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	<title>Marcos Morita - Educação Corporativa &#187; Todos</title>
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	<description>Site para apresentacão e discussão de teorias sobre estratégias empresariais aplicadas ao dia-a-dia das empresas. Dirigido a empresários, executivos e estudantes.</description>
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		<title>A febre do fast-food: como melhorar o atendimento no setor</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 18:03:03 +0000</pubDate>
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Gostaria de comentar sobre um assunto presente no dia a dia de milhões de trabalhadores das médias e grandes cidades, as praças de alimentação. Presentes em hipermercados, galerias e principalmente em shoppings centers, em geral as lojas franqueadas servem de comida árabe à vietnamita, para os mais variados gostos e bolsos. Conforme dados da Associação [...]


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<p>Gostaria de comentar sobre um assunto presente no dia a dia de milhões de trabalhadores das médias e grandes cidades, as praças de alimentação. Presentes em hipermercados, galerias e principalmente em shoppings centers, em geral as lojas franqueadas servem de comida árabe à vietnamita, para os mais variados gostos e bolsos. Conforme dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), no período entre 2001 e 2010, houve um crescimento de 201% no número de lojas do setor.</p>
<p>Sempre achei que o segmento encontrava-se saturado, porém deparei-me com algumas opções interessantes nos últimos tempos. Hambúrgueres gourmet com molhos e acompanhamentos franceses e italianos e propostas asiáticas que vão além do Yakisoba. Como professor de marketing de serviços, meu foco não será gastronômico, mas de que maneira estas redes podem melhorar o atendimento, o que, diga-se de passagem, está longe do ideal.</p>
<p>O setor de serviços apresenta algumas dificuldades adicionais com relação à venda de bens, dentre elas a perecibilidade, ou seja, a impossibilidade de se estocar, comercializando o excedente em momentos de alta demanda. Imagine como seria a venda de materiais escolares em janeiro, chocolates na páscoa ou brinquedos no dia das crianças, caso não houvesse estoques reguladores. Já para um hotel ou empresa aérea, um quarto desocupado ou um assento livre nunca mais serão recuperados.</p>
<p>Adicione agora a limitação de tempo no horário do almoço. Está criado o cenário de guerra, característico das praças de alimentação. Como numa batalha, a briga por mesas acontece antes mesmo da chegada da comida. Há sempre um escolhido para reservar a mesa, o qual tem na ponta da língua a resposta: “tem gente”, proferido àqueles de boa fé que acreditam que o número de mesas é suficiente para atender a demanda. Vejamos algumas táticas disponíveis para a perecibilidade, as quais são classificadas entre demanda e oferta.</p>
<p>Estratégias de demanda: utilizadas em momentos em que a demanda é superior à capacidade máxima do sistema, o que ocorre nos horários de pico.</p>
<p>Fixação de preços especiais: promover preços menores fora dos horários ou épocas de pico é uma estratégia bastante utilizada em hotéis, empresas aéreas e até cinemas, porém pouco presente no segmento de fast-food.</p>
<p>Padronização: a montagem de combos e as ofertas do dia ajudam a diminuir a variabilidade, possibilitando a criação de estoques na fase de preparação e montagem. Anotar os pedidos na fila também auxilia esta estratégia, diminuindo o tempo na boca do caixa. A rede dos arcos dourados utiliza estas ações em suas lanchonetes, educando os consumidores a pedir pelo número ou a cantar os ingredientes de seu sanduíche mais vendido.</p>
<p>Sistema de reservas: utilizado de salões de beleza a consultórios médicos, porém pouco aplicáveis a restaurantes fast-food, devido às características destes negócios.</p>
<p>Estratégias de oferta: similares às de demanda. Alguns exemplos são a utilização de funcionários de meio expediente e o aumento da participação do cliente no processo. Incomum ao segmento de fast-food, é realidade em serviços bancários há bastante tempo, no qual a presença do auto-atendimento e internet banking são cada vez mais frequentes.</p>
<p>A prática tem demonstrado que nem todas as teorias de serviços podem ser aplicadas às redes de fast-food, o que demonstra que dificilmente as praças de alimentação irão se tornar um local agradável entre meio-dia e uma hora da tarde. Felizmente algumas redes têm diminuído este sofrimento, oferecendo opções que vão além do número um, dois ou três. Já a educação dos frequentadores talvez demore um pouco mais, uma vez que as teorias envolvidas ultrapassam o comportamento do consumidor estudado pelo marketing.</p>


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		<title>Kodak: as ameaças de um negócio</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 13:52:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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A centenária Kodak, outrora líder inconteste do mercado fotográfico, pediu concordata na semana passada com o objetivo de sanar uma dívida de quase sete bilhões de dólares. Vítima do próprio sucesso, não conseguiu realinhar seu modelo de negócios, sucumbindo à tecnologia digital. Apesar dos esforços no lançamento de novos produtos, venda de ativos e corte [...]


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<p>A centenária Kodak, outrora líder inconteste do mercado fotográfico, pediu concordata na semana passada com o objetivo de sanar uma dívida de quase sete bilhões de dólares. Vítima do próprio sucesso, não conseguiu realinhar seu modelo de negócios, sucumbindo à tecnologia digital. Apesar dos esforços no lançamento de novos produtos, venda de ativos e corte de despesas, o fato é que sua imagem está e sempre estará ligada a fotografia analógica, tal como conheceram os amantes da fita cassete, do vinil e do rádio de gaveta.</p>
<p>Uma época mais romântica, a qual começava com a escolha da marca do filme, número de poses &#8211; 12, 24 ou 36 &#8211; assim como a asa para os mais entendidos. Inseri-lo na máquina exigia também certa habilidade. Em uma viagem, não raro tínhamos que procurar pontos de venda de filmes, quase tão banais quanto encontrar cigarros. A primeira missão na volta era revelá-los, cuja empolgação era quase igual a do embarque. Enfim o grande dia, reunir a turma para rir e compartilhar os bons momentos vividos.<br />
Em todas as etapas, desde a compra do filme, revelação e impressão das fotos, a marca Kodak estava presente. Seu domínio e verticalização era tamanho, que acredito poucos consigam citar o nome de mais de um concorrente. Centenas de milhares de funcionários envolvidos nesta operação, nos mais diversos departamentos e unidades de negócios, às vezes por décadas, em todo o globo. Para estes indivíduos, acreditar no fim da fotografia como conheceram era algo insano, assim como apregoou Theodore Levitt em seu artigo: miopia de marketing, sobre os magnatas das ferrovias, os quais nunca imaginaram que seus brinquedos pudessem ser ultrapassados por outros meios de transporte.<br />
O planejamento tem algumas ferramentas, as quais podem ser utilizadas para a análise de cenários, dentre as quais trago a matriz de incertezas estratégicas, a qual categoriza em quatro quadrantes os riscos futuros, classificando-os conforme seu impacto e probabilidade de ocorrência. Vejamos, começando do menor para o maior, concentrando-se naqueles com alto impacto.<br />
Baixa probabilidade e impacto: devem ser monitorados periodicamente pela empresa, porém sem maiores investimentos.</p>
<p>Alta probabilidade e baixo impacto: além do monitoramento, uma análise mais profunda deve ser necessária, porém sem necessidade de implementá-las.</p>
<p>Baixa probabilidade e alto impacto: monitoramento, análises e estratégias de contingência devem ser desenvolvidos. O setor de turismo e o real valorizado, assim como as exportações de commodities e o crescimento da China, talvez ainda aproveitem de longos períodos de bonança, porém serão seriamente impactados, em caso de mudanças macroeconômicas mais severas.</p>
<p>Alta probabilidade e alto impacto: além das ações anteriores, estratégias de reação e criação de forças-tarefa podem ser necessárias. Software livre, computação em nuvem, smartphones, aplicativos e desenvolvedores estão mexendo com a Micosoft, a qual apesar do monopólio do Windows, corre para reduzir o atraso nestas tecnologias. Quem esteve em uma lanchonete do Mc Donald’s nos últimos tempos pode ter se surpreendido com a oferta de produtos saudáveis, tais como saladas e frutas. Sinal dos novos tempos.<br />
Voltemos algumas décadas no túnel do tempo. Uma reunião de planejamento na antiga Kodak poderia colocar a então incipiente tecnologia digital como baixo impacto, talvez como alta probabilidade. O envolvimento até o pescoço com a tecnologia vigente, o medo de perder o emprego e a soberba &#8211; característica típica dos líderes de mercado &#8211; pode ter sido alguns dos motivos para que deixassem passar a janela de oportunidade, representada pela fotografia como hoje conhecemos. Chorar pelo leite derramado não mais resolverá. O melhor remédio foi e sempre será avaliar os cenários antes de tomar decisões ou pior ainda, ignorar as ameaças.</p>


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		<title>Como estabelecer metas para 2012</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 11:09:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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O mundo corporativo já entrou em contagem regressiva, faltando menos de uma semana para as festas de final de ano. Grande parte das empresas costuma programar férias coletivas neste período, época em que quase nada se decide no campo dos negócios. Apesar do marasmo, aproveite para definir os principais objetivos a você e sua equipe [...]


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<p>O mundo corporativo já entrou em contagem regressiva, faltando menos de uma semana para as festas de final de ano. Grande parte das empresas costuma programar férias coletivas neste período, época em que quase nada se decide no campo dos negócios. Apesar do marasmo, aproveite para definir os principais objetivos a você e sua equipe para o próximo ano.</p>
<p>Praticamente todas as firmas utilizam metas para medir o desempenho de departamentos e colaboradores, independentemente do nível hierárquico e função. Ao topo da pirâmide temas mais abrangentes, estratégicos e de longo prazo. Já para a base, ações táticas e de curto prazo. Operacionalizá-las é função do corpo gerencial, localizados no meio da figura.<br />
Apesar de simples, estabelecê-las esconde alguns segredos. Objetivos inalcançáveis, prazos exíguos, escopo amplo ou impossibilidade de medi-las podem desmotivar os colaboradores. Aprecio a técnica SMART, a qual menciona que as metas devem ser específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas e tangíveis, já traduzidas para o português. Vejamos.<br />
Específicas: aumentar o market share, reduzir a inadimplência ou penetrar um novo mercado são metas interessantes, porém muito gerais. Para torná-las menos genéricas é necessário um maior nível de detalhamento. Conquistar dois pontos de market share no mercado carioca, através da penetração na classe A da zona sul , por exemplo, seria algo bem mais específico.<br />
Mensurável: ainda na mesma linha, é necessário medir os dois pontos de market share obtidos, sejam eles em unidades físicas, monetárias ou margens de contribuição. Caso contrário, um vendedor poderia conquistá-lo oferecendo grandes descontos, comprometendo a lucratividade.<br />
Atingível: imagine um novo entrante no setor de bebidas, cuja meta seja obter metade do mercado da Coca-Cola. Apesar de desafiadora é na prática inatingível, mesmo que pertença a um grupo com grande poderio financeiro. O feitiço neste caso virará contra o feiticeiro, arrefecendo os ânimos dos envolvidos num curto período de tempo.<br />
Realista: algumas multinacionais têm sofrido deste mal após 2008. Com os mercados maduros em queda, executivos globais recorrem aos emergentes para cobri-los. É comum aplicar taxas de crescimento chinesas à filiais brasileiras, ao mesmo tempo em que se solicitam margens de lucro cada vez mais elevadas. São as conhecidas metas para inglês ver.<br />
Tangíveis: aqui entra o critério tempo, em meu ponto de vista o corolário de todos os anteriores. Um prazo muito curto pode desmotivar os envolvidos pela impossibilidade de cumprimento, enquanto sua falta pode levar a acomodação. O governo brasileiro é mestre neste quesito, aplicando-os em suas duas vertentes.<br />
Em minha experiência pude verificar que alguns gestores têm dificuldade em utilizar o critério SMART, criando metas muito amplas, fracas ou inatingíveis, as quais não contribuem para o resultado da empresa. Sugiro que comece aplicando-o ainda neste ano, revisando as metas estabelecidas. Talvez seja um bom programa aos que ficarão de castigo, nesta época de telefones mudos.</p>


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		<title>Goleiro Marcos: um exemplo para os executivos</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 15:56:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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Acompanhamos nestas semanas sem grandes furos jornalísticos, a aposentadoria do goleiro Marcos, ídolo do Palmeiras e pentacampeão mundial com a seleção em 2002. Sem grandes pompas e com seu discurso direto e muitas vezes simplório, o ídolo alviverde pendurou definitivamente as luvas. Apesar da repercussão do futebol, poucos jogadores atingem tamanha identidade com os torcedores.
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			</a>
		</div>
<p>Acompanhamos nestas semanas sem grandes furos jornalísticos, a aposentadoria do goleiro Marcos, ídolo do Palmeiras e pentacampeão mundial com a seleção em 2002. Sem grandes pompas e com seu discurso direto e muitas vezes simplório, o ídolo alviverde pendurou definitivamente as luvas. Apesar da repercussão do futebol, poucos jogadores atingem tamanha identidade com os torcedores.</p>
<p>Como apreciador moderado, listo alguns atletas tais como Rogério Ceni, Dinamite, Zico e Pelé, cujos nomes se associam diretamente aos times com os quais atuam ou atuaram. Com a maior movimentação entre equipes, jogadores trocam de camisa diversas vezes, priorizando sua imagem, carreira e ganhos aos clubes que atuam.</p>
<p>Situação similar ocorre no mundo corporativo, tornando-se cada vez mais difícil encontrar pessoas que tenham dedicado sua vida a uma só empresa, seja pela maior oferta ou competitividade do mercado, o qual exige colaboradores cada vez mais bem preparados. Com base na história de Marcos e na nova realidade corporativa, classifiquei em quatro tipos os profissionais, assim como o legado deixado nas empresas.</p>
<p>O eterno: assim como o goleiro, são pessoas que marcaram a história da corporação, seja pela posição na qual atuaram, legado ou lealdade. Homenagens póstumas, tais como fotos em galerias, nomes em prédios, salas de reuniões, produtos, serviços, métodos e processos com seus nomes, são alguns exemplos. Preste atenção e procure saber um pouco sobre a biografia dos eternos em sua empresa. Talvez possam servir como fonte de motivação e inspiração.</p>
<p>O bem-lembrado: nem tão famosos quanto os anteriores, são lembrados enquanto permanecerem pessoas com as quais tenha trabalhado, seja dentro ou fora da empresa, tais como clientes e fornecedores.  É comum ter seu nome citado em situações ou momentos de dificuldade, nos quais, sua presença e ação poderiam fazer a diferença. Muitas vezes, mantém contato com os ex-colegas e parceiros, não sendo raro retornarem a organização.</p>
<p>O não lembrado: diferentemente dos anteriores, sua ausência não é sentida nem no curto ou médio prazo. Seja pelo pouco tempo que permaneceram na cadeira ou ausência de resultados, são praticamente esquecidos pelas pessoas e organizações. As frases mais comuns são: quem ou não me lembro. Vale salientar que um profissional assim como um jogador, poderá estar em mais de uma categoria durante sua carreira.</p>
<p>O nem me fale: comum na política, no congresso e ultimamente na Esplanada dos Ministérios, é citado por fatos ou atitudes não memoráveis, tais como resultados muito abaixo do esperado, falta de ética ou confusões de qualquer espécie. Em geral demitidos por justa causa, acabam se tornando lembrados pelo que não deveriam ter feito. Até por esta razão seu nome quando citado, é feito em voz baixa.</p>
<p>Enfim, sugiro que faça uma análise de sua carreira, avaliando as empresas pelas quais passou, assim como a imagem deixada. Tornar-se eterno é fato para poucos, ocorrendo em geral apenas uma vez na vida. Ser bem lembrado deve ser o seu grande objetivo, apesar dos escorregões da vida profissional.</p>
<p>Uma dica praticamente infalível é ser um profissional raro:  cultivar relacionamentos, ter atitude positiva, trazer resultados e é claro, aproveitar e estar preparado para as oportunidades. Quanto à categoria “nem me fale”, é melhor nem comentar.</p>


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		<title>Quem cuida da sua carreira é você, não o Papai Noel!</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 12:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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Você já escreveu sua carta para o bom velhinho? O que pedir depois que descobrimos a verdadeira história de Papai Noel? Que tal alguns presentes quase impossíveis, tais como o fim da corrupção, um Tietê limpo, uma São Paulo sem trânsito ou um Congresso ficha limpa? Para os menos sonhadores, sugiro começar segmentando os pedidos [...]


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<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2011/07/executivos-em-busca-de-recolocacao-profissional/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Executivos em busca de recolocação profissional'>Executivos em busca de recolocação profissional</a></li>
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<p>Você já escreveu sua carta para o bom velhinho? O que pedir depois que descobrimos a verdadeira história de Papai Noel? Que tal alguns presentes quase impossíveis, tais como o fim da corrupção, um Tietê limpo, uma São Paulo sem trânsito ou um Congresso ficha limpa? Para os menos sonhadores, sugiro começar segmentando os pedidos em categorias: família, finanças, saúde e carreira, item que explorarei a seguir.</p>
<p>Pedidos sobre carreira invariavelmente giram em torno de três pilares: novo emprego, promoções ou aumentos salariais. Para deixar o campo dos sonhos e se tornar realidade, muito trabalho é necessário, literalmente. Analisemos algumas condições que em geral auxiliam as pessoas a conquistá-los.</p>
<p><strong>Educação Continuada:</strong> significa nunca parar de aprender. Um MBA conta muito no currículo, assim como cursos específicos de curta duração. Conheço alguns profissionais que condicionam seu aperfeiçoamento à empresa, esperando subsídios para amortizar seus investimentos. Em época de cursos online, não estudar pode significar falta de vontade em aprender coisas novas.</p>
<p><strong>Networking:</strong> construir e mantê-lo exigem esforço e disciplina. Participar de associações de classe, grupos de executivos e ex-alunos devem fazer parte de sua rotina. Estar presente em eventos e feiras do setor, assim como agendar almoços com ex-colegas e chefes também.  Apesar das facilidades das redes sociais profissionais, nada substitui o contato face a face. Vale lembrar que mais da metade das vagas executivas são preenchidas através de indicações.</p>
<p><strong>Idiomas:</strong> supondo que você domine de verdade a língua inglesa, e que apresentações, viagens de negócios ou entrevistas de trabalho sejam itens corriqueiros, invista em uma segunda língua. Um espanhol bem falado está bem longe do velho e bom portunhol, utilizado em excursões a Buenos Aires. É o seu caso? Não sei o que ainda está esperando&#8230;</p>
<p><strong>Atitude:</strong> em quantos novos projetos você se envolveu no último ano? Quais as reais contribuições feitas para a empresa? Quantos elogios e prêmios você ganhou ou foi cogitado para? Tive um chefe que mencionava uma frase célebre: sua atitude determina sua altitude, o que infelizmente pude comprovar na prática, após doze anos de uma bela carreira. Aliás, já reparou que profissionais com atitudes proativas costumam subir mais rápido?</p>
<p>Seja honesto e avalie o seu desempenho nos quesitos mencionados. Você se considera acima, na média ou abaixo?  Caso se posicione no primeiro grupo, parabéns! Talvez no próximo natal esteja agradecendo o presente recebido. Abaixo? Mexa-se! Ou então, continue acreditando em Papai Noel. Quem sabe sua proposta não estará na meia, pendurada na lareira.</p>


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		<title>Os perfis dos participantes de festas empresariais</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 17:53:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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Mais um final de ano se aproxima com velocidade espantosa. Compras de última hora, trânsito aos finais de semana, cardápio da ceia de natal, viagem de ano novo, férias das crianças, amigos secretos, festas corporativas, enfim, a velha e conhecida TPN – Tensão Pré Natal, a qual costuma acometer homens e principalmente mulheres no último [...]


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<p>Mais um final de ano se aproxima com velocidade espantosa. Compras de última hora, trânsito aos finais de semana, cardápio da ceia de natal, viagem de ano novo, férias das crianças, amigos secretos, festas corporativas, enfim, a velha e conhecida TPN – Tensão Pré Natal, a qual costuma acometer homens e principalmente mulheres no último mês do calendário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Irei me concentrar nas polêmicas festas empresariais de fim de ano, as quais, em geral, causam certo desconforto e algumas vezes saias justas aos participantes. Seja um jantar formal, uma recepção em uma casa de eventos ou um churrasco com pagode e futebol, as reclamações estarão sempre presentes. Longe, cedo, muito tarde, brega, chique demais, comida ruim ou pouca variedade. O fato é que nunca se conseguirá agradar a todos os grupos, cujos tipos clássicos serão identificados a seguir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Os Papa-léguas:</em></strong> avessos a este tipo de comemoração, resolvem dar uma passadinha com receio dos comentários de chefes e colegas de trabalho. Tem na ponta da língua desculpas como: tenho outra festa ou estava trabalhando até agora. Como o pássaro homônimo, costumam sair com a mesma velocidade que chegaram aos ambientes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Os viciados em trabalho:</em></strong> não esquecem seus afazeres nem mesmo enquanto comem ou bebem. Costumam se aproveitar do clima informal para resolver problemas ou cobrar pendências, entre um copo de uísque ou bolinho de queijo. Por esta razão costumam ser vistos sozinhos, passeando entre as mesas e rodas de conversa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Os bem-vindos:</em></strong> em todo empresa há aquele sujeito boa-praça e comprometido, o qual costuma resolver os problemas de todas as áreas. Bem recebido em todos os grupos, costumam aguardar com ansiedade a festa de confraternização, sugerindo, ajudando e participando ativamente em sua organização.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Os bajuladores:</em></strong> o mais famoso e antigo dos grupos são também os mais estratégicos, identificando seus alvos com precisão milimétrica. Podem ser vistos ao lado ou ao redor das rodas de diretores, superintendentes ou vice–presidentes. Comparados aos paparazzos, adoram uma foto ou bajulação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Os soltinhos:</em></strong> gostam de aproveitar a festa, exagerando muitas vezes na dose, literalmente. Com mais álcool e menos juízo, costumam criar situações hilárias ou embaraçosas, as quais servem para compor o mural de fotos ou as lendas que povoam todas as empresas. A situação piora quando decidem enfrentar a lei seca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Creio que você tenha correlacionado diversas pessoas enquanto lia este artigo, lembrando-se de histórias cômicas ocorridas durante as celebrações empresariais. Caso não tenha conseguido se encaixar em nenhum grupo não se preocupe, talvez tenha sido seu senso crítico que não tenha permitido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como mensagem final, prudência, bom senso e profissionalismo devem guiá-lo, afinal de contas, você não irá querer mais uma dor de cabeça neste final de ano, irá?</p>


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		<title>Caso Neymar: como reter talentos</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 15:45:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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Acredito que nem os mais desatentos à paixão nacional desconheçam a existência de Neymar, assim como o clube que o revelou. Presença constante nos noticiários esportivos, o jogador tem sua imagem associada à dezena de produtos e serviços, sempre ocupando as primeiras páginas de jornais e revistas, além de horários nobres dos programas televisivos.  [...]


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<p>Acredito que nem os mais desatentos à paixão nacional desconheçam a existência de Neymar, assim como o clube que o revelou. Presença constante nos noticiários esportivos, o jogador tem sua imagem associada à dezena de produtos e serviços, sempre ocupando as primeiras páginas de jornais e revistas, além de horários nobres dos programas televisivos.  </p>
<p>Apesar do peculiar corte de cabelo, foi sua permanência no futebol brasileiro, o que mais chamou a atenção das manchetes nas últimas semanas. Contrariando a lógica vigente nas últimas décadas de emigração para o futebol europeu, o craque decidiu permanecer em terras brasileiras. </p>
<p>Algo inimaginável há pouco tempo para fenômenos, imperadores e gaúchos, cujo sonho era brilhar no velho continente. Fazendo uma analogia ao mundo corporativo, o clube praiano soube atrair, manter e reter seu principal talento, algo que muitas empresas têm sofrido em épocas de mercado aquecido. Tentarei fazer um paralelo entre as situações, levando-se em consideração o fato que não sou um fanático pelo mundo da bola.</p>
<p>Atração: sem títulos ou conquistas relevantes, o clube passou por um longo período de ostracismo, quebrado na última década pelos meninos da vila. Com um futebol alegre e envolvente, chamaram a atenção até das torcidas adversárias. Você já perguntou aos candidatos ou recém contratados, quais os principais fatores que o atraíram? Salários acima da média, clima organizacional, carreira internacional, estabilidade profissional, benefícios. </p>
<p>Apesar de eventuais discrepâncias entre os níveis hierárquicos, acredito que as respostas poderão ajudar a mapear os pontos a serem enfatizados e melhorados. Vale salientar algumas iniciativas interessantes, tais como participações em feiras estudantis e parcerias com instituições de ensino, patrocinando, divulgando e promovendo a companhia, melhorando sua imagem junto ao seu público-alvo.  </p>
<p>Manutenção: trabalho em grupo e objetivos claros e bem definidos, foram algumas das características que pude notar no elenco que conquistou a Copa Libertadores da América. Com foco e determinação, conseguiram trazer o tão sonhado caneco. Como era de se esperar, a participação no Campeonato Brasileiro está mais para jogo treino, preparatório para a grande final com o Barcelona. </p>
<p>Talentos e profissionais de ponta, em geral não gostam de jogar só para cumprir tabela. Ter estratégias claras e bem definidas, alinhadas com a visão e a missão e traduzidas em objetivos e metas realistas, factíveis e motivadoras, certamente ajudará na manutenção das melhores cabeças. Pesquisas de clima organizacional, assim como avaliações de desempenho periódicas, podem sugerir eventuais casos que devam ser trabalhados. </p>
<p>Retenção: creio que uma empresa não necessite ter um departamento exclusivo para cuidar dos interesses de um único funcionário, porém em muitos casos, exceções devem ser feitas a regra. Comece por classificar seus talentos utilizando funis ainda mais estreitos. Certamente chegará a alguns poucos cuja perda seria irreparável, outra leva que custará a recontratar e treinar e outros ainda cuja manutenção no time seria importante. </p>
<p>Faça o possível e o impossível para manter os classificados no primeiro grupo. Opções de ações realizáveis em longo prazo, cursos de alto nível no exterior atrelados com cláusulas de fidelidade podem ser interessantes. Oportunidades de períodos sabáticos, assim como possibilidade de trabalharem em home office devem também ser consideradas. Vale salientar que na maioria das vezes os motivos da troca não são financeiros, pelo menos no mundo corporativo.</p>


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		<title>USP: a falta de objetivo dos movimentos estudantis</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 18:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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Acredito que o dramalhão mexicano, envolvendo mais uma vez estudantes ocupando o prédio da reitoria na Universidade de São Paulo, já tenha cansado até os mais ferrenhos defensores dos movimentos estudantis, os quais, diga-se de passagem, há muito tempo carecem de objetivos e causas nobres para defenderem. 
Sou nascido no ano da batalha da Rua [...]


Não há artigos relacionados.]]></description>
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<p>Acredito que o dramalhão mexicano, envolvendo mais uma vez estudantes ocupando o prédio da reitoria na Universidade de São Paulo, já tenha cansado até os mais ferrenhos defensores dos movimentos estudantis, os quais, diga-se de passagem, há muito tempo carecem de objetivos e causas nobres para defenderem. </p>
<p>Sou nascido no ano da batalha da Rua Maria Antônia, a qual resultou de conflitos entre estudantes do Mackenzie e do curso de Filosofia da USP. Cresci numa época com pouca liberdade de expressão, o que nem por isso impossibilitou movimentos como as Diretas Já, levando centenas de milhares de pessoas as ruas, numa época sem redes sociais ou Twitter para organizá-los. </p>
<p>Como jovem adulto, acompanhei de longe o movimento dos Caras Pintadas na Paulista, uma vez que já estagiava em uma grande instituição financeira nesta mesma avenida. A vontade de mudar e lutar por um mundo melhor e mais justo era grande, e por pouco não me juntei à multidão, largando meus afazeres de estagiário.</p>
<p>O tempo passa mesmo rápido. Há alguns meses estava lendo as manchetes do estudante assassinado no estacionamento da FEA-USP. Imediatamente surgiu em minha memória situação idêntica vivida há mais de quinze anos atrás. Exatamente no mesmo local e na mesma situação fui vítima de um sequestro relâmpago, o qual ainda me traz algum incômodo em revivê-la.</p>
<p>Pude sentir a angústia vivida por aquela família, assim como senti uma ponta de esperança quando do acordo firmado com a Polícia Militar, cuja presença chegava com pelo menos uma década de atraso. Inúmeros furtos, roubos, sequestros e estupros poderiam ter sido evitados neste ínterim, não fosse à discussão ideológica sobre a liberdade no Campus e o papel repressor da força pública. </p>
<p>Os conceitos de proletariado, luta de classes, opressão, propriedade privada, meios de produção, revolução industrial, alienação do trabalho, burguesia e divisão de classes, utilizados como bordões por alguns destes vulgos ativistas, estariam melhores representados em uma aula de sociologia, história ou economia.  O mundo atual já não tem espaço para minorias radicais, as quais, em defesa de seus interesses carentes de fundamentação acabam por prejudicar a maioria.</p>
<p>Hoje atuo como professor em uma renomada universidade particular. Abordando o assunto em sala de aula, pude sentir que grande parte mal teve tempo para analisá-la. Preocupações talvez consideradas pequenas pelos manifestantes da USP, tais como chegar na hora ao trabalho, pegar o ônibus, o trem e o metrô, pagar as contas da universidade, estudar outras línguas e passar de semestre, estão na pauta do dia. </p>
<p>Juro que senti um pouco de egoísmo e alienação com relação à participação aos movimentos estudantis, porém me dei como vencido quando vi estudantes lutando por uma causa como o “baseado da paz”, incomodando, depredando e denegrindo a imagem da universidade que tanto batalhei para entrar. Creio que isso sim, seja exemplo de egoísmo coletivo.</p>


<p>Não há artigos relacionados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Zezé Di Camargo e Luciano: as lições da maturidade</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 11:16:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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A sucessão de comentários infelizes e desencontrados da dupla Zezé Di Camargo e Luciano, ocorrida em Curitiba, é um bom exemplo da maturidade que devem ter profissionais dos mais variados setores, estejam eles no esporte, política, música ou no mundo corporativo. É preciso aprender a lidar com o declínio e o ostracismo, decorrentes da idade, [...]


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<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2011/12/quem-cuida-da-sua-carreira-e-voce-nao-o-papai-noel/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Quem cuida da sua carreira é você, não o Papai Noel!'>Quem cuida da sua carreira é você, não o Papai Noel!</a></li>
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<p>A sucessão de comentários infelizes e desencontrados da dupla Zezé Di Camargo e Luciano, ocorrida em Curitiba, é um bom exemplo da maturidade que devem ter profissionais dos mais variados setores, estejam eles no esporte, política, música ou no mundo corporativo. É preciso aprender a lidar com o declínio e o ostracismo, decorrentes da idade, troca de partidos, comissões de ética parlamentar, fusões e aquisições, processos de downsizing ou perda de popularidade.</p>
<p>Jogadores de prestígio em gramados europeus terminam sua carreira em estádios mambembes. Executivos mudam de grandes multinacionais para nacionais de pequeno porte. Presidentes, governadores, prefeitos e ultimamente ministros tornam-se consultores e assessores. Cantores outrora globais se contentam com aparições em programas tipo B. O sucesso eterno até existe, restritos aos “reis” ou “rainhas” em suas modalidades. </p>
<p>Concentrar-me-ei no mundo corporativo, no qual já pude visualizar e sentir na pele os efeitos mencionados, porém acredito que os exemplos possam ser facilmente transferidos aos demais campos, uma vez que a matéria-prima, seres humanos, continua a mesma.</p>
<p>Com dinheiro e tempo: restrito aos presidentes ou grandes executivos, os quais por exigências do estatuto precisam deixar seus cargos ao atingir determinada idade. Os bônus e ações ganhos durante a longa carreira deixam os problemas financeiros de lado, assim como o extenso networking ajuda a encontrar outra atividade, as quais puderam ser trabalhadas em sessões de aconselhamento durante seu processo programado de desligamento.</p>
<p>Com tempo e sem dinheiro: profissionais que não conseguiram juntar o suficiente para uma aposentadoria tranquila, precisam se reinventar. Com idade avançada para os padrões vigentes das empresas, porém ainda com muita disposição e energia, muitas vezes são preteridos em processos seletivos, apesar de se enquadrarem em todos os requisitos solicitados. Experientes em sua área de atuação, não raro tornam-se consultores.</p>
<p>Sem dinheiro nem tempo: o mercado ultracompetitivo tem feito com que as empresas revejam suas estratégias com uma periodicidade cada vez maior. Troca de cadeiras e dispensa de funcionários com alto potencial tem se tornado lugar comum na busca por melhores resultados, estejam eles no aumento de receitas ou na diminuição das despesas. Em geral interrompidas sem aviso prévio, precisam de foco e concentração para retomar suas carreiras. </p>
<p>Os profissionais devem preocupar-se não apenas em garantir seu emprego, o que já é uma tarefa hercúlea, mas principalmente em manter sua empregabilidade, seja através da educação continuada, networking, hobbies ou desenvolvimento de outras competências necessárias para a recolocação ou um eventual plano B.</p>
<p>Em épocas de vários empregos durante a carreira, confundir estar com ser, misturando as entidades jurídicas e físicas pode ser muito doloroso num eventual declínio.</p>
<p>Enfim, jogadores e cantores de renome não recorrem ao INSS. Apesar da carreira curta, costumam amealhar pequenas fortunas em salários, patrocínios ou cachês. Alguns políticos também se encaixam neste grupo, cujas fontes de renda são muitas vezes o motivo de seu desligamento prematuro.</p>
<p>Voltando ao teatro Guaíra, creio que a dupla sertaneja não precise se preocupar em retornar a condição de Filhos de Francisco, porém que encontrem outros caminhos, caso queiram voltar à ribalta. A liderança no Twitter esta semana; já conseguiram. </p>


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		<title>Aumento do IPI: o despreparo do governo</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 18:07:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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A decisão do Superior Tribunal Federal suspendendo o aumento do IPI para carros importados até dezembro, confunde, atrapalha e em nada ajuda a imagem do Brasil perante os investidores internacionais &#8211; os quais sem regras claras colocariam o país abaixo da atual 126ª posição, obtida em pesquisa do Banco Mundial denominada “Doing Business in a [...]


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<p>A decisão do Superior Tribunal Federal suspendendo o aumento do IPI para carros importados até dezembro, confunde, atrapalha e em nada ajuda a imagem do Brasil perante os investidores internacionais &#8211; os quais sem regras claras colocariam o país abaixo da atual 126ª posição, obtida em pesquisa do Banco Mundial denominada “Doing Business in a More Transparent World”, cujo título se explica por si. Uganda, Bangladesh, Etiópia, Quênia, Jamaica e Kuwait estão à frente. Haiti, Timor Leste, Iraque e Afeganistão talvez nos ultrapassem em um futuro próximo.</p>
<p>Trago como exemplo paralelo as políticas das empresas, as quais tais como as diretrizes governamentais, precisam ser claras, transparentes e coerentes, sejam elas aplicadas a clientes, parceiros ou fornecedores. Os mais velhos talvez já tenham experimentado a sensação de trocar uma empresa com planejamento de longo prazo, processos e métodos, por outra no estilo feira livre ou banca de pastéis, sobre as quais valem algumas palavras e causos.</p>
<p>Imperam nestas companhias o improviso e o jogo de cintura em promoções realizadas a toque de caixa, sempre a partir da segunda metade do mês. Com base no desespero para cumprir as quotas de vendas mal planejadas, lançam mão de descontos por volume para faturarem até o último dia do mês, o qual invariavelmente mais parece um campo de batalha.</p>
<p>Vencida a guerra é hora de contar os mortos e feridos. Altos níveis de estoques nos parceiros, inadimplência, baixa rentabilidade e eficiência fabril, são alguns dos aspectos visíveis. A primeira metade do mês é dedicada para ajudar os parceiros a escoarem os produtos colocados forçadamente pelo próprio fabricante, os quais não raro, disponibilizam mais promoções e descontos, prejudicando a já sofrida margem.</p>
<p>Uma analogia com a máquina de escrever compararia um mês com uma linha. Ao final do ano, doze linhas escritas da mesma maneira, voltando o carro todo o dia 30.<br />
Este ciclo acaba por contaminar o canal de distribuição, o qual espera sempre por melhores condições, pressionado o fabricante em troca de descontos, programas e subsídios para poder vender. Impossível pensar em oferecer valor neste cenário, cuja negociação é sempre pautada no menor preço e no maior prazo. Credibilidade, respeito, confiança e imagem são itens que em geral passam longe destas empresas, nas quais vale a máxima: o melhor negócio é sempre o próximo.</p>
<p>Empresas que ultrapassaram este estágio conseguem planejar em longo prazo, estabelecendo e mantendo políticas e regras de negócio que orientam, sustentam e coíbem a prática da feira livre, agindo com rigor e firmeza com seus parceiros, quando necessário. Quebrar este ciclo leva tempo, haja vista é necessário demonstrar a consistência da política, através de inovações, eficiência, ganhos de escala e margens para os envolvidos.</p>
<p>Não obstante a suspensão do IPI consideraria que o estrago já foi feito. Concordo que a decisão tem objetivos nobres, tais como preservar empregos e investimentos das indústrias locais, assim como entendo que outros países aplicam esta prática com frequência. Coloco em questionamento o modo apressado e abrupto com que foi implantada, claramente com base na pressão dos maiores fabricantes.</p>
<p>Faltaram ao governo consistência, firmeza, coerência e visão de longo prazo, avaliando as reais causas da perda de competitividade da indústria. Custo Brasil, alta carga tributária, logística precária e encargos trabalhistas não podem ser desculpas para que o consumidor tenha menos opções de escolha. Concluo lembrando que nossa presidente esteve há alguns meses atrás em solo chinês, distribuindo benefícios e subsídios para que empresários trouxessem suas plantas ao país. Mais contraditório impossível.</p>


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