-a-postura-das-empresas-diante-da-copa-do-mundo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Cigarra ou formiga? A postura das empresas diante da Copa do Mundo'>Cigarra ou formiga? A postura das empresas diante da Copa do Mundo</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/02/o-boom-dos-celulares-as-empresas-estao-preparadas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O boom dos celulares. As empresas estão preparadas?'>O boom dos celulares. As empresas estão preparadas?</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F07%2Fcultura-organizacional-dos-campos-as-empresas%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F07%2Fcultura-organizacional-dos-campos-as-empresas%2F&amp;source=MarcosMorita&amp;style=normal&amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Creio que você,  assim como eu, já esteja cansado das análises de locutores, comentaristas,  jornalistas, jornaleiros, padeiros, pedreiros, colegas de trabalho, parentes,  amigos, inimigos, conhecidos e desconhecidos sobre a desclassificação do Brasil  na Copa. Hora de caça às bruxas, jogadores e comissão técnica. Os culpados desta  vez não foram à falta de concentração, os treinos abertos, os contatos e  entrevistas com fãs e imprensa, o assédio aos craques e o clima descontraído.</p>
<p style="text-align: justify;">Execrado pelo  insucesso na Alemanha, o modelo mais democrático foi substituído pelo  hierárquico, rígido. Para comandar a tropa, um líder com jeito e cara de  militar. Treinos fechados, jogadores enclausurados, distância dos fãs, respostas  prontas à imprensa, clima pesado. Que recruta ou tenente ousaria desobedecer às  ordens do sargento ou capitão?</p>
<p style="text-align: justify;">A mudança de rumo  na condução da seleção brasileira traz à tona a questão da cultura  organizacional &#8211; sistema de comportamentos, normas e valores partilhados pelos  membros de uma organização, tornando-a única, dentro de certos parâmetros.  Talvez por esta razão levemos algum tempo até nos ajustarmos a um novo emprego.  Conheço bons profissionais que após passarem longos períodos em uma única  organização, não conseguem se adaptar a novos trabalhos, pulando de empresa  em empresa.  Com o passar do tempo, a cultura permeia empresa e  profissionais.</p>
<p style="text-align: justify;">Como num  continuum, as corporações se classificam entre os extremos flexíveis e  hierárquicos. Vejamos as principais diferenças.</p>
<p style="text-align: justify;">Tomada de  decisões: empresas orgânicas fornecem maior autonomia aos seus colaboradores,  incentivando-os a assumirem riscos controlados. O fluxo decisório em geral é  também mais rápido, com menor número de assinaturas e  carimbos.</p>
<p style="text-align: justify;">Promoções: tempo  de serviço é uma característica que determina o critério de promoções em  estruturas mais duras. Em contrapartida, em corporações mais abertas, prevalece  à meritocracia (do latim mereo, merecer, obter), forma de avaliação baseada no  mérito.</p>
<p style="text-align: justify;">Salários e  bonificações: a proporção entre salário fixo e variável é inversamente  proporcional em cada lado do continuum. A segurança de um bom percentual  garantido é característica das empresas conservadoras, enquanto gratificações  polpudas fazem parte das firmas agressivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Benefícios: o  pacote costuma ser mais tradicional em empresas menos flexíveis, concentrando-se  no básico: plano de saúde, vales refeição, alimentação e transporte. Políticas  de reembolso para pós-graduação, mestrado e línguas, concessão de licenças para  cursos de longa duração, distribuição de opções de ações fazem parte das firmas  mais abertas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ambiente: terno,  tailleur, gravata, meia calça, maquiagem discreta, cabelo curto e pronomes de  tratamento, são comuns em organizações mais formais. Vestimentas confortáveis,  linguajar coloquial, salas amplas e portas abertas são vistas com mais  frequência em lugares mais democráticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes que as  características apresentadas denunciem a empresa na qual você trabalha ou  dirige, vale salientar que não há modelos certos ou errados. Há diversos casos  de sucesso em ambos os extremos do continuum organizacional. O que definirá a  estrutura adotada será o segmento no qual a empresa pertence, o nível de  competição e a maturidade dos competidores. Estruturas orgânicas se assemelham a  setores mais competitivos e inovadores, os quais exigem tempos de resposta mais  rápidos. O mesmo se aplica ao desempenho dos colaboradores.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez exposta à  importância da cultura organizacional na construção dos comportamentos, normas e  valores, só nos resta aguardar a escolha do próximo técnico da seleção  canarinho. As duas últimas edições da Copa demonstraram perfis bastante  distintos de liderança, os quais foram determinantes para moldar o estilo das  seleções. Antagônicos, sugerem que a tática correta talvez seja o jogo pelo meio  e não pelos extremos.</p>


<p>Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/06/cigarra-ou-formiga-a-postura-das-empresas-diante-da-copa-do-mundo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Cigarra ou formiga? A postura das empresas diante da Copa do Mundo'>Cigarra ou formiga? A postura das empresas diante da Copa do Mundo</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/02/o-boom-dos-celulares-as-empresas-estao-preparadas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O boom dos celulares. As empresas estão preparadas?'>O boom dos celulares. As empresas estão preparadas?</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/cultura-organizacional-dos-campos-as-empresas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A lição da Jabulani</title>
		<link>http://www.marcosmorita.com.br/2010/06/a-licao-da-jabulani/</link>
		<comments>http://www.marcosmorita.com.br/2010/06/a-licao-da-jabulani/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 13:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[bola jabulani]]></category>
		<category><![CDATA[jabulani]]></category>
		<category><![CDATA[lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[melhorias]]></category>
		<category><![CDATA[novo produto]]></category>
		<category><![CDATA[produto]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[testes]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcosmorita.com.br/?p=717</guid>
		<description><![CDATA[A FIFA - Federação Internacional de Futebol - assumiu publicamente que realizará testes na contestada e temida Jabulani, logo após o término da Copa. Torcem o goleiro inglês e o argelino, os quais terão um álibi poderoso aos frangos cometidos. O mesmo se aplicará aos atacantes e cobradores oficiais pela falta de pontaria, popularmente conhecida como “pé torto”.


Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/01/2010-em-4ps/' rel='bookmark' title='Permanent Link: 2010 em 4Ps'>2010 em 4Ps</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F06%2Fa-licao-da-jabulani%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F06%2Fa-licao-da-jabulani%2F&amp;source=MarcosMorita&amp;style=normal&amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">A FIFA &#8211; Federação Internacional de  Futebol &#8211; assumiu publicamente que realizará testes na contestada e temida  Jabulani, logo após o término da Copa. Torcem o goleiro inglês e o argelino, os  quais terão um álibi poderoso aos frangos cometidos. O mesmo se aplicará aos  atacantes e cobradores oficiais pela falta de pontaria, popularmente conhecida  como “pé torto”.</p>
<p style="text-align: justify;">Análises prévias, feitas por  laboratórios independentes, demonstraram que a bola é mais esférica e superior  tecnicamente às anteriores, fato que não trouxe benefícios adicionais aos jogos,  muito pelo contrário. Creio que nem o gigante fabricante alemão de materiais  esportivo esperava tanta divulgação negativa, apesar da estratégia de marketing  utilizada para promovê-la. Batizada como “celebrar” no dialeto africano zulu,  repousa em berço esplêndido antes do início de cada partida.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem os mais céticos acreditariam que  não tenha havido verbas para testes de mercado ou em laboratório, comuns antes  de novos lançamentos. Sem entrar no mérito da questão, gostaria de mencionar  algumas técnicas simples, baratas e eficazes para que às micros, pequenas e  médias empresas possam lançar produtos e serviços com segurança mínima de  sucesso, evitando riscos desnecessários e arranhões na imagem de sua  companhia.</p>
<p style="text-align: justify;">As inovações podem ser classificadas  em dois tipos. As radicais, as quais levam a quebra de paradigmas, e as  incrementais, baseadas em melhorias contínuas em um produto ou serviço  existente, através de sugestões ou observações de clientes. O primeiro caso tem  como características um ciclo de maturação mais longo e grandes investimentos em  pesquisa e desenvolvimento. Também exige maiores verbas publicitárias e  promocionais em seu lançamento, além de gastos eventuais com patentes. Bons  exemplos são as drogas desenvolvidas por conglomerados farmacêuticos.  Alternativas possíveis, porém pouco viáveis aos pequenos  empreendedores.</p>
<p style="text-align: justify;">Já as inovações incrementais podem e  devem ser realizadas por empresas de qualquer tamanho e segmento. Serviços de  atendimento ao cliente, pesquisas de satisfação, sugestões de funcionários e  críticas de clientes e fornecedores são fontes inesgotáveis de boas idéias. Para  que transformações ocorram, a empresa deve estar atenta às vozes do mercado e  disposta a colocar em prática as mudanças necessárias. Um novo sabor ou aroma, o  redesenho de um produto, a oferta mais flexível de um serviço. Diversas  estratégias podem ser adotadas para testar as idéias, sem comprometer o  orçamento. Vejamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Grupos de controle: escolha duas  amostras representativas, ou seja, grupos de clientes para os quais as mudanças  serão significativas.  Aplique uma pesquisa prévia, verificando o grau de  satisfação com relação ao item que será modificado. Ofereça o produto ou serviço  melhorado a somente um grupo, deixando o outro com a oferta anterior. Compare ao  final de um período pré-determinado, eventuais aumentos nas vendas ou melhorias  no índice de satisfação. A quantidade de envolvidos e o tempo de duração do  teste dependerão do número de indivíduos afetados, e da extensão ou duração das  mudanças. O mesmo princípio pode ser aplicado a uma área geográfica &#8211; bairro,  cidade ou estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisas qualitativas: faça uma  segmentação dos seus clientes com base nas características mais importantes para  a empresa &#8211; idade, sexo ou renda no caso de pessoas físicas &#8211; faturamento,  segmento de mercado ou nível de serviço, para a opção CNPJ. Monte grupos  homogêneos entre dez e doze pessoas, respeitando a segmentação proposta. Crie um  cenário confortável, deixando os clientes à vontade. Caso necessário, ofereça  incentivos à participação. Estabeleça um pré-roteiro, apresentando a situação  atual e as mudanças propostas. Gere discussão, fazendo perguntas e estimulando a  participação. Se possível, mostre e teste o produto em uma situação real. Simule  e crie protótipos fidedignos. Grave e filme as discussões e reações, desde que  previamente autorizadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho certeza que após escutar seus  clientes e suas necessidades, realizar experiências com grupos de controle e  conduzir pesquisas qualitativas, você e sua empresa terão uma percepção bem mais  acurada das opiniões sobre seu novo produto ou serviço, identificando eventuais  pontos fracos e oportunidades de melhoria.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembre-se que no final do dia, você  será o principal responsável pelo lançamento de uma eventual Jabulani.  Apesar  da quebra de alguns paradigmas e recordes &#8211; o maior número de empates sem gol em  uma só rodada &#8211; Jabulani não pode ser classificada como uma inovação radical,  muito menos incremental. Que digam os novos pernas-de-pau da África do Sul, os  quais ao que tudo indica, não tiveram tempo de testá-la antes da  Copa.</p>


<p>Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/01/2010-em-4ps/' rel='bookmark' title='Permanent Link: 2010 em 4Ps'>2010 em 4Ps</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcosmorita.com.br/2010/06/a-licao-da-jabulani/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O futebol sob a ótica da administração</title>
		<link>http://www.marcosmorita.com.br/2010/06/o-futebol-sob-a-otica-da-administracao/</link>
		<comments>http://www.marcosmorita.com.br/2010/06/o-futebol-sob-a-otica-da-administracao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 18:51:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[administração]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[fifa]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcosmorita.com.br/?p=711</guid>
		<description><![CDATA[Copa do Mundo - É patente o crescente interesse comercial e político na competição, dirigida e controlada pela FIFA - Federação Internacional de Futebol. Para analisá-lo sob o ponto de vista estratégico, utilizarei o modelo das cinco forças de Michael Porter, o qual avalia a atratividade de uma indústria com base no poder de barganha dos seus integrantes. Começarei pelos fornecedores, literalmente os donos da bola.


Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/12/estrategias-empresariais-do-futebol/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Estratégias empresariais do futebol'>Estratégias empresariais do futebol</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/cultura-organizacional-dos-campos-as-empresas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Cultura organizacional: dos campos às empresas'>Cultura organizacional: dos campos às empresas</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F06%2Fo-futebol-sob-a-otica-da-administracao%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F06%2Fo-futebol-sob-a-otica-da-administracao%2F&amp;source=MarcosMorita&amp;style=normal&amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Dizer que a Copa do Mundo é um dos  maiores eventos mundiais, talvez não seja nenhuma novidade, a não ser que você  esteja na Coréia do Norte. Em nosso país, jogo da seleção é dia de festa,  celebração com amigos, folga no trabalho, ruas vazias, camisas amarelas e  cerveja gelada. Entre a paixão brasileira e o desconhecimento coreano, cinco  continentes nos quais centenas de países e milhões de pessoas acompanham de  perto o desenrolar dos jogos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É patente o crescente interesse  comercial e político na competição, dirigida e controlada pela FIFA &#8211; Federação  Internacional de Futebol. Para analisá-lo sob o ponto de vista estratégico,  utilizarei o modelo das cinco forças de Michael Porter, o qual avalia a  atratividade de uma indústria com base no poder de barganha dos seus  integrantes. Começarei pelos fornecedores, literalmente os donos da  bola.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Fornecedores  -</em> É de supor que nos idos dos anos  trinta, quando o futebol era ainda um esporte amador, as próprias seleções eram  responsáveis por seus uniformes. Hoje muita coisa mudou. As cifras para  patrocinar uma equipe, ultrapassam com facilidade a casa das dezenas de milhões  de dólares. Nesta briga de gigantes, tem destaque a americana Nike e a alemã  Adidas. Inglaterra, Brasil, Portugal e Holanda são parceiros da primeira,  enquanto Alemanha, Espanha, Argentina e a anfitriã África do Sul, vestem os  uniformes das três listras. Vinte e duas seleções utilizando uma ou outra marca  e trinta e duas com a controversa Jabulani, reverenciada no início de cada  partida. Devido à concentração, é uma força que deve ser monitorada para que não  aumente ainda mais sua influência e poder de barganha.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Concorrentes  -</em> Ainda que trinta e duas seleções  estejam na disputa do tão famigerado título, poucas na verdade tem condições  reais de levá-lo para casa. A menos que uma grande zebra ocorra, a final deverá  ser disputada entre uma das sete seleções que já levantaram o caneco. Brasil,  Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra. Estas últimas já  desclassificadas ou com sérias dificuldades de seguirem adiante. A despeito da  hegemonia brasileira, a alternância é bastante grande. Esperamos vinte e quatro  anos na fila, período semelhante ao grupo dirigido por Maradona. A possibilidade  de uma ou mais seleções concentrarem os títulos é bastante baixa. Mercados  monopolistas ou oligopolistas tendem a diminuir a competitividade num  determinado setor.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Clientes  -</em> Conforme levantamento da FIFA, a  última edição da Copa na Alemanha foi transmitida para 214 países e territórios  por um contingente de 376 canais. A audiência acumulada durante o evento  ultrapassou a casa dos 26 bilhões de telespectadores, com 700 milhões durante a  final entre Itália e França. Basta olhar ao redor em dia de jogo para verificar  a heterogeneidade da audiência. Brancos, negros, pardos, amarelos, ricos,  pobres, homens, mulheres, adultos e crianças. Fanáticos, apreciadores e  simpatizantes, os quais muitas vezes não sabem a relação entre bandeirinha e  impedimento. Poucos os negócios que podem contar com um público tão cativo e  fiel. Cabe aos dirigentes mantê-la longe de interesses políticos, antiesportivos  ou excessivamente comerciais, tais como realizá-la a cada dois anos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Novos entrantes  -</em> O interesse em participar da  competição pode ser medido pela popularidade das eliminatórias. Nada menos que  duzentas seleções disputaram o torneio de qualificação, envolvendo 5.622  jogadores e 275 técnicos das mais diversas nacionalidades. Quase meia centena de  franceses, holandeses, brasileiros e alemães, repassando os conhecimentos de  escolas consagradas. Dinamarca, Coréia do Sul, Japão e Estados Unidos são alguns  exemplos de equipes em  ascensão. Alguns riscos para a competição estariam no  desbalanceamento das vagas por continente ou no inchaço do torneio, como já  vimos em terras tupiniquins.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Produtos  substitutos -</em> Apesar da paixão dos sul-africanos  pelo rúgbi, franceses pelo ciclismo, indianos pelo críquete e ianques pelas  ligas de basquete e beisebol &#8211; o futebol ou soccer  é o único produto com apelo  global, capaz de competir com marcas locais fortes. Em uma sociedade cada vez  mais sem fronteiras, não tardará o dia em que o mundo usará chuteiras. Sob este  aspecto, a Copa do Mundo não terá produtos substitutos a médio ou longo  prazo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A análise demonstrou um relativo  equilíbrio entre as cinco forças, necessário e imprescindível para a manutenção  do torneio que tanto nos seduz. Em diversas indústrias, o poder de decisão está  nas mãos dos governos e governantes, os quais com suas leis e medidas podem  auxiliar ou até mesmo atrapalhar seu desenvolvimento. No país da bola, este  poder está com a FIFA e seus dirigentes. Desta maneira, sugiro que os  brasileiros apaixonados por futebol acendam duas velas a partir de hoje. Uma  para o hexa e outro para a lucidez de Joseph Blatter, presidente da  entidade.</p>


<p>Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/12/estrategias-empresariais-do-futebol/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Estratégias empresariais do futebol'>Estratégias empresariais do futebol</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/cultura-organizacional-dos-campos-as-empresas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Cultura organizacional: dos campos às empresas'>Cultura organizacional: dos campos às empresas</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcosmorita.com.br/2010/06/o-futebol-sob-a-otica-da-administracao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cigarra ou formiga? A postura das empresas diante da Copa do Mundo</title>
		<link>http://www.marcosmorita.com.br/2010/06/cigarra-ou-formiga-a-postura-das-empresas-diante-da-copa-do-mundo/</link>
		<comments>http://www.marcosmorita.com.br/2010/06/cigarra-ou-formiga-a-postura-das-empresas-diante-da-copa-do-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 17:19:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[empresas]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[rentabilidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcosmorita.com.br/?p=695</guid>
		<description><![CDATA[Os dias para o início da copa do mundo na África do Sul podem agora ser contados em horas. Apesar da expectativa, no cenário empresarial brasileiro nem todos têm motivos para celebrar ou estarem otimistas. Analisando de forma estratégica, as empresas, com raras exceções, estão comemorando essa paralisação nacional.


Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/cultura-organizacional-dos-campos-as-empresas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Cultura organizacional: dos campos às empresas'>Cultura organizacional: dos campos às empresas</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/11/estrategias-empresariais-diante-da-nova-gripe/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Estratégias empresariais diante da nova gripe'>Estratégias empresariais diante da nova gripe</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/11/jbs-friboi-o-brasil-para-o-mundo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: JBS-Friboi: O Brasil para o mundo'>JBS-Friboi: O Brasil para o mundo</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F06%2Fcigarra-ou-formiga-a-postura-das-empresas-diante-da-copa-do-mundo%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F06%2Fcigarra-ou-formiga-a-postura-das-empresas-diante-da-copa-do-mundo%2F&amp;source=MarcosMorita&amp;style=normal&amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Os dias  para o início da copa do mundo na África do Sul podem agora ser contados  em horas.  Apesar da expectativa, no cenário empresarial brasileiro nem  todos têm motivos para celebrar ou estarem otimistas. Analisando de forma  estratégica, as empresas, com raras exceções, estão comemorando essa paralisação  nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Eufóricos estão os  proprietários de bares, restaurantes, fabricantes de cerveja e badulaques, assim  como os vendedores ambulantes, fantasiados de verde e amarelo. Também comemoram  por antecedência fabricantes de projetores, televisores, materiais esportivos e  álbum de figurinhas &#8211; diga-se de passagem, o grande viral do torneio até o  momento. Para estes, o ano já terminou, uma vez que as metas anuais já foram em  grande parte atingidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, para  grande parte dos empresários e executivos, o período é de vendas em baixa e  colaboradores concentrados no hexacampeonato. No país do futebol, mês de copa é  sinônimo de falta de concentração, dias parados e olho na telinha, embora sempre  haja mal-humorados de plantão, os quais praguejam a cada quatro anos sobre os  absurdos dos horários reduzidos em repartições públicas, empresas e  bancos.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar das discussões  filosóficas, o fato é que o Brasil irá parar durante noventa minutos, pelo  menos. Adicione mais noventa nas grandes capitais para o trânsito pré-jogo e  cento e vinte após o apito final em caso de vitória. Feitas as contas, estes  dias estarão literalmente perdidos. O que espero, aconteça apenas com o  expediente.</p>
<p style="text-align: justify;">A previsibilidade  deste cenário é tão certa quanto à pasmaceira na quarta-feira de cinzas, os  plantões entre o Natal e o Ano Novo e as secretárias eletrônicas atuantes nos  primeiros dias de janeiro. Neste ambiente, as empresas podem ser divididas em  dois grupos: formigas ou cigarras, como na velha  fábula.</p>
<p style="text-align: justify;">As empresas do tipo  formiga &#8211; creio a minoria &#8211; planejam com antecedência, aproveitando a temática  da copa. Ofertas e ações promocionais envolvendo clientes, parceiros,  fornecedores e colaboradores internos, as quais bem montadas e arquitetadas,  compensam eventuais perdas com os dias de bola rolando, em última análise o  objetivo de tais investimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Precavidas, adéquam  também seus estoques ao menor giro de vendas, antecipam faturamentos a  distribuidores e clientes, renegociam entregas com fornecedores e compensam as  horas dos jogos no calendário anual &#8211; dois jogos para os pessimistas e cinco  para os mais otimistas, excluindo-se os finais de  semana.</p>
<p style="text-align: justify;">O desespero irá tomar  conta &#8211; à medida que a copa se aproxime &#8211; das empresas do tipo cigarra, as quais  despreocupadas cantarolaram durante o outono. Infelizmente há pouco o que se  fazer para melhorar sua situação. Aviso que as condições climáticas podem ser  bastante desfavoráveis nas próximas semanas: estoques altos, contas a pagar e  pedidos a receber. Junte agora faturamento em queda. Nestas situações talvez  o melhor seja aguardar o inverno passar.</p>
<p style="text-align: justify;">Caso decida  renegociar, sugiro que verifique o perfil dos seus parceiros &#8211; fornecedores,  clientes &#8211; e também concorrentes. Tome cuidado caso se enquadrem na categoria  formiga. Além de atrapalhá-los na hora do jogo, sua pressa e afobação em fazer  negócios de última hora podem demonstrar falta de organização e  controle.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, nem tudo está  perdido. Assuma os prejuízos de sua postura cigarra em seu fluxo de caixa,  agregando sua equipe em torno de um objetivo comum. Crie uma campanha interna,  disponibilize telões nos dias dos jogos no período matutino e dispense seus  funcionários nas partidas vespertinas.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez seja visto como  um empresário ou executivo do tipo formiga &#8211; pelo menos por seus colaboradores.  E que a lição não seja esquecida daqui a quatro anos, quando a copa será  disputada em solo brasileiro. Isto é, se os governantes tupiniquins não  continuarem a adotar a postura avestruz &#8211; escondendo a cabeça como se nada  estivesse acontecendo &#8211; apresentada até o momento. O que estará em jogo neste  caso será a imagem do país, a qual estará eternamente comprometida, caso o  estilo cigarra prevaleça.</p>


<p>Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/cultura-organizacional-dos-campos-as-empresas/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Cultura organizacional: dos campos às empresas'>Cultura organizacional: dos campos às empresas</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/11/estrategias-empresariais-diante-da-nova-gripe/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Estratégias empresariais diante da nova gripe'>Estratégias empresariais diante da nova gripe</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/11/jbs-friboi-o-brasil-para-o-mundo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: JBS-Friboi: O Brasil para o mundo'>JBS-Friboi: O Brasil para o mundo</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcosmorita.com.br/2010/06/cigarra-ou-formiga-a-postura-das-empresas-diante-da-copa-do-mundo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Star Alliance: em vez de concorrentes, aliados</title>
		<link>http://www.marcosmorita.com.br/2010/05/star-alliance-em-vez-de-concorrentes-aliados/</link>
		<comments>http://www.marcosmorita.com.br/2010/05/star-alliance-em-vez-de-concorrentes-aliados/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 24 May 2010 16:57:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[aliados]]></category>
		<category><![CDATA[aviação]]></category>
		<category><![CDATA[concorrência]]></category>
		<category><![CDATA[concorrente]]></category>
		<category><![CDATA[fatia do mercado]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[parceria]]></category>
		<category><![CDATA[star alliance]]></category>
		<category><![CDATA[tam]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcosmorita.com.br/?p=690</guid>
		<description><![CDATA[A TAM comemorou em grande estilo sua entrada na Star Alliance, aliança composta por vinte e sete empresas aéreas. Fundada em 1997, teve como primeiros parceiros Air Canada, Lufthansa, Scandinavian Airlines System (SAS), Thai Airways International e United Airlines.


Não há artigos relacionados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F05%2Fstar-alliance-em-vez-de-concorrentes-aliados%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F05%2Fstar-alliance-em-vez-de-concorrentes-aliados%2F&amp;source=MarcosMorita&amp;style=normal&amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">A TAM comemorou em grande estilo sua  entrada na Star Alliance, aliança composta por vinte e sete empresas aéreas.  Fundada em 1997, teve como primeiros parceiros Air Canada, Lufthansa,  Scandinavian Airlines System (SAS), Thai Airways International e United  Airlines.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O motivo de tamanha cobiça pode ser  expresso em números.  Mais de mil aeroportos, quatro mil aeronaves e meio bilhão de  passageiros transportados anualmente, atendendo quase duas centenas de países.  Empresas concorrentes fundaram a One World e Sky Team, as quais em conjunto têm  aproximadamente o mesmo número de aeronaves da  pioneira.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A empresa brasileira espera obter  uma receita adicional de U$ 60 milhões no primeiro ano, fruto dos acordos de  cooperação ou <em>codeshare</em>, através  dos quais transportará passageiros cujos bilhetes tenham sido emitidos por  membros da aliança e vice-versa. Múltiplos destinos, passageiros adicionais e  visibilidade são alguns dos benefícios. Importante mencionar o caráter regional,  haja vista será a única companhia da América Latina, após a saída da Mexicana em  2004 e da gloriosa Varig em 2007.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Num mundo cada vez mais globalizado  e competitivo, inúmeras empresas têm optado por estratégias de cooperação para  poderem crescer, reduzirem riscos e penetrarem em novos mercados. Os autores  Adam Bradenburger e Barry Nalebuff exploraram o tema em seu livro,  sugestivamente chamado de <em>Coopetiton:  A Revolution Mindset That Combines Competition and Cooperation</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Há três tipos de alianças: (i) sem  participação acionária, (ii) estratégica acionária e (iii) <em>joint ventures</em>, as quais possuem  diferentes graus de comprometimento por parte dos parceiros. O primeiro modelo  prevê acordos contratuais, porém sem compartilhamento do capital social. Sócios  com diferentes percentuais na empresa são característicos do segundo tipo. A  abertura de uma nova firma independente, combinado partes dos ativos dos  envolvidos é característica das <em>joint  ventures</em>. O acordo assinado pela TAM se enquadra no primeiro  tipo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Diversas razões podem impulsionar  empresas à cooperação. Acessar um mercado restrito, aumentar o poder de  negociação, reunir recursos para grandes projetos, aprender novas técnicas de  gestão, acelerar o desenvolvimento de novos produtos, manterem a liderança de  mercado, formar um padrão tecnológico e compartilhar incertezas em mercados de  ciclo rápido são alguns exemplos. Empresas brasileiras têm utilizado estas  modalidades em suas estratégias de internacionalização, compartilhando despesas  e reduzindo incertezas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">As alianças de Sky Team, One World e  Star Alliance podem ser categorizadas como estratégias cooperativas em rede:  ações postas em prática por um grupo de firmas inter-relacionadas e comparáveis  para servir aos interesses de todos os sócios. Para que uma rede possa ter  sucesso, algumas questões devem ser analisadas em profundidade: (a) números de  participantes, (b) abordagens para minimizar conflitos, (c) administração e (d)  intenção estratégica, evitando-se o risco tentador dos acordos implícitos ou  colusões tácitas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Sem embargo, alianças estratégicas  podem ser maléficas aos consumidores nos casos de acordos ou colusões, quando  diversas firmas de uma indústria cooperam para reduzir a produção industrial  abaixo do nível competitivo potencial, aumentando os preços. Esta estratégia é  bastante comum no caso dos produtores de petróleo e em fusões e aquisições de  mercados concentrados.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Festa com direito a astronauta da  Apollo 11 e <em>Flying to the Moon</em>,  de Frank Sinatra, além de duas aeronaves pintadas com a identidade visual da  aliança (uma estrela de cinco pontas) representando os fundadores. Talvez um  pouco exagerado, mas considerando-se as oportunidades vindouras em 2014 e 2016,  fazer parte deste acordo é motivo de celebração. Que este não seja apenas o  prenúncio de uma nova estrela brasileira no céu azul, anunciando de norte a sul.</p>


<p>Não há artigos relacionados.</p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcosmorita.com.br/2010/05/star-alliance-em-vez-de-concorrentes-aliados/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tudo em nome do preço baixo: os impactos do low cost</title>
		<link>http://www.marcosmorita.com.br/2010/05/tudo-em-nome-do-preco-baixo-os-impactos-do-low-cost/</link>
		<comments>http://www.marcosmorita.com.br/2010/05/tudo-em-nome-do-preco-baixo-os-impactos-do-low-cost/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 May 2010 14:46:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[anac]]></category>
		<category><![CDATA[check-in]]></category>
		<category><![CDATA[companhias aéreas]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[embarque]]></category>
		<category><![CDATA[gol]]></category>
		<category><![CDATA[low cost]]></category>
		<category><![CDATA[low fare]]></category>
		<category><![CDATA[preços]]></category>
		<category><![CDATA[ryanair]]></category>
		<category><![CDATA[serviços]]></category>
		<category><![CDATA[tam]]></category>
		<category><![CDATA[transbrasil]]></category>
		<category><![CDATA[vulcão islandês]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcosmorita.com.br/?p=685</guid>
		<description><![CDATA[A ENAC - Agência Nacional de Aviação Civil da Itália - órgão similar à ANAC brasileira, multou a empresa aérea Ryanair em três milhões de euros por não prestar assistência aos passageiros durante caos ocorrido nos aeroportos europeus no mês passado, consequência da erupção do vulcão islandês. Acomodações e refeições não foram oferecidas àqueles que tiveram seus vôos cancelados, obrigatórios conforme leis locais. A despeito das penalidades e das noites mal dormidas na sala de embarque, vale salientar que a companhia irlandesa tem seus negócios baseados na filosofia low fare, low cost, em suma, oferecer serviços básicos pelo menor preço possível.


Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/10/o-preco-do-luxo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O preço do luxo'>O preço do luxo</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F05%2Ftudo-em-nome-do-preco-baixo-os-impactos-do-low-cost%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F05%2Ftudo-em-nome-do-preco-baixo-os-impactos-do-low-cost%2F&amp;source=MarcosMorita&amp;style=normal&amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">A ENAC &#8211; Agência Nacional de Aviação  Civil da Itália &#8211; órgão similar à ANAC brasileira, multou a empresa aérea  Ryanair em três milhões de euros por não prestar assistência aos passageiros  durante caos ocorrido nos aeroportos europeus no mês passado, consequência da  erupção do vulcão islandês. Acomodações e refeições não foram oferecidas àqueles  que tiveram seus vôos cancelados, obrigatórios conforme leis locais. A despeito  das penalidades e das noites mal dormidas na sala de embarque, vale salientar  que a companhia irlandesa tem seus negócios baseados na filosofia <em>low fare, low cost</em>, em suma, oferecer  serviços básicos pelo menor preço possível.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta estratégia, surgida em meados  dos anos setenta através da congênere americana Southwest Airlines, propagou-se  com extrema rapidez pelos diversos continentes. Sua visão, missão, mantra e  obsessão, estão no corte de custos, por mais incomuns que possam parecer a  princípio.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Em nome de preços baixos, aprendemos  a fazer <em>check-in</em>, carregar malas,  contorcer-nos em espaços exíguos e degustar barras de cereais. Áureos tempos de  mordomias, serviço de bordo, lanches quentes, refeições saborosas, jornais do  dia e lenços umedecidos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Cada vez mais raros, podem ser  encontrados nas classes executivas das companhias sobreviventes. Varig,  Transbrasil e Vasp, ex-proprietárias da ponte-aérea, sucumbiram-se aos novos  tempos de mercado desregulamentado e de baixas tarifas &#8211; base da vantagem  competitiva de empresas como Gol, Web Jet e mais recentemente, a  Azul.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vejamos como funciona a mentalidade  de uma companhia com foco em  custos. Ao solicitar que os passageiros façam o <em>check-in</em>, diminuem a quantidade de  funcionários necessários nos balcões de atendimento. Oferecer barras de cereais  ao invés de refeições quentes reduz os custos logísticos com serviços  terceirizados de <em>catering</em> e o  peso em vôo, minimizando o consumo de combustível. Solicitar que os passageiros  joguem o lixo gerado antes da aterrissagem evita os custos com limpeza e  antecipa a próxima decolagem, abreviando o tempo em solo. Avião parado na pista é  sinônimo de desperdício.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Completam o cenário, frotas modernas  e homogêneas. Aeronaves novas e similares requerem menores custos com  manutenção, estoque de peças de reposição e treinamento de pilotos. A Ryanair  consegue ir além, cobrando por malas despachadas, comidas e bebidas consumidas a  bordo, executando ao extremo sua doutrina. O velho ditado de que <em>não existe almoço grátis</em> é levado ao pé da  letra.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Outro setor que se enveredou por  esta estratégia foram os hotéis. Diversas redes ampliaram seu portfólio, criando  marcas e soluções econômicas. Em seus saguões é comum ver hóspedes carregando  malas, acessando notebooks, comprando refrigerantes em máquinas automáticas e  fazendo ligações em telefones públicos. Em seus quartos, instalações espartanas  somente com o necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Serviços de quarto, lavanderia,  áreas de lazer, piscinas, saunas e monitores podem ser encontrados em catálogos  dos hotéis da rede. Conseguem, desta maneira, reduzir gastos com pessoal,  manutenção e infra-estrutura, principais custos deste tipo de estabelecimento.  Aos marinheiros de primeira viagem sugiro cuidado, haja vista que grande parte  dos serviços é considerada adicional e não obstante, realizados pelo próprio  cliente &#8211; acesso a internet, café da manhã, preparo de comidas e bebidas, desde  que claro, pagos antecipadamente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Posicionados corretamente na matriz  estratégica de Michael Porter como baixo custo, crescem pela disciplina e foco  com que conduzem seus negócios. Oportunidades externas, tais como a crise  financeira mundial, o crescimento dos países emergentes e o ingresso de novos  usuários têm favorecido este tipo de negócio. Ameaças também existem em todas as  direções, podendo às vezes vir de cima, como é o caso do Eyjafjallajokull.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Basta saber quem irá pagar a conta,  afinal a estadia em um hotel, mesmo que econômico, poderá custar diversas vezes  o valor da passagem. Há o sério risco de o molho custar mais que o  prato.</p>


<p>Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/10/o-preco-do-luxo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: O preço do luxo'>O preço do luxo</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcosmorita.com.br/2010/05/tudo-em-nome-do-preco-baixo-os-impactos-do-low-cost/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Novo Fiat Mille: as estratégias das montadoras</title>
		<link>http://www.marcosmorita.com.br/2010/05/novo-fiat-mille-as-estrategias-das-montadoras/</link>
		<comments>http://www.marcosmorita.com.br/2010/05/novo-fiat-mille-as-estrategias-das-montadoras/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 May 2010 12:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcosmorita.com.br/?p=680</guid>
		<description><![CDATA[A Fiat acaba de apresentar sua nova versão do já desgastado Uno Mille. Barato e econômico como todo Uno deve ser, terá design moderno e arredondado, aposentando o velho aspecto de bota ortopédica. 


Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/01/braskem-e-quattor-o-novo-cenario-petroquimico/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Braskem e Quattor: o novo cenário petroquímico'>Braskem e Quattor: o novo cenário petroquímico</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/11/estrategias-empresariais-diante-da-nova-gripe/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Estratégias empresariais diante da nova gripe'>Estratégias empresariais diante da nova gripe</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/12/estrategias-empresariais-do-futebol/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Estratégias empresariais do futebol'>Estratégias empresariais do futebol</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F05%2Fnovo-fiat-mille-as-estrategias-das-montadoras%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F05%2Fnovo-fiat-mille-as-estrategias-das-montadoras%2F&amp;source=MarcosMorita&amp;style=normal&amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">A Fiat acaba de apresentar sua nova  versão do já desgastado Uno Mille. Barato e econômico como todo Uno deve ser,  terá design moderno e arredondado, aposentando o velho aspecto de bota  ortopédica. Assistimos também nas últimas semanas, o relançamento do persistente  Corsa Classic, adorado por taxistas e policiais militares de todo país. Antigos  e ultrapassados, porém confiáveis e bastante rentáveis às montadoras.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos pilares que sustenta esta  estratégia da indústria automobilística está relacionado ao ciclo de vida do  produto. O conceito, bastante utilizado pelos profissionais de marketing,  apregoa que todo produto apresenta quatro fases durante sua vida útil: (a)  introdução, (b) crescimento, (c) maturidade e (d) declínio. Creio que já tenha  posicionado mentalmente os veículos supra mencionados. Vejamos as  particularidades da introdução.</p>
<p style="text-align: justify;">As inovações são suas principais  características. Quebras de paradigmas, abertura de novos mercados e  oportunidades. Acompanhe as mudanças na forma de escutar suas músicas  preferidas. Antigas lojas de discos substituídas por conexões de banda larga e  arquivos digitais. Novos formatos, concorrentes e modelos de negócio. São  peculiares nesta fase retornos financeiros negativos, consequência dos altos  investimentos em publicidade e baixos níveis de vendas. Não obstante, essenciais  para a criação de vantagens competitivas  sustentáveis.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O próximo estágio, conhecido como  crescimento, apresenta curvas de vendas acentuadas, resultado direto da  divulgação e disponibilidade dos produtos e serviços nos pontos de venda. Uma  das tentações que deve ser evitada nesta etapa é a diminuição dos gastos  em marketing.  Atitude equivocada. Seria como cortar o combustível de um avião  em plena decolagem. A despeito do maior fluxo de entradas, a posição de caixa em  geral é neutra, para desespero dos gerentes  financeiros.</p>
<p style="text-align: justify;">A maturidade é reservada aos  produtos e serviços que conseguiram ultrapassar as fases anteriores, haja vista  muitos morrem pelo caminho. Vendas recorrentes, clientes cativos e mercados  consolidados se unem à eficiência e baixos custos &#8211; resultado de equipamentos e  linhas de produção amortizadas e curvas de aprendizagem estáveis. Patamares  importantes de faturamento e lucratividade, aliados a despesas decrescentes em  divulgação criam verdadeiras vacas leiteiras &#8211; produtos maduros com alta  rentabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A fase derradeira ou declínio pode  ocorrer por inúmeras razões. Queda do mercado, desinteresse dos usuários ou  obsolescência dos produtos. As empresas podem optar por tirá-los de seu  portfólio ou renová-los &#8211; acrescentando novas características, mudanças  estéticas ou funcionais &#8211; prolongando sua maturidade e esticando seu ciclo de  vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Os queridos velhinhos e suas  incontáveis gerações comprovam a preferência das montadoras aqui instaladas pela  segunda opção. Creio que também teria dificuldades em matar minha vaca leiteira,  caso tivesse que tomar esta difícil decisão. Porém, utilizaria parte destas  receitas adicionais para lançar produtos inovadores, diferentes, provocantes e  diferenciados, não apenas mudanças sutis de versões, tamanhos e preços,  oferecendo sempre mais do mesmo.</p>


<p>Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/01/braskem-e-quattor-o-novo-cenario-petroquimico/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Braskem e Quattor: o novo cenário petroquímico'>Braskem e Quattor: o novo cenário petroquímico</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/11/estrategias-empresariais-diante-da-nova-gripe/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Estratégias empresariais diante da nova gripe'>Estratégias empresariais diante da nova gripe</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/12/estrategias-empresariais-do-futebol/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Estratégias empresariais do futebol'>Estratégias empresariais do futebol</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcosmorita.com.br/2010/05/novo-fiat-mille-as-estrategias-das-montadoras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pão de Açúcar e Casas Bahia: os bastidores de uma fusão</title>
		<link>http://www.marcosmorita.com.br/2010/04/pao-de-acucar-e-casas-bahia-os-bastidores-de-uma-fusao/</link>
		<comments>http://www.marcosmorita.com.br/2010/04/pao-de-acucar-e-casas-bahia-os-bastidores-de-uma-fusao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 17:41:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[fusão]]></category>
		<category><![CDATA[incerteza]]></category>
		<category><![CDATA[pão de açucar e casas bahia]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.marcosmorita.com.br/?p=665</guid>
		<description><![CDATA[A última semana foi marcada pela incerteza no setor de varejo. O gigante formado em dezembro entre Pão de Açúcar e Casas Bahia pode estar com seus dias contados. A queda de braço da família Klein, insatisfeita com as condições da carta de intenção, colocam em xeque o empresário Abílio Diniz. Perda de credibilidade junto aos sócios franceses e queda no preço das ações do grupo são as consequências mais previsíveis.


Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/12/pao-de-acucar-e-casas-bahia-mudancas-no-cenario-brasileiro/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Pão de Açúcar e Casas Bahia: mudanças no cenário brasileiro'>Pão de Açúcar e Casas Bahia: mudanças no cenário brasileiro</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/11/a-humanizacao-na-cana-de-acucar/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A humanização na cana-de-açúcar'>A humanização na cana-de-açúcar</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/04/insinuante-e-ricardo-eletro-a-nova-ordem-do-varejo-brasileiro/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Insinuante e Ricardo Eletro: a nova ordem do varejo brasileiro'>Insinuante e Ricardo Eletro: a nova ordem do varejo brasileiro</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F04%2Fpao-de-acucar-e-casas-bahia-os-bastidores-de-uma-fusao%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.marcosmorita.com.br%2F2010%2F04%2Fpao-de-acucar-e-casas-bahia-os-bastidores-de-uma-fusao%2F&amp;source=MarcosMorita&amp;style=normal&amp;service=bit.ly" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">A última semana foi marcada pela  incerteza no setor de varejo. O gigante formado em dezembro entre Pão de Açúcar  e Casas Bahia pode estar com seus dias contados. A queda de braço da família  Klein, insatisfeita com as condições da carta de intenção, colocam em xeque o  empresário Abílio Diniz. Perda de credibilidade junto aos sócios franceses e  queda no preço das ações do grupo são as consequências mais  previsíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">O impasse  demonstra um ângulo pouco divulgado das fusões e aquisições, a conturbada fase  pós compra &#8211; responsável em grande parte pelo fracasso dos novos conglomerados.  Jornais e revistas preferem apresentar em suas manchetes a face mais glamorosa.  Investimentos e valores envolvidos, perfil dos empreendedores, novas fortunas e  bastidores da negociação. Interessantes, geram curiosidade e vendas adicionais  aos veículos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os  profissionais mais experientes &#8211; aqueles cuja foto da carteira de trabalho é uma  vaga lembrança &#8211; sabem que uma empresa nunca é igual à outra. As combinações são  quase infinitas. Utilizemos as classificações por tamanho, nacionalidade e  estrutura societária. Grandes ou pequenas, brasileiras ou multinacionais,  familiares ou abertas. Tentar decifrá-las é tarefa que só se consegue após algum  tempo, convivendo dia após dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas têm  estruturas mais orgânicas. Ambientes abertos, sem salas fechadas ou formalidades  entre os colaboradores. Linguajar coloquial e roupas mais despojadas,  refeitórios compartilhados entre diretores e estagiários e decisões  compartilhadas. Horários flexíveis, políticas de <em>home office</em> e modernas ferramentas de  trabalho a disposição, como notebooks e smartphones.</p>
<p style="text-align: justify;">Outras, por  sua vez, têm estruturas que mais se assemelham às forças armadas. Promoções por  tempo de serviço, respeito aos cargos e a hierarquia, vocabulário formal e  respeitoso. Terno e gravata, <em>tailleur</em> e salto alto são os padrões  vigentes. Horários pré-determinados, salas fechadas e divisões físicas entre a  alta hierarquia e os subordinados.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar das  diferenças, não existe relação entre tipos de estruturas e resultados obtidos  pelas organizações.  Assim como não há empresas iguais, existem profissionais  que melhor se adaptam a descrições de cargo mais rígidas, enquanto outros  preferem liberdade e autonomia. Encontrar esta identificação é meio caminho para  o sucesso profissional.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o passar  dos anos, a cultura da empresa permeia o indivíduo, criando uma relação de  simbiose entre ambos. Vestimenta, perfil, linguajar e comportamento enviam  pistas sobre a empresa contratante, antes mesmo de visualizarmos seu crachá.</p>
<p style="text-align: justify;">Coloque  agora num mesmo caldeirão empresas com estruturas orgânicas e hierárquicas,  resultantes de fusões e aquisições. A dicotomia entre informalidade e  formalidade, respeito à hierarquia e valor as competências, horários flexíveis e  cartões de ponto, qualidade de vida e cumprimento de metas de curtíssimo prazo  traz insegurança, desmotivação e resistência por parte dos envolvidos. Sonegação  de informações, boicotes e formação de feudos são algumas das consequências.</p>
<p style="text-align: justify;">Incerto  ainda são os próximos capítulos da trama Pão de Açúcar e Casas Bahia, os quais  ocorrerão nos bastidores em  São Caetano do Sul ou na Avenida Brigadeiro Luis Antônio,  em São Paulo.  Prever seu resultado é incerto e prematuro. Todavia afirmo que  em caso de final feliz, o trabalho para a consolidação do novo gigante terá  apenas começado, apesar dos apertos de mão, sorrisos e discursos publicados pela  mídia.</p>


<p>Artigos Relacionados:<ol><li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/12/pao-de-acucar-e-casas-bahia-mudancas-no-cenario-brasileiro/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Pão de Açúcar e Casas Bahia: mudanças no cenário brasileiro'>Pão de Açúcar e Casas Bahia: mudanças no cenário brasileiro</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2009/11/a-humanizacao-na-cana-de-acucar/' rel='bookmark' title='Permanent Link: A humanização na cana-de-açúcar'>A humanização na cana-de-açúcar</a></li>
<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/04/insinuante-e-ricardo-eletro-a-nova-ordem-do-varejo-brasileiro/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Insinuante e Ricardo Eletro: a nova ordem do varejo brasileiro'>Insinuante e Ricardo Eletro: a nova ordem do varejo brasileiro</a></li>
</ol></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.marcosmorita.com.br/2010/04/pao-de-acucar-e-casas-bahia-os-bastidores-de-uma-fusao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
