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	<title>Marcos Morita - Educação Corporativa &#187; Artigos</title>
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	<description>Site para apresentacão e discussão de teorias sobre estratégias empresariais aplicadas ao dia-a-dia das empresas. Dirigido a empresários, executivos e estudantes.</description>
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		<title>Campanha eleitoral 2.0</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 16:37:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/08/redes-sociais-as-relacoes-humanas-ao-longo-tempo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Redes sociais: as relações humanas ao longo tempo'>Redes sociais: as relações humanas ao longo tempo</a></li>
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<p>A última pesquisa realizada pelo  Ibope aponta uma diferença de vinte e quatro pontos entre os dois principais  candidatos à presidência da república. O contestado horário eleitoral &#8211; cuja  eficácia tem sido colocada à prova &#8211; parece ter beneficiado a candidata petista.  Dossiês e ataques à parte, ao que tudo indica, teremos uma nova moradora no  Palácio da Alvorada. Outros palácios, tais como Ondina, Campos da Princesa,  Laranjeiras e Araucárias parecem seguir o mesmo destino.</p>
<p>Neste cenário modorrento, a campanha  da candidata do Partido Verde é uma das grandes novidades. O uso das plataformas  e redes sociais aparece como uma saída ao tempo reduzido na televisão. Centenas  de milhares de internautas seguem a ambientalista em redes como Orkut, Twitter e  Facebook. Outra inovação foi o canal de doações via cartão de crédito e débito,  através do qual pessoas físicas colaboram com pequenas quantias.</p>
<p>O atual presidente americano  utilizou com maestria o aspecto viral e democrático da web. Centenas de perfis  em redes sociais, anúncios em jogos eletrônicos, concursos, doações de pessoas  físicas, aplicativos para celulares e vídeos foram algumas das estratégias  utilizadas. O viral “yes we can”, adaptação de um discurso do então candidato em  forma de rap, tornou-se um dos grandes sucessos do YouTube.</p>
<p>Os candidatos terão de se adaptar à  nova maneira de fazer política, utilizando as redes sociais, blogs e comunidades  como ferramentas de relacionamento &#8211; fenômeno conhecido como web 2.0. Nesta nova  configuração, eleitores passarão de meros espectadores a formadores de opinião,  trocando informações e colaborando para o desenvolvimento e divulgação de  conteúdo e de campanha. Vejamos então, algumas dicas aos  iniciantes:</p>
<p>Twitter: Evite formalismos, afinal  não há espaço para isso em apenas 140 caracteres, Ofereça conteúdo, seja rápido  nas respostas e não limite-se a apenas reagir aos comentários.</p>
<p>YouTube: Customize o seu canal,  colocando suas cores, informações principais e links relevantes, deixando-o com  a sua cara. Prestigie a organização, criando listas, descrições, datas e um  breve descritivo de cada vídeo. Busque outros canais e vídeos  relacionados.</p>
<p>Redes Sociais: As redes têm enorme  poder viral. Pequenos deslizes podem se tornar um pesadelo na imagem de qualquer  um. Assuma sua identidade, evitando entrar em discussões de maneira  anônima.</p>
<p>Aplicativos: A explosão no número de  smartphones e a expansão das redes celulares de alta velocidade indicam que a  web será cada vez mais acessada por dispositivos móveis. Para aproveitar este <em>boom</em>, crie programas  úteis.</p>
<p>Sites e blogs: Crie-os de maneira a  facilitar a formação de grupos ao seu redor. Desta maneira o público poderá  trocar informações e convidar amigos, aumentando de maneira exponencial os  comentários e o burburinho.</p>
<p>Como corolário, as ferramentas  disponíveis na web 2.0 devem ser consideradas pelos partidos como um importante  canal de comunicação entre candidatos e eleitores. A falta de diálogo, presente  no horário eleitoral gratuito pode ser explorada pelos candidatos e eleitores  pelas novas plataformas. Contudo será necessário ao candidato, algo que mais do  que palavras soltas, rimas, abraços e apertos de mãos fortuitos em ruas de  grande movimento e feiras livres, entre um pastel e uma garapa. Sorte de quem  tiver conteúdo para apresentar.</p>


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<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/08/redes-sociais-as-relacoes-humanas-ao-longo-tempo/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Redes sociais: as relações humanas ao longo tempo'>Redes sociais: as relações humanas ao longo tempo</a></li>
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		<title>Redes sociais: as relações humanas ao longo tempo</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 14:06:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Facebook, maior rede social do mundo, divulgou recentemente que seis milhões de brasileiros estão presentes na empresa criada por Mike Zuckeberg. Apesar do contingente, ainda está longe do líder Orkut, com vinte e sete milhões de usuários. Considerando o crescimento apresentado pela empresa, assim como os novos aplicativos, a briga entre Facebook e Google, [...]


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<li><a href='http://www.marcosmorita.com.br/2010/08/campanha-eleitoral-2-0/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Campanha eleitoral 2.0'>Campanha eleitoral 2.0</a></li>
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		</div>
<p>O Facebook, maior rede social do  mundo, divulgou recentemente que seis milhões de brasileiros estão presentes na  empresa criada por Mike Zuckeberg. Apesar do contingente, ainda está longe do  líder Orkut, com vinte e sete milhões de usuários. Considerando o crescimento  apresentado pela empresa, assim como os novos aplicativos, a briga entre  Facebook e Google, proprietário do Orkut, promete ser acirrada nos próximos  meses. Tamanho interesse se justifica pela liderança brasileira na adoção desta  tecnologia &#8211; nada menos que 86% dos internautas utilizam as redes sociais  conforme levantamento do Instituto Ibope Nielsen.</p>
<p>Voltemos um pouco no tempo. ICQ e  Instant Messaging foram os precursores, retratados no filme Mensagem para Você,  estrelado por Meg Ryan e Tom Hanks no longínquo ano de 1998. Espartanos e com  poucos recursos, permitiam a comunicação via mensagens de texto entre as  pessoas. Havia ainda nos primórdios da web os chats ou salas de bate-papo  virtuais. Segmentadas por sexo e assunto, foram os primeiros passos rumo às  comunidades. O avanço da internet e da banda larga possibilitaram a criação de  programas mais robustos, os quais permitiam a inclusão de fotos, comentários,  textos, preferências e aplicativos. O contato virtual tornava-se mais pessoal e  amigável a cada dia.</p>
<p>Apesar do  tema redes sociais ser algo relativamente novo, o conceito remonta décadas ou  mesmo centenas de anos. Eletricidade, água, gás, esgoto e telefonia chegam a  nossas casas através de fios, canos e dutos, ou seja, redes. Uma das  características é a capilaridade, ou seja, a possibilidade de levá-los de um  ponto específico para múltiplos outros pontos. O advento da web trouxe nova vida  ao termo, desta vez transportando imagens, mensagens, informações e  entretenimento. Tamanha importância tem levado burocratas e agências reguladoras  a discutir sobre a criação de uma estrutura governamental para fornecimento de  banda larga às áreas remotas do país, diminuindo a questão da exclusão  digital.</p>
<p>Para o  sociólogo americano Mark Granovetter, o qual já apregoava o conceito no início  dos anos setenta, as redes são compostas pelos laços sociais, os quais podem ser  medidos através (a) da quantidade de tempo dedicado ao contato, (b) da  intensidade emocional, (c) da intimidade e (d) dos serviços recíprocos &#8211; podendo  ser classificados como fortes e fracos. Tente se lembrar de suas redes sociais  antes da web 2.0. Aos melhores contatos e amigos, dedicação, emoção, intimidade  e reciprocidade. A grande vantagem das redes modernas é levá-lo através dos  laços fortes e fracos a pessoas que você não esperava reencontrar ou conhecer.  Vejamos o estudo realizado por Milgram.</p>
<p>Anteriormente a Granovetter, outro  sociólogo, Stanley Milgram, tinha realizado interessante estudo.  Correspondências foram enviadas aleatoriamente a diversas pessoas, as quais  foram solicitadas a tentar fazer com que a mesma chegasse ao destinatário  específico. O resultado comprovou que as cartas foram entregues ao destino após  passarem por um pequeno número de pessoas, comprovando a teoria proposta do  “small world” ou mundo pequeno. Estudos posteriores mostraram que seis era o  número de conexões entre duas pessoas, independentemente de sua localização no  planeta.</p>
<p>Este  estudo corrobora as coincidências da vida. Quantas vezes  em metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Nova Iorque ou Tóquio,  conhecemos pessoas que por sua vez conhecem alguém da nossa rede de  relacionamentos. Tenho certeza que com as redes sociais esta tarefa tem sido bem  mais fácil. Não apenas através dos laços fortes e fracos, assim como por  intermédio dos grupos disponíveis nas redes. Tudo com apenas um clique de  distância.</p>
<p>Apesar da  facilidade disponibilizada pelos aplicativos e pela web 2.0, vale salientar que  as redes sociais já eram utilizadas por nossos pais e avós. Com menor  abrangência e interatividade, porém com maior interação, emoção e tempo dedicado  às amizades, numa época em que telegrama era sinônimo de  velocidade.<a href="http://www.marcosmorita.com.br/wp-content/uploads/2010/08/redes.jpg"><br />
</a></p>


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		<title>Horário eleitoral em tempos de TV paga e mídias sociais</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2010 14:56:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os candidatos à presidência aguardam com ansiedade o início do horário político eleitoral gratuito, na próxima terça-feira. De acordo com seus assessores, é hora de obter os votos dos indecisos ou mudar as opiniões daqueles nem tão convencidos assim &#8211; os quais terão o poder de decidir a eleição em outubro ou levar o pleito [...]


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		</div>
<p>Os candidatos à presidência aguardam  com ansiedade o início do horário político eleitoral gratuito, na próxima  terça-feira. De acordo com seus assessores, é hora de obter os votos dos  indecisos ou mudar as opiniões daqueles nem tão convencidos assim &#8211; os quais  terão o poder de decidir a eleição em outubro ou levar o pleito ao segundo  turno. Tamanha inquietude não é vista do outro lado da tela ou do dial. Afinal  de contas, ter seus programas favoritos interrompidos diariamente por quase uma  hora não é um dos convites mais tentadores.</p>
<p>Os moradores das grandes cidades  ficarão sem informações preciosas sobre as condições do trânsito e dos  aeroportos, na meia hora seguinte às sete da manhã. Isto sem falar nas novelas  vespertinas e o horário nobre da televisão. Toda a grade deverá ser modificada  ou reduzida, causando transtorno às emissoras e aos cidadãos, os quais levarão  alguns dias até se acostumarem às modificações  impostas.</p>
<p>Voltemos alguns anos no tempo, numa  época em que a única televisão da casa ficava na sala, em local de destaque. Com  sua caixa de madeira, precisava de alguns minutos até que a imagem aparecesse,  após o aquecimento das válvulas. Chuviscos eram constantes na imagem distorcida,  os quais eram corrigidos com um Bombril na ponta da antena; talvez sua 1001ª  utilidade.</p>
<p>A oferta era restrita aos canais 2,  4, 5, 7, 9, 11 e 13. TV Cultura, SBT, Globo, Record, a extinta Manchete, Gazeta  e Bandeirantes. Enquanto garoto, aguardava com ansiedade os desenhos, os quais  tinham hora e local para acontecer &#8211; tenho dificuldades para explicar este  conceito para minha filha de seis anos, afinal há mais canais de desenhos na TV  paga do que havia em toda a TV aberta &#8211; o mesmo não ocorria com os horários  eleitorais gratuitos. Desligá-la era a única opção, não recomendável pela  questão das válvulas.</p>
<p>O cenário transformou-se de maneira  dramática. Temos atualmente muito mais alternativas de entretenimento que há  algumas décadas. Olhe ao redor e perceba que a família não mais se encontra na  sala em volta da TV, após o jantar.  A TV paga já é lugar-comum nas casas da  classe C. Os jovens em especial não se sujeitam aos horários e programações  estipulados pela grade de programação. Gravam seus episódios em DVR,  assistindo-os na hora desejada. E é claro, pulando os comerciais e programas  eleitorais.</p>
<p>O que dizer então da web. Com o seu  advento, uma proliferação de sites, blogs, redes sociais e serviços de trocas de  mensagens. Um tempo cada vez maior é dedicado aos bits e bytes. Somos o país com  o maior número de usuários da rede social Orkut, além de campeões no que tange  ao tempo despendido nas redes sociais. Esta constatação leva a um fato curioso.  Passamos de meros ouvintes para produtores de conteúdo. Deixamos o conforto do  sofá no qual zapeávamos os canais sem maiores preocupações, para a direção de  nossos próprios programas. Pense por um minuto nos sites de maior audiência da  Web. Facebook, Orkut, You Tube, Flickr, My Space e Wikipédia, só para citar  alguns. Em comum, somos os responsáveis pela geração de conteúdo, postagem de  fotos, discussões e atualizações.<a href="http://www.marcosmorita.com.br/wp-content/uploads/2010/08/thumb_art1.jpg"><br />
</a></p>
<p>É paradoxal  que apesar de todo o avanço tecnológico, a propaganda eleitoral gratuita  continua quase da mesma maneira que há décadas atrás, apesar do maior cuidado  dos marqueteiros com a produção visual dos postulantes.<a href="http://www.marcosmorita.com.br/wp-content/uploads/2010/08/thumb_art.jpg"><a href="http://www.marcosmorita.com.br/wp-content/uploads/2010/08/tv1.jpg"><br />
</a><br />
</a></p>


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		<title>Classe C ganha espaço no setor de aviação</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 13:08:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os aeroportos voltaram a ser manchete nos principais jornais do país. Como de costume, filas intermináveis, frustração e impotência. Uma das justificativas utilizadas foi a volta às aulas. Controladores de vôo, sistema de reservas e férias já serviram como álibis. Por ironia do destino, juizados especiais foram criados há poucas semanas, com o objetivo de atender passageiros com problemas de extravios de bagagens, cancelamentos e atrasos.


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			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Os aeroportos voltaram a ser  manchete nos principais jornais do país. Como de costume, filas intermináveis,  frustração e impotência. Uma das justificativas utilizadas foi a volta às aulas.  Controladores de vôo, sistema de reservas e férias já serviram como álibis. Por  ironia do destino, juizados especiais foram criados há poucas semanas, com o  objetivo de atender passageiros com problemas de extravios de bagagens,  cancelamentos e atrasos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Não obstante as más notícias, a TAM  anunciou alguns produtos e serviços dirigidos às emergentes classes C e D. Será  possível comprar passagens em até doze vezes, com valores mínimos de vinte  reais. Uma parceria foi firmada com a Casas Bahia, cujos vendedores conhecem de  longa data os clientes cobiçados pela empresa aérea. Compartilharão o mesmo  crediário, eletrodomésticos, móveis e agora  viagens.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O que está em jogo é um mercado  bilionário, composto por centenas de milhares de pessoas, as quais pela primeira  vez tirarão fotos dentro da aeronave, brigarão por um lugar na janela, prestarão  atenção aos procedimentos de segurança apregoados pelas aeromoças e degustarão  as refeições padronizadas servidas a bordo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Para poder penetrar nestes novos  mercados, as corporações têm diversificado seus negócios, através de fusões e  aquisições, lançamento de novas marcas ou reposicionamento de produtos. A  tradicional construtora Gafisa, conhecida pelos edifícios de alto padrão,  adquiriu a mineira Tenda, especializada em prédios residenciais para a baixa  renda.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A octogenária Kopenhagen, famosa  pelas delícias Nhá Benta, Chumbinho e tantas outras guloseimas, apostou na  criação de uma segunda marca. A Cacau Brasil tem como foco a base da pirâmide,  hoje adoçada pela concorrente Cacau Show.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Pesquisas e análises são necessárias  visando-se adequar o mix de marketing &#8211; produto, preço, promoção e ponto de  venda &#8211; às necessidades e desejos do novo público. Diminuir os preços atuais  reduzindo a qualidade dos produtos e serviços agregados pode não ser a melhor  estratégia a ser adotada. Apesar da renda baixa, estes consumidores desejam uma  boa relação entre custo e benefício.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Marcas e reputação são os principais  ativos de uma empresa. Para construí-las, dedicação e tempo são os principais  pilares. Como numa receita de sucesso, mudar os ingredientes pode afetar o  resultado final.  O caso da mudança no sabor da Coca-Cola em meados dos anos  oitenta é emblemático. Apesar da aceitação inicial em testes, consumidores em  fúria exigiram a volta da fórmula original assim que o produto desembarcou nas  gôndolas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vale salientar que os clientes fiéis  são também os mais lucrativos e menos suscetíveis a preços, promoções e ataques  da concorrência. Neste sentido, as empresas devem estar atentas ao eventual  <em>trade off</em>, trocando o certo pelo  duvidoso, apesar do tamanho da oportunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Os fatos acima corroboram a decisão  das empresas em preservarem suas marcas e clientes originais, criando novos  produtos e serviços adaptados a nova demanda. Sob este prisma, podemos dizer que  a estratégia da TAM &#8211; cujo posicionamento sempre esteve ligado à diferenciação e  atendimento &#8211; pode causar estranheza a alguns clientes habituais, para os quais  as condições dos aeroportos são as informações mais importantes da manhã.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Enquanto  isso, a previsão do tempo para os viajantes está sujeita a nuvens e trovoadas,  com chuvas a qualquer momento. Saguões superlotados, péssimas condições nos  armazéns de carga, pistas em estados precários de conservação, projetos de  reforma e ampliação que não saem do papel, Copa e Olimpíada no radar. Emoções  garantidas para os habituais clientes e a nova classe média, a qual deve ter  sonhado com a boa e velha rodoviária em mais uma semana de caos nos  aeroportos.</p>


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		<title>Os novos rumos do sistema educacional brasileiro</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 12:36:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O setor educacional presenciou nas últimas semanas algo já bastante comum em outros mercados. O grupo SEB, nascido em Ribeirão Preto e proprietário das marcas COC, Pueri Domus, Dom Bosco e Name, foi adquirido pela Pearson, empresa inglesa controladora do conglomerado americano Financial Times. O fato ocorre uma semana após a negociação perdida para a editora Abril, relativa à compra do paulistano Anglo.


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		</div>
<p style="text-align: justify;">O setor educacional presenciou nas  últimas semanas algo já bastante comum em outros mercados. O grupo SEB, nascido  em Ribeirão  Preto e proprietário das marcas COC, Pueri Domus, Dom Bosco e  Name, foi adquirido pela Pearson, empresa inglesa controladora do conglomerado  americano Financial Times. O fato ocorre uma semana após a negociação perdida  para a editora Abril, relativa à compra do paulistano Anglo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Tal interesse se justifica pelo  tamanho do mercado e por uma modalidade de negócios tipicamente brasileira &#8211; os  sistemas de ensino &#8211; baseados no tripé assessoria de ensino, economia de escala  e material didático, em geral escrito, editado e impresso em gráficas próprias.  Semelhante a uma franquia, os grupos repassam a metodologia de ensino e os  materiais de apoio às milhares de escolas parceiras espalhadas pelo  país.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O método prosperou à medida que o  ensino público se deteriorava, resultado de décadas de descaso e falta de  investimentos. Num país com milhões de estudantes semi-analfabetos, estratégias  de massa tiveram que ser adotadas para cobrir o déficit crônico de conhecimento.  O que era um calvário aos governantes, tornou-se um eldorado para muitos  empresários. Como em qualquer segmento, as oportunidades crescem à medida que  aumentam as necessidades não atendidas. Só o grupo Pearson pretende dobrar o  número de estudantes, atingindo um milhão nos próximos  anos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É comum à medida que uma indústria  torna-se mais competitiva, o surgimento de novos concorrentes, interessados nos  lucros proporcionados por mercados em crescimento. Grandes  grupos nacionais e multinacionais fazem parte do novo cenário, investindo  milhões em infraestrutura e aquisições de grupos locais de pequeno e médio  porte. Apesar da pulverização do setor, dominado por milhares de pequenas e  médias escolas, a consolidação será a tônica para os próximos  anos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Creio que ocorrerá fenômeno similar  ao ensino superior, através das estratégias genéricas de preço e diferenciação.  A base para o primeiro grupo está na economia de escala &#8211; o que se traduz em  muitos alunos &#8211; para poder diluir seus custos fixos e manter baixas as  mensalidades, seu principal atrativo. O segundo é composto em geral por  universidades mais antigas e reconhecidas, as quais buscam com dificuldade,  manter o equilíbrio entre preço e diferenciação.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Profissionais competentes serão cada  vez mais demandados, estejam eles dentro ou fora da sala de aula. Especialistas  do setor estão em alta, assim como executivos de outras áreas, caçados e  seduzidos pelo desafio. Com a profissionalização da gestão, práticas hoje comuns  em outros mercados estarão cada vez mais incorporadas à educação. Ao lado de  critérios como evasão e produção científica &#8211; metas de produtividade, satisfação  e retenção de alunos. Desempenho, criatividade, inovação, capacidade  empreendedora e de realização serão itens cada vez mais procurados e desejados.  Ótimas perspectivas a quem se especializar e se adequar aos novos tempos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O caminho para o ensino privado é  irreversível, ao menos no que tange às estratégias e técnicas de gestão. Quanto  ao ensino público há ainda algumas tarefas a serem feitas, sendo bastante  otimista. Capacitar, valorizar e motivar os professores, profissionalizar a  gestão, desburocratizar o sistema, incluir e melhorar a qualidade do ensino,  construir, reformar e aparelhar escolas e salas de aula, aumentar a produção  científica internacional, reduzir a evasão escolar, atrair e reter talentos hoje  perdidos para a iniciativa privada.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Um longo e  árduo caminho, o qual infelizmente não será resolvido no próximo governo, seja  ele petista ou tucano. Há, aliás, uma clara dicotomia entre os discursos.  Políticas de quotas em contraposição a pagamento por desempenho, criticado em  verso e prosa por sindicatos e sindicalistas. Neste cenário, creio que a única  semelhança entre os candidatos esteja no fato de que puderam frequentar escolas  de qualidade, numa época em que o uso de uniformes, a disciplina e o respeito  faziam companhia ao giz e ao quadro negro. A despeito da importância das  reformas fiscais e tributárias, principal assunto até o momento, é importante  mencionar que o crescimento sustentável de um país só é possível com educação de  qualidade, independentemente do modelo de negócios  adotado.</p>


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		<title>Os deveres de um correntista</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 17:40:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A concentração dos bancos brasileiros acontece a passos largos. A série de fusões, aquisições e alianças criaram gigantes, cujo poderio aumenta nas mesmas proporções. Compartilhamento de sites, consolidação de agências, aumento da cobertura geográfica e reposicionamento de marcas são algumas das consequências visíveis, divulgadas através de campanhas na mídia.


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<p style="text-align: justify;">A concentração dos bancos  brasileiros acontece a passos largos. A série de fusões, aquisições e alianças  criaram gigantes, cujo poderio aumenta nas mesmas proporções. Compartilhamento  de sites, consolidação de agências, aumento da cobertura geográfica e  reposicionamento de marcas são algumas das consequências visíveis, divulgadas  através de campanhas na mídia.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar dos benefícios apregoados  em horário nobre, o número de instituições diminui e, consequentemente, as  opções e o poder de barganha dos consumidores também. Um passeio mais demorado  pelas ruas do Centro Antigo comprova a redução das  marcas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vale salientar que os bancos exercem  papel vital na economia, apesar dos críticos de plantão. Sua atuação não se  restringe à guarda remunerada de nossas economias, mas na intermediação e gestão  destes valores, financiando compra de carros, casas e investimentos  produtivos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Aparecem também com frequência em  listas de órgãos de defesa do consumidor. Um estudo recente demonstra um aumento  significativo com relação a taxas e valores cobrados indevidamente. Apesar da  luta inglória entre Davi e Golias, o consumidor pode se proteger. Basta seguir  alguns conselhos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Seja disciplinado: confira seu  extrato periodicamente, questionando taxas e tarifas não usuais. Faça uso dos  diversos canais de comunicação existentes.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esteja atento: leia o contrato antes  de assiná-lo, em especial os parágrafos sobre pacotes, taxas e tarifas. Guarde-o  e consulte-o sempre que necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Planeje: escolha um período e  levante o número de extratos e saques em caixas eletrônicos, transferências e  folhas de cheques, antes de escolher um pacote de benefícios. Com planejamento,  você verá que há possibilidades de redução ou novas formas para se  obtê-los.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Negocie: gerentes de agência são  medidos pelo número de novas contas e percentual de desertores. Saiba também que  clientes antigos custam menos às empresas de serviços. Avalie sua situação e  sente-se à mesa para negociar.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Concentre: evite manter vínculos em  diversos bancos e instituições financeiras. Além da maior dificuldade de  controle, dispersar recursos reduz o poder de  barganha.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Compare: mantenha o hábito de  pesquisar taxas e tarifas em alguns bancos, cuja base pode ser trocada  periodicamente. É prática comum a publicação de estudos em órgãos de proteção ao  consumidor.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Com o  crescimento da economia e o ingresso de milhões de novos correntistas &#8211;  trabalhadores informais agora com carteira de trabalho &#8211; as chances são de que  instituições bancárias continuem no topo da lista de reclamações. Tarifas  máximas e mínimas poderiam ser regulamentadas, ao menos a esta nova massa de  clientes, cujo ganho adicional poderá ser corroído por taxas e valores  indevidos.</p>


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		<title>Brasileiros na Argentina: os novos sonhos de consumo</title>
		<link>http://www.marcosmorita.com.br/2010/07/brasileiros-na-argentina-os-novos-sonhos-de-consumo/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 13:44:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Buenos Aires nunca esteve tão verde e amarela. Brasileiros em profusão descobrem as delícias do nosso maior vizinho. Bifes de chorizo, doces de leite, alfajores, empanadas e sorvetes não deixam saudades da dupla arroz e feijão. A combinação entre Real forte e Peso fraco enche as sacolas de suéteres e casacos de couro, comprados nas adjacências da Calle Florida. O crédito farto possibilita viagens parceladas a perder de vista. Torna-se irresistível neste cenário, cruzar as fronteiras do país pela primeira vez.


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		</div>
<p style="text-align: justify;">Buenos Aires nunca esteve tão verde  e amarela. Brasileiros em profusão descobrem as delícias do nosso maior vizinho.  Bifes de chorizo, doces de leite, alfajores, empanadas e sorvetes não deixam  saudades da dupla arroz e feijão. A combinação entre Real forte e Peso fraco  enche as sacolas de suéteres e casacos de couro, comprados nas adjacências da  Calle Florida. O crédito farto possibilita viagens parceladas a perder de vista.  Torna-se irresistível neste cenário, cruzar as fronteiras do país pela primeira  vez.</p>
<p style="text-align: justify;">Grande parte dos novos viajantes  pertence à nova classe média, composta de trabalhadores que até pouco tempo  contentavam-se com excursões de um dia &#8211; a maior agência de viagens das Américas  surgiu neste nada glorioso nicho de mercado. Sociólogos, economistas e  cientistas políticos debatem as consequências e reflexos na sociedade, economia  e política.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Profissionais de marketing por sua  vez analisam mercados e tendências, as quais possam se traduzir em oportunidades.  Uma ferramenta bastante conhecida, utilizada para categorizar  os desejos dos consumidores é a pirâmide de Maslow, psicólogo americano nascido  no século passado e criador da hierarquia das necessidades humanas. Conforme o  autor, as aspirações dos indivíduos obedecem a uma escala de valores, cuja  complexidade aumenta à medida que avançamos na pirâmide. Em cinco passos, ajudam  a compreender as atitudes e comportamentos da nova classe média.  Vejamos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Necessidades  fisiológicas:</em> ligadas à sobrevivência e  preservação da espécie. A explosão na venda de iogurtes e bebidas lácteas, logo  após a introdução do plano Real, é um recente exemplo de necessidade básica não  atendida.  Quinze anos foram suficientes para inverter a lógica entre classe  social e obesidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Necessidades de  segurança:</em> uma vez satisfeitos os desejos  fisiológicos, há uma busca pela proteção e abrigo. As vendas de materiais de  construção &#8211; cimento, tijolos, caixas de água, janelas e pisos &#8211; cresceram  fortemente nos últimos anos. Casas são construídas, reformadas e ampliadas,  disparando o número de puxadinhos e meias-águas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Necessidades  sociais:</em> associação, participação e  aceitação. As igrejas evangélicas souberam aproveitar esta lacuna, inserindo-se  nas comunidades de forma pioneira, antes mesmo da explosão do consumo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Necessidades de  status e autoestima</em>: talvez o pilar mais beneficiado  pelo crescimento da nova classe média. Geladeiras, freezers, televisores de tela  plana, computadores e aparelhos de som foram as primeiras aquisições. Algumas  garagens já exibem carros usados ou zeros de baixa potência, adquiridos com a  redução do IPI. Viagens nacionais ao Nordeste e agora internacionais à Casa  Rosada são os novos sonhos de consumo.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Necessidades de  autorrealização</em>: desenvolvimento pessoal e  atualização. Cursos tecnológicos, educação à distância e graduação de curta  duração, são algumas opções disponíveis e de baixo custo. Em geral jovens de  classe baixa, cujo desejo dos pais é que possam começar num degrau mais alto, na  escala de hierarquia das necessidades humanas.</p>
<p style="text-align: justify;">A teoria de Maslow demonstra grande  aderência entre os comportamentos, atitudes e padrões de consumo da nova classe  média. Apesar do forte crescimento nos últimos anos, há ainda muitas  oportunidades, haja vista as famílias não evoluem de maneira homogênea.</p>
<p style="text-align: justify;">A despeito da Copa, julho será o mês  dos brasileiros em solo portenho. Apesar da rivalidade e fracassos de ambos, os  emergentes brasileiros se livraram de ver Maradona realizando sua necessidade de  autorrealização em pleno obelisco. Situação que nem os argentinos  merecem.</p>


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		<title>Cultura organizacional: dos campos às empresas</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 15:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Creio que você, assim como eu, já esteja cansado das análises de locutores, comentaristas, jornalistas, jornaleiros, padeiros, pedreiros, colegas de trabalho, parentes, amigos, inimigos, conhecidos e desconhecidos sobre a desclassificação do Brasil na Copa. Hora de caça às bruxas, jogadores e comissão técnica. Os culpados desta vez não foram à falta de concentração, os treinos abertos, os contatos e entrevistas com fãs e imprensa, o assédio aos craques e o clima descontraído.


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<p style="text-align: justify;">Creio que você,  assim como eu, já esteja cansado das análises de locutores, comentaristas,  jornalistas, jornaleiros, padeiros, pedreiros, colegas de trabalho, parentes,  amigos, inimigos, conhecidos e desconhecidos sobre a desclassificação do Brasil  na Copa. Hora de caça às bruxas, jogadores e comissão técnica. Os culpados desta  vez não foram à falta de concentração, os treinos abertos, os contatos e  entrevistas com fãs e imprensa, o assédio aos craques e o clima descontraído.</p>
<p style="text-align: justify;">Execrado pelo  insucesso na Alemanha, o modelo mais democrático foi substituído pelo  hierárquico, rígido. Para comandar a tropa, um líder com jeito e cara de  militar. Treinos fechados, jogadores enclausurados, distância dos fãs, respostas  prontas à imprensa, clima pesado. Que recruta ou tenente ousaria desobedecer às  ordens do sargento ou capitão?</p>
<p style="text-align: justify;">A mudança de rumo  na condução da seleção brasileira traz à tona a questão da cultura  organizacional &#8211; sistema de comportamentos, normas e valores partilhados pelos  membros de uma organização, tornando-a única, dentro de certos parâmetros.  Talvez por esta razão levemos algum tempo até nos ajustarmos a um novo emprego.  Conheço bons profissionais que após passarem longos períodos em uma única  organização, não conseguem se adaptar a novos trabalhos, pulando de empresa  em empresa.  Com o passar do tempo, a cultura permeia empresa e  profissionais.</p>
<p style="text-align: justify;">Como num  continuum, as corporações se classificam entre os extremos flexíveis e  hierárquicos. Vejamos as principais diferenças.</p>
<p style="text-align: justify;">Tomada de  decisões: empresas orgânicas fornecem maior autonomia aos seus colaboradores,  incentivando-os a assumirem riscos controlados. O fluxo decisório em geral é  também mais rápido, com menor número de assinaturas e  carimbos.</p>
<p style="text-align: justify;">Promoções: tempo  de serviço é uma característica que determina o critério de promoções em  estruturas mais duras. Em contrapartida, em corporações mais abertas, prevalece  à meritocracia (do latim mereo, merecer, obter), forma de avaliação baseada no  mérito.</p>
<p style="text-align: justify;">Salários e  bonificações: a proporção entre salário fixo e variável é inversamente  proporcional em cada lado do continuum. A segurança de um bom percentual  garantido é característica das empresas conservadoras, enquanto gratificações  polpudas fazem parte das firmas agressivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Benefícios: o  pacote costuma ser mais tradicional em empresas menos flexíveis, concentrando-se  no básico: plano de saúde, vales refeição, alimentação e transporte. Políticas  de reembolso para pós-graduação, mestrado e línguas, concessão de licenças para  cursos de longa duração, distribuição de opções de ações fazem parte das firmas  mais abertas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ambiente: terno,  tailleur, gravata, meia calça, maquiagem discreta, cabelo curto e pronomes de  tratamento, são comuns em organizações mais formais. Vestimentas confortáveis,  linguajar coloquial, salas amplas e portas abertas são vistas com mais  frequência em lugares mais democráticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Antes que as  características apresentadas denunciem a empresa na qual você trabalha ou  dirige, vale salientar que não há modelos certos ou errados. Há diversos casos  de sucesso em ambos os extremos do continuum organizacional. O que definirá a  estrutura adotada será o segmento no qual a empresa pertence, o nível de  competição e a maturidade dos competidores. Estruturas orgânicas se assemelham a  setores mais competitivos e inovadores, os quais exigem tempos de resposta mais  rápidos. O mesmo se aplica ao desempenho dos colaboradores.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez exposta à  importância da cultura organizacional na construção dos comportamentos, normas e  valores, só nos resta aguardar a escolha do próximo técnico da seleção  canarinho. As duas últimas edições da Copa demonstraram perfis bastante  distintos de liderança, os quais foram determinantes para moldar o estilo das  seleções. Antagônicos, sugerem que a tática correta talvez seja o jogo pelo meio  e não pelos extremos.</p>


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		<title>A lição da Jabulani</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 13:07:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A FIFA - Federação Internacional de Futebol - assumiu publicamente que realizará testes na contestada e temida Jabulani, logo após o término da Copa. Torcem o goleiro inglês e o argelino, os quais terão um álibi poderoso aos frangos cometidos. O mesmo se aplicará aos atacantes e cobradores oficiais pela falta de pontaria, popularmente conhecida como “pé torto”.


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<p style="text-align: justify;">A FIFA &#8211; Federação Internacional de  Futebol &#8211; assumiu publicamente que realizará testes na contestada e temida  Jabulani, logo após o término da Copa. Torcem o goleiro inglês e o argelino, os  quais terão um álibi poderoso aos frangos cometidos. O mesmo se aplicará aos  atacantes e cobradores oficiais pela falta de pontaria, popularmente conhecida  como “pé torto”.</p>
<p style="text-align: justify;">Análises prévias, feitas por  laboratórios independentes, demonstraram que a bola é mais esférica e superior  tecnicamente às anteriores, fato que não trouxe benefícios adicionais aos jogos,  muito pelo contrário. Creio que nem o gigante fabricante alemão de materiais  esportivo esperava tanta divulgação negativa, apesar da estratégia de marketing  utilizada para promovê-la. Batizada como “celebrar” no dialeto africano zulu,  repousa em berço esplêndido antes do início de cada partida.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem os mais céticos acreditariam que  não tenha havido verbas para testes de mercado ou em laboratório, comuns antes  de novos lançamentos. Sem entrar no mérito da questão, gostaria de mencionar  algumas técnicas simples, baratas e eficazes para que às micros, pequenas e  médias empresas possam lançar produtos e serviços com segurança mínima de  sucesso, evitando riscos desnecessários e arranhões na imagem de sua  companhia.</p>
<p style="text-align: justify;">As inovações podem ser classificadas  em dois tipos. As radicais, as quais levam a quebra de paradigmas, e as  incrementais, baseadas em melhorias contínuas em um produto ou serviço  existente, através de sugestões ou observações de clientes. O primeiro caso tem  como características um ciclo de maturação mais longo e grandes investimentos em  pesquisa e desenvolvimento. Também exige maiores verbas publicitárias e  promocionais em seu lançamento, além de gastos eventuais com patentes. Bons  exemplos são as drogas desenvolvidas por conglomerados farmacêuticos.  Alternativas possíveis, porém pouco viáveis aos pequenos  empreendedores.</p>
<p style="text-align: justify;">Já as inovações incrementais podem e  devem ser realizadas por empresas de qualquer tamanho e segmento. Serviços de  atendimento ao cliente, pesquisas de satisfação, sugestões de funcionários e  críticas de clientes e fornecedores são fontes inesgotáveis de boas idéias. Para  que transformações ocorram, a empresa deve estar atenta às vozes do mercado e  disposta a colocar em prática as mudanças necessárias. Um novo sabor ou aroma, o  redesenho de um produto, a oferta mais flexível de um serviço. Diversas  estratégias podem ser adotadas para testar as idéias, sem comprometer o  orçamento. Vejamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Grupos de controle: escolha duas  amostras representativas, ou seja, grupos de clientes para os quais as mudanças  serão significativas.  Aplique uma pesquisa prévia, verificando o grau de  satisfação com relação ao item que será modificado. Ofereça o produto ou serviço  melhorado a somente um grupo, deixando o outro com a oferta anterior. Compare ao  final de um período pré-determinado, eventuais aumentos nas vendas ou melhorias  no índice de satisfação. A quantidade de envolvidos e o tempo de duração do  teste dependerão do número de indivíduos afetados, e da extensão ou duração das  mudanças. O mesmo princípio pode ser aplicado a uma área geográfica &#8211; bairro,  cidade ou estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisas qualitativas: faça uma  segmentação dos seus clientes com base nas características mais importantes para  a empresa &#8211; idade, sexo ou renda no caso de pessoas físicas &#8211; faturamento,  segmento de mercado ou nível de serviço, para a opção CNPJ. Monte grupos  homogêneos entre dez e doze pessoas, respeitando a segmentação proposta. Crie um  cenário confortável, deixando os clientes à vontade. Caso necessário, ofereça  incentivos à participação. Estabeleça um pré-roteiro, apresentando a situação  atual e as mudanças propostas. Gere discussão, fazendo perguntas e estimulando a  participação. Se possível, mostre e teste o produto em uma situação real. Simule  e crie protótipos fidedignos. Grave e filme as discussões e reações, desde que  previamente autorizadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho certeza que após escutar seus  clientes e suas necessidades, realizar experiências com grupos de controle e  conduzir pesquisas qualitativas, você e sua empresa terão uma percepção bem mais  acurada das opiniões sobre seu novo produto ou serviço, identificando eventuais  pontos fracos e oportunidades de melhoria.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembre-se que no final do dia, você  será o principal responsável pelo lançamento de uma eventual Jabulani.  Apesar  da quebra de alguns paradigmas e recordes &#8211; o maior número de empates sem gol em  uma só rodada &#8211; Jabulani não pode ser classificada como uma inovação radical,  muito menos incremental. Que digam os novos pernas-de-pau da África do Sul, os  quais ao que tudo indica, não tiveram tempo de testá-la antes da  Copa.</p>


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		<title>O futebol sob a ótica da administração</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 18:51:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Morita</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Copa do Mundo - É patente o crescente interesse comercial e político na competição, dirigida e controlada pela FIFA - Federação Internacional de Futebol. Para analisá-lo sob o ponto de vista estratégico, utilizarei o modelo das cinco forças de Michael Porter, o qual avalia a atratividade de uma indústria com base no poder de barganha dos seus integrantes. Começarei pelos fornecedores, literalmente os donos da bola.


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<p style="text-align: justify;">Dizer que a Copa do Mundo é um dos  maiores eventos mundiais, talvez não seja nenhuma novidade, a não ser que você  esteja na Coréia do Norte. Em nosso país, jogo da seleção é dia de festa,  celebração com amigos, folga no trabalho, ruas vazias, camisas amarelas e  cerveja gelada. Entre a paixão brasileira e o desconhecimento coreano, cinco  continentes nos quais centenas de países e milhões de pessoas acompanham de  perto o desenrolar dos jogos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">É patente o crescente interesse  comercial e político na competição, dirigida e controlada pela FIFA &#8211; Federação  Internacional de Futebol. Para analisá-lo sob o ponto de vista estratégico,  utilizarei o modelo das cinco forças de Michael Porter, o qual avalia a  atratividade de uma indústria com base no poder de barganha dos seus  integrantes. Começarei pelos fornecedores, literalmente os donos da  bola.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Fornecedores  -</em> É de supor que nos idos dos anos  trinta, quando o futebol era ainda um esporte amador, as próprias seleções eram  responsáveis por seus uniformes. Hoje muita coisa mudou. As cifras para  patrocinar uma equipe, ultrapassam com facilidade a casa das dezenas de milhões  de dólares. Nesta briga de gigantes, tem destaque a americana Nike e a alemã  Adidas. Inglaterra, Brasil, Portugal e Holanda são parceiros da primeira,  enquanto Alemanha, Espanha, Argentina e a anfitriã África do Sul, vestem os  uniformes das três listras. Vinte e duas seleções utilizando uma ou outra marca  e trinta e duas com a controversa Jabulani, reverenciada no início de cada  partida. Devido à concentração, é uma força que deve ser monitorada para que não  aumente ainda mais sua influência e poder de barganha.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Concorrentes  -</em> Ainda que trinta e duas seleções  estejam na disputa do tão famigerado título, poucas na verdade tem condições  reais de levá-lo para casa. A menos que uma grande zebra ocorra, a final deverá  ser disputada entre uma das sete seleções que já levantaram o caneco. Brasil,  Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, França e Inglaterra. Estas últimas já  desclassificadas ou com sérias dificuldades de seguirem adiante. A despeito da  hegemonia brasileira, a alternância é bastante grande. Esperamos vinte e quatro  anos na fila, período semelhante ao grupo dirigido por Maradona. A possibilidade  de uma ou mais seleções concentrarem os títulos é bastante baixa. Mercados  monopolistas ou oligopolistas tendem a diminuir a competitividade num  determinado setor.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Clientes  -</em> Conforme levantamento da FIFA, a  última edição da Copa na Alemanha foi transmitida para 214 países e territórios  por um contingente de 376 canais. A audiência acumulada durante o evento  ultrapassou a casa dos 26 bilhões de telespectadores, com 700 milhões durante a  final entre Itália e França. Basta olhar ao redor em dia de jogo para verificar  a heterogeneidade da audiência. Brancos, negros, pardos, amarelos, ricos,  pobres, homens, mulheres, adultos e crianças. Fanáticos, apreciadores e  simpatizantes, os quais muitas vezes não sabem a relação entre bandeirinha e  impedimento. Poucos os negócios que podem contar com um público tão cativo e  fiel. Cabe aos dirigentes mantê-la longe de interesses políticos, antiesportivos  ou excessivamente comerciais, tais como realizá-la a cada dois anos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Novos entrantes  -</em> O interesse em participar da  competição pode ser medido pela popularidade das eliminatórias. Nada menos que  duzentas seleções disputaram o torneio de qualificação, envolvendo 5.622  jogadores e 275 técnicos das mais diversas nacionalidades. Quase meia centena de  franceses, holandeses, brasileiros e alemães, repassando os conhecimentos de  escolas consagradas. Dinamarca, Coréia do Sul, Japão e Estados Unidos são alguns  exemplos de equipes em  ascensão. Alguns riscos para a competição estariam no  desbalanceamento das vagas por continente ou no inchaço do torneio, como já  vimos em terras tupiniquins.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Produtos  substitutos -</em> Apesar da paixão dos sul-africanos  pelo rúgbi, franceses pelo ciclismo, indianos pelo críquete e ianques pelas  ligas de basquete e beisebol &#8211; o futebol ou soccer  é o único produto com apelo  global, capaz de competir com marcas locais fortes. Em uma sociedade cada vez  mais sem fronteiras, não tardará o dia em que o mundo usará chuteiras. Sob este  aspecto, a Copa do Mundo não terá produtos substitutos a médio ou longo  prazo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A análise demonstrou um relativo  equilíbrio entre as cinco forças, necessário e imprescindível para a manutenção  do torneio que tanto nos seduz. Em diversas indústrias, o poder de decisão está  nas mãos dos governos e governantes, os quais com suas leis e medidas podem  auxiliar ou até mesmo atrapalhar seu desenvolvimento. No país da bola, este  poder está com a FIFA e seus dirigentes. Desta maneira, sugiro que os  brasileiros apaixonados por futebol acendam duas velas a partir de hoje. Uma  para o hexa e outro para a lucidez de Joseph Blatter, presidente da  entidade.</p>


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